Cristãos Sem Igreja

POSSO SER UM CRISTÃO SEM IGREJA

Maturidade ou Sofisma?

caminho banner_edited-1INTRODUÇÃO

Um pensamento muito comum em nossos dias é o achar que podemos ser cristãos sem precisarmos freqüentar uma igreja ou sem termos um compromisso regular. A justificativa se aperfeiçoa dizendo que são muito mais corretos e possuem um melhor testemunho que muitos freqüentadores de igreja. Contudo, apesar da aparente razão, será que este pensamento é biblicamente fundamentado? É sobre este assunto que eu gostaria de conversar com vocês neste dia.

ELUCIDAÇÃO

Neste contexto, a primeira vertente a se considerar é a necessidade e relevância da Igreja. De acordo com as Escrituras ela é parte essencial da vida cristã.

  • Ela é o Corpo de Cristo; a Noiva de Cristo;
  • Reunião dos que são chamados por Jesus para herdar a Salvação;
  • Representante do Reino dos Céus na Terra;
  • Razão pela qual o mundo não é consumido mal;
  • Voz profética em meio a uma geração cega pelo pecado;
  • Porta do caminho estreito que conduz à Salvação;
  • Lugar onde somos batizados e alimentados da Palavra de Deus;
  • Aonde somos auxiliados e socorridos;
  • Lugar onde se manifestam os dons do Espírito Santo;
  • Lugar onde temos comunhão com outros salvos;
  • Onde nos estimulamos mutuamente no caminho da Salvação;
  • Lugar onde nos alegramos e choramos;
  • Onde praticamos o amor de Cristo;
  • Onde Sua Graça é manifesta em nós;
  • Tantos outros valores e méritos.

Hoje em dia existe uma forte tendência à banalização da Igreja. Muitos a desprezam, zombam, escarnecem, julgam, consideram-na dispensável. Pensam poder dividí-la em pequenos fragmentos, manipulá-la como fonte poder, utilizá-la como fonte de recursos, etc. Porém se esquecem de que esta é a menina dos olhos do Senhor. Jesus tem forte ciúme desta. Ele é um Noivo Zeloso. Ele nunca deixou nem deixará impune os que prejudicam, desmerecem ou desprezam-na. Jesus nunca deixou de lutar por sua Igreja. Esta é Sua Noiva e Ele prometeu estar com Ela todos os dias até a consumação dos séculos, guardada e guiada pelo Espírito Santo.

PROPOSIÇÃO

Deus planejou a Igreja para preparar individualmente as pessoas que herdarão a salvação

Vamos fazer uma breve análise do plano de Deus para compreendermos melhor a importância da Igreja

TÓPICOS

A)-Jesus planejou a Igreja (Mt 16.18-19) A Igreja era um plano não revelado no período do Antigo Testamento. Contudo, profecias apontavam para uma nova organização do povo de Deus a partir da vinda do Messias.

E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, pois, conforme prometeu o Senhor, no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar. E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias.  Joel 2.28-29 e 32

Paulo declarou que Jesus construiu sua Igreja sobre o fundamento dos apóstolos e profetas. Não especificamente sobre Pedro, mas sim sobre o trabalho de todos, liderados por Pedro.

“edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular” Efésios 2.20

Esta igreja é a reunião de todos os santos, de todas as eras e forma um corpo invisível. Contudo, este corpo invisível aponta para um corpo visível que são as igrejas locais; lugar onde os santos se reúnem para colocarem em prática a sua fé em Cristo. As igrejas locais, que são a manifestação visível da Igreja invisível, são muito amadas por Jesus. Ele as conhece individualmente, em seus detalhes e peculiaridades.

Ao anjo da igreja em Laodicéia escreva: Conheço as suas obras! Apocalipse 3.14-15

Seu amor é tão profundo que Ele morreu para sua salvação. A Igreja é o Seu próprio corpo. Jesus disse;

“Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim” I Coríntios 11.24-25

Desta forma compreendemos que é impossível ter um relacionamento com Deus sem estarmos em harmonia com o Corpo de Cristo.

uniaoB)-Jesus planejou a unidade da Igreja

A unidade como parte essencial da estrutura (I Co 12.12 e 26-27)

A unidade da Igreja é estrutural. Deus a criou para ser unida. Não há como pensar em igreja sem unidade. Seria como tentar separar a umidade da água ou o calor das chamas. Como sabemos isto? Porque a Igreja é chamada de Corpo de Cristo. Os membros do corpo humano não foram projetados para terem vida autônoma. Não vemos pernas andando sozinhas. Isso seria uma aberração. Da mesma forma, os ramos de uma árvore não foram projetados para sobreviverem sem estarem ligados à raiz.

Desta forma, todos aqueles estão em Cristo se harmonizam na unidade do Corpo de Cristo, pois, separado do corpo não há vida. A isto denominamos unidade orgânica; uma composição unificada com vida dinâmica. O apóstolo João disse; como posso dizer que amo a Deus que não vejo se não amo a meu irmão a quem vejo? Nós precisamos vitalmente uns dos outros.

Se a minha ação individual ou minha qualidade de vida influencia de alguma forma a comunidade cristã local é porque fazemos parte deste corpo. Se não somos afetados ou não influenciamos em nada é porque estamos fora do corpo.

Por outro lado, se a atmosfera espiritual de nossa comunidade é cheia da presença de Deus, ao fazermos parte deste corpo nós somos igualmente influenciados e abençoados. A atmosfera de vitória, paz e prosperidade entra no seu lar e na sua vida espiritual. E nesta dinâmica reversa, nesta sinergia, quando você é abençoado, todo o corpo é abençoado também!

A Importância de cada membro (I Co 12.21-25)

Nesta unidade o Senhor planejou a colocação de cada membro de tal maneira que todos sentissem a sua importância, o seu valor. Aqueles que possuem uma função estrutural não foram providos de uma imagem impactante, pois seu valor está em sua necessidade imprescindível. Não precisam ser vistos para se sentirem relevantes. Aqueles que possuem uma função complementar foram providos de beleza exterior, aparência, impacto, para que se sintam valorizados (comparação da importância funcional e cuidado entre cabelo e do coração). Desta forma todos encontram o seu espaço com satisfação dentro do Corpo de Cristo.

A graça da unidade (Ef 4.1-3)

Unidade não é Uniformidade: unidade vem de dentro, é uma graça espiritual; enquanto uniformidade é o resultado de uma pressão de fora. Unidade não é a adoção de um padrão ou um perfil, mas sim uma qualidade de relacionamento.

A unidade não é criada, mas preservada (vs.3). Ela já existe, por obra de Deus e não do homem. Portanto, a unidade da igreja não é construída pelo homem, mas pelo Deus Triuno.

A unidade não é produzida em atividades sociais; um churrasco, uma festa nunca produzirá unidade. Esta é uma propriedade original da Igreja. Somente podemos mantê-la, cultivá-la.

Ilustração: a planta da orquídea. Forte, mas ao mesmo tempo frágil. Frágil, pois sua flor não dura muito tempo. Forte, pois se cuidada, surgirão novas flores no período certo da floração. Ao cair da flor pensamos que a vida se foi, mas se perseveramos no cuidado sempre haverão novos períodos de floração. Há tempo de beleza, há tempo de poda e estes ciclos são necessários para que a vida continue a existir (Jo 15.1-6). amizadePreservando a unidade do Espírito no vínculo da paz: a unidade precisa ser preservada. Precisamos lutar para preservar a unidade da família. Mas como? Humildade (húmus/terra): A palavra humildade foi cunhada pela fé cristã. A humildade era desprezada pelos romanos. Era sinal de fraqueza.

  • Humildade é o oposto do orgulho. O orgulho fundamenta-se na ética da negação; o erro nunca é meu, é sempre dos outros; eu não machuco somente sou machucado, eu sou o exemplo os outros devem se amoldar a mim. Os outros são bons, mas eu sou um pouco melhor.
  • Humildade é reconhecer que somos pó. Que nada temos de nós mesmos. Não há razão para a vã glória.
  • Humildade significa colocar Cristo em primeiro lugar, os outros em segundo lugar e o eu em último lugar.
  • Cristo apresentou-se como alguém manso e humilde de coração. A primeira bem-aventurança cristã é ser humilde de espírito.
  • Quem sabe que veio do pó, é pó e voltará ao pó não pode orgulhar-se.
  • Não podemos pensar de nós mesmos além do que convém (Rm 12:3). Jesus é o exemplo máximo de humildade: ele esvaziou-se a si mesmo.

Mansidão: uma pessoa mansa é aquela que abre mão dos seus direitos. Ela prefere sofrer o dano (I Co 6.7). Assim como Abraão, ele prefere deixar Ló fazer a melhor escolha (Gn 13.7-18).

  • A mansidão é poder sob controle. É a virtude de não perder o controle. Moisés era manso e, no entanto ele exerceu um tremendo poder. Jesus era manso e virou a mesa dos cambistas. Você tem poder, mas esse poder deve estar sob controle.
  • Este era o termo usado para um animal adestrado: controlar seu temperamento, impulsos, língua, desejos. É a pessoa que possui completo domínio de si mesmo. A verdadeira mansidão se transparece quando somos investidos de poder (dinheiro, autoridade, escalada social). Poder para nos vingarmos, mas escolher fazer o bem.

Longanimidade: palavra aqui é paciência com pessoas. É um ânimo espichado ao máximo. É a pessoa que suporta o insulto sem amargura nem lamento. Esquece-se do mal sofrido. O amor tudo suporta! O amor que suporta: a palavra suportar aqui não é aguentar o outro, mas servir de amparo e suporte. Não por um dever amargo, mas com amor.

A unidade como base para o crescimento (Jo 17.20-23)

A unidade da Igreja faz o mundo entender que Jesus Cristo é Deus e Senhor de todas as coisas. Portanto, a obra de evangelização, que é a tarefa primária da Igreja, passa pelo trabalho de edificação da unidade.

Significa que todos aqueles que virão a crer na mensagem do Evangelho terão que passar inevitavelmente pela porta da santificação pela verdade (17.17 / normalmente é o foco principal – eu faço tudo certo), mas também pela porta da unidade (estar em harmonia com o Corpo de Cristo).

Uma igreja travada na unidade não cresce. Tende a atrofiar e morrer. E esta é a estratégia de satanás. Destruir a obra de salvação destruindo a unidade da Igreja. Pois nosso inimigo sabe que quando estamos unidos em amor, a Presença de Deus se manifesta entre nós e desta forma nada pode deter nossa marcha, pois se Deus é por nós quem será contra nós! Portanto, a comunidade que cresce é porque a força da unidade é maior que a força de desunião. Os dois vetores sempre existirão, mas a unidade deve prevalecer para que a Igreja permaneça viva, ativa e crescente. river-stones,-water-151860C)-Jesus planejou o aperfeiçoamento dos santos (I Sm 17.40)

Analisando além do contexto histórico desta passagem bíblica, encontramos Davi retirando 5 pedras lisas do ribeiro para fazer delas munição contra Golias. As melhores pedras para serem utilizadas em uma funda seriam as lisas, pois escorregariam perfeitamente dando precisão no arremesso. Onde estas pedras poderiam ser encontradas? Somente em um ribeiro. Lugar onde a força da água provocaria um atrito continuo entre elas tirando-lhes as arestas, a aspereza, e as transformando em belas pedras ovais e lisas.

Esta figura é perfeita para ilustrar o processo de amadurecimento dos relacionamentos entre cristãos e a edificação da Igreja. Deus planejou o amadurecimento dos cristãos por meio de seus conflitos, divergências e necessidades.

O objetivo é aperfeiçoar em nós a paciência, a bondade, o perdão, a misericórdia, a generosidade, o amor, entre outros sentimentos altruísticos. Este amadurecimento somente é alcançado por meio dos relacionamentos.

Assim como a unidade da Igreja é reflexo da triunidade de Deus, de igual modo o ser humano foi criado para viver em comunidade. E de um modo especial os cristãos, criados para viver no Reino de Deus. Em Gênesis, nos primeiros momentos da concepção criativa de Deus, Ele mesmo declarou que o homem não foi planejado para ser sozinho.

“Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda”. Gênesis 2.18

Nós somos seres relacionais. Acerca do isolamento provérbios declara; “Quem se isola, busca interesses egoístas, e se rebela contra a sabedoria”. Provérbios 18.1

O ser humano é por natureza egoísta, voltado somente para suas necessidades, tendo a si como centro do universo. Isto é compreensível visto que é uma técnica de sobrevivência; uma maneira de nos preservarmos de desgastes emocionais, conflitos e decepções. A esta habilidade de auto-defesa nossa cultura denomina maturidade.

Contudo, a contra-cultura bíblica afirma que a verdadeira maturidade é tudo sofrer, tudo padecer e não deixar de crer que o amar o próximo é bom, mesmo quando há grandes chances de nos machucarmos.

Maturidade pela visão bíblica também é ser paciente e forte para esperar Deus transformar as feridas em cicatrizes fechadas, indolores, e não guardar amargura, mas perdoar.

O objetivo do perdão não é apagar os fatos da memória, mas ser curados na alma ao ponto de não reviver a dor do que passou. Estes sentimentos, esta maturidade, esta grandeza de alma, somente se alcança no contexto dos relacionamentos. O Senhor deseja formar em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus; não fazer a sua própria vontade, mas a de Deus e entregar-se por amor do próximo.

“Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito”. Colossenses 3.12-14

Somos aperfeiçoados quando nos revestimos de profunda compaixão; compreender o estado emocional de outrem e desejar profundamente lhe aliviar o sofrimento. Ser bom quando há motivos para não sermos, ser humildes (desprovidos de orgulho) reconhecendo que tudo o que somos e temos é por que Deus nos deu por sua Graça e não por mérito. Ser mansos quando somos tentados a agir com ira, rispidez. Ser pacientes quando as pessoas abusam de nossa boa vontade. Suportar quando somos ofendidos. Estar disposto a perdoar assim como fomos perdoados, pois somos miseráveis pecadores. Estar dispostos a nos revestirmos de amor, pois o amor não busca motivos para amar, apenas ama (não porque, mas apesar de). Este é o elo perfeito (o vínculo da perfeição). Nenhuma destas qualidades serão desenvolvidas se fugirmos dos relacionamentos e conflitos que naturalmente surgirão.

Não adianta sairmos de uma igreja para outra como meio para solucionar os problemas relacionais. Nós levaremos os mesmos problemas conosco, pois estão em nós mesmos e pior; levaremos muitas feridas.

A fuga é impulsionada pela dor, e isso é compreensível. Por trás de toda aparência de força, auto-suficiência e segurança existe uma alma frágil que criou toda espécie de escudos e cavernas para se refugiar do sofrimento. O Senhor entende. Mas esta estratégia que desenvolvemos não é a melhor para nós. Por isso Ele insiste tanto que nos libertemos deste medo.

Nós não precisamos ser transferidos de igreja, mas sim transformados na igreja que Jesus nos plantou. Somente assim seremos aperfeiçoados conforme a imagem de Jesus, de acordo com Seu plano perfeito. E se a dor de alma for o caminho, que doa se preciso for, para que eu seja cada vez mais parecido com meu Mestre! worshipCONCLUSÃO

O objetivo desta mensagem é apresentar duas importantes lições;

1-Pensar que podemos viver a vida cristã sem estar na igreja, ou apenas frequentá-la esporadicamente sem envolvimento, é um grande engano. Nós somente temos vida quando estamos bem ligados ao Corpo de Cristo.

2-Problemas de relacionamento não devem ser a causa para mudança de igreja local.

  • Podemos ser transferidos por mudança de endereço, diferente posição teológica ou outras necessidades e motivações que fujam do nosso controle. Porém, não é aconselhável deixar a igreja por causa de divergências nos relacionamentos.
  • É por meio dos conflitos e necessidades mútuas que amadurecemos o mais sublime aspecto do caráter de Cristo; o amor, a bondade, o perdão, a compaixão, a misericórdia, a generosidade.
  • Ao fugir dos conflitos os levaremos conosco além das muitas feridas.

Que o Senhor nos ajude para não cairmos nestes sofismas (pois é um mal que visita a todos) e ajudemos outros a se libertarem deste mal.

Pr.Luís Kendji G.Yasumura

Curso Básico de Teologia

CURSO BÁSICO DE TEOLOGIA

BTCP Cartaz PT2No próximo dia 09 de maio de 2015 iniciaremos o Curso Básico de Teologia do BTCP (Bible Training Centre for Pastors de Atlanta US) em português com duração de 2 anos e meio para formação de liderança local. Apesar do Japão ser um país tecnológica, cultural e socialmente evoluido, de acordo com pesquisa Reuters News, ocupa o quinto lugar entre os países que não acreditam na existência de Deus, posicionando-se acima até mesmo da China que ocupa a nona posição, e enquadra-se entre os países com o menor número de cristãos do mundo com uma quantidade inferior a 1% da população.

Neste contexto, poucas são as instituições cristãs de ensino, publicações e materiais de estudo. Encontramos aqui a pequenez de um gigante. Enquanto no Brasil (país sede de nossa base missionária) há acesso a uma grande diversidade de recursos, as igrejas e missionários no Japão sofrem com a escassez destes.

Atendendo a necessidade específica do campo, o curso do BTCP proporciona flexibilidade e um conteúdo essencial com qualidade para capacitação da emergente liderança no campo missionário. Além das diversas qualidades agrega-se o custo acessivel que viabiliza a participação de todos os interessados.

O curriculo a ser aplicado na IPRJ de Anjo conta com uma carga horária de 660 horas distribuidas em 2 anos e meio de estudos, além de matérias complementares e cursos de aperfeiçoamento. As aulas serão ministradas aos sábados, a partir das 20:00, nas dependências da IPRJ de Anjo. As aulas poderão ser assistidas também via Skype.

Para informações sobre matricula (Tel. 090-4719 7682 / Pr.Kendji)

Que o Senhor vos abençoe!

21 Days of Prayer

21 Days of Prayer

21 Days of Prayer 2014C Reduzido

Last prayer campaign of 2014. The meetings will take place on weekdays in the temple of Renewal Presbyterian Anjo Church from 20:00. On Saturdays the prayer time will be after the Bible School and Sunday during the services. The campaign period will be between November 30 (Sunday) and December 20 (Saturday / conclusion).

Jesus looked at them and said, “With man this is impossible, but with God all things are possible”. Matthew 19.26

I ate no choice food; no meat or wine touched my lips; and I used no lotions at all until the three weeks were over. Daniel 10.3

He said, “Daniel, you who are highly esteemed, consider carefully the words I am about to speak to you, and stand up, for I have now been sent to you.” And when he said this to me, I stood up trembling. Then he continued, “Do not be afraid, Daniel. Since the first day that you set your mind to gain understanding and to humble yourself before your God, your words were heard, and I have come in response to them. Daniel 10.11-12

The text of Matthew’s Gospel is located in the conversation of Jesus with the rich young man. Despite all his dedication and faith still lacked one thing; accept the invitation of the Master to be his disciple.

The refusal to follow Jesus was compared to refuse to enter the kingdom of God. Here is a resounding affirmation of the Master. It is very difficult for a person who trusts in riches to enter the kingdom of heaven. However, Jesus adds; for men it is impossible, but with God all things are possible!

With men it is impossible to convert someone. It is impossible to change the way you think, impossible to generate faith, impossible to change habits, impossible to change the values, impossible to transfer wealth (as who owns and enjoys the comfort they provide, do not give way to any hand). It is impossible to heal the soul, impossible to cure certain kinds of physical diseases, impossible to promote spiritual liberation.

In the text sequence (Mt 19.27-29) observe the dialogue this time with Peter. He asks Jesus what would be of those who have left everything to follow the Master. Those who decided to accept the invitation to be his disciples, placing him as a priority in their lives.

Jesus said that all his followers would receive one hundred times the amount (volume, quantity) of everything they chose leave behind to fulfill God’s will in their lives. Imagine: left a house (100 homes). Gave an offer (100 times the value of the offer). Left an opportunity (100 new opportunities). Gave up the privilege of living with a loved one, Father case, mother or children (no quotes the spouse) will receive 100 times the value of this sacrifice. And finally will receive what was impossible for the rich young man; free entry into the Kingdom of Heaven!

But all this was revealed to Peter only when he asked Jesus and He decided to clarify it! We only obtain answers when we seek in God. This takes us to the first 21 days of prayer campaign recorded in the Bible, made by the prophet Daniel (Dan 10.1-12).

The angel of the Lord met strong opposition of demons to bring the answer to Daniel. And two characteristics of Daniel’s posture in prayer are common with the speech of Peter and essential in receiving answers from God; the search for knowledge (plans, will for me, biblical interpretation) and humiliation (we cannot do anything without God, so always we need to talk with him and be guided by Him).

Our prayer on this first day is for Him to hear our prayers from now and intervene positively in problems that until this day were impossible for us.

May the Lord grant us many victories and a next year filled with the Holy Spirit, conquests, salvation, baptisms, family restoration, prosperity, growth, healing. May He answers your purposes to be presented before His altar in the next 21 days.

Pr.Luís Kendji

21 Dias de Oração

 Campanha de Oração de 21 Dias

21 Days of Prayer 2014C Reduzido

Última campanha de oração de 2014. As reuniões nos dias de semana acontecerão no templo da IPRJ de Anjo a partir das 20:00. Aos sábados o período de oração será após a Escola Bíblica e aos domingos durantes os cultos. O período da campanha será entre 30 de novembro (domingo) e 20 de dezembro (sábado / encerramento).

Textos:

E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível. Mateus 19.26

Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas. Daniel 10.3

E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo. Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Daniel 10.11-12

O texto do Evangelho de Mateus está localizado na conversa de Jesus com o jovem rico. Apesar de toda a sua dedicação e fé ainda lhe faltava uma coisa; aceitar o convite do Mestre para ser o seu discípulo

A recusa em seguir a Jesus foi comparada a se recusar entrar no Reino de Deus. Segue uma afirmação contundente do Mestre. É muito difícil uma pessoa que confia nas riquezas entrar no Reino dos Céus. Contudo, Jesus acrescenta; para os homens é impossível, mas para Deus tudo é possível!

Para os homens é impossível converter alguém. É impossível mudar a maneira de pensar, impossível gerar fé, impossível mudar hábitos, impossível mudar os valores, impossível a transferência de riquezas (visto que quem as possui e usufrui do conforto que elas proporcionam, não abrem mão de jeito nenhum). É impossível curar a alma, impossível curar certos tipos de doenças físicas, impossível promover libertação espiritual.

Existem coisas que estão ao nosso alcance e certamente precisamos realizá-las (em humilde dependência), mas as principais, que podem mudar completamente nossa maneira de viver, estas dependem exclusivamente da vontade e da operação de Deus. Somente o Senhor pode fazer o impossível.

Na seqüência do texto (Mt 19.27-29) observamos o diálogo desta vez com Pedro. Ele pergunta a Jesus o que seria daqueles que deixaram todas as coisas para seguir ao Mestre. Aqueles que decidiram aceitar o convite para serem seus discípulos, colocando-o como prioridade em suas vidas.

Jesus disse que todos os seus seguidores receberiam cem vezes o valor (o volume, a quantidade) de tudo o que escolheram deixar para trás para cumprir a vontade de Deus em suas vidas. Imagine: deixou uma casa (100 casas). Entregou uma oferta (100 vezes o valor da oferta). Deixou uma oportunidade (100 novas oportunidades). Abriu mão do privilégio de conviver com uma pessoa amada, no caso pai, mãe ou filhos (não cita cônjuge), receberá 100 vezes o valor deste sacrifício. E por fim receberá aquilo que foi impossível para o jovem rico; a entrada livre no Reino dos Céus!

Porém, isto tudo foi revelado ao Pedro somente quando ele perguntou a Jesus e Ele decidiu lhe esclarecer! Somente obteremos respostas quando as buscarmos em Deus. Isso nos remete a primeira campanha de oração de 21 dias registrada na Bíblia, feita pelo profeta Daniel (Dn 10.1-12).

O anjo do Senhor enfrentou uma forte oposição de demônios para trazer a resposta a Daniel. E duas características da postura de Daniel na oração são comuns a fala de Pedro e essenciais para recebermos respostas da parte de Deus; a busca por conhecimento (planos, vontade para mim, interpretação bíblica) e a humilhação (nada posso sem Deus, por isso preciso falar sempre com Ele e ser orientado por Ele).

Nossa oração neste primeiro dia é para que Ele escute nossas orações desde agora e que venha intervir positivamente em problemas que para nós até o dia de hoje foram de impossível resolução.

Que o Senhor nos conceda muitas vitórias e um próximo ano repleto de poder do Espírito Santo, conquistas, salvação, batismos, restauração familiar, prosperidade, crescimento, curas. Que Ele responda aos seus propósitos que serão apresentados diante do altar nestes próximos 21 dias.

Pr.Luís Kendji

XII ANNIVERSARY CELEBRATION

XII Anniversary Celebration

Celebração do 12º Aniversário da IPRJ de Anjo

XII Aniversario da IPRJ de Anjo 2

ENGLISH

On November 2nd we will celebrate one more year of existence of this church which has been richly blessed by our Lord Jesus. As pastors in this field since its founding we feel very happy for the privilege of serving in the care of this unique herd; filled with people full of God’s presence, cheerful, capable, humble, friendly and dutiful to our God.

We would like to thank firstly God, the author of our salvation, planner of the ministerial calling, and trainer who has made us for this sublime task; preaching the Gospel of our Lord Jesus Christ. We thank each of our beloved brethren; leaders, companions of walking and work that with heavenly affection, solidarity, and fidelity have been working hard for the growth of this beloved and uniquely meaningful community. Our gratitude to presbyters, deacons, cooperators and workers. Similarly we are grateful to each member gathered and who have believed in God’s purpose here at this time. We thank the Renewal Presbyterian Church, our respected denomination, and MISPA, our mission agency, to provide the entire theological basis and the necessary support for ministerial service orientation. Thanks to the Renewal Presbyterian Church in Japan and all those who compose it, for companionship in this mission field.

Finally we are thankful to all those who contribute in some way to this holy work, praying, participating, offering, contributing with their gifts and talents, with time, resources, physical effort, hours without sleep, anyway; spending a part of your life for the cause of Christ in this mission field. May the Lord reward you with an everlasting, precious and imperishable reward. A crown of glory; legacy prepared for those who shall remain faithful until the end!

Congratulations to you Renewal Presbyterian Church of Japan in the city of Anjo. The Triune God may prosper you, to broaden your tent on Asian soil and shine upon thee the Sun of Righteousness with peace, prosperity and unspeakable joy until the coming of the Beloved of our souls; our Lord Jesus Christ!

May Our Lord bless you all!

Pr.Kendji and Miss.Ana Claudia

XII ANNIVERSARY CELEBRATION

XII Anniversary Celebration

Celebração do 12º Aniversário da IPRJ de Anjo

XII Aniversario da IPRJ de Anjo 2

PORTUGUÊS

No próximo dia 02 de novembro celebraremos mais um ano de existência desta igreja que tem sido ricamente abençoada por nosso Senhor Jesus. Como pastores neste campo desde sua fundação nos sentimos muito felizes pelo privilégio de poder servir no cuidado deste rebanho singular; repleto de pessoas cheias da presença de Deus, alegres, capacitadas, humildes, amistosas e tementes ao nosso Deus.

Gostaríamos de agradecer em primeiro lugar a Deus, autor de nossa salvação, planejador do chamado ministerial, e capacitador, que nos convocou para esta sublime tarefa; a pregação do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Agradecemos a cada um de nossos amados irmãos; líderes, companheiros de caminhada e de obra, que com afeto celeste, solidariedade e fidelidade têm trabalhado com afinco para o crescimento desta tão querida e peculiarmente significativa comunidade. Nossa gratidão aos presbíteros, diáconos, cooperadores e obreiros. De igual modo somos gratos a cada membro e congregado que têm acreditado no propósito de Deus aqui, neste tempo. Agradecemos a Igreja Presbiteriana Renovada, nossa respeitada denominação, e a MISPA, nossa agência, por nos proporcionar toda base teológica e o apoio necessários para orientação do serviço ministerial. Obrigado à Igreja Presbiteriana Renovada no Japão e todos aqueles que a compõe, pelo companheirismo neste campo missionário.

Por fim somos gratos a todos aqueles que de alguma forma contribuem com esta obra santa, orando, participando, ofertando, contribuindo com seus dons e talentos, com tempo, recursos, esforço físico, horas sem dormir, enfim; gastando uma parte de sua vida por amor da causa de Cristo neste campo missionário. Que o Senhor vos recompense com um galardão eterno, precioso e incorruptível. Uma coroa de glória; legado preparado para todos aqueles que permanecerem fiéis até o fim!

Parabéns para você Igreja Presbiteriana Renovada do Japão na cidade de Anjo. Que o Deus Trino te prospere, que amplie a sua tenda sobre o solo asiático e brilhe sobre ti o Sol da Justiça com paz, regozijo inefável e prosperidade até que venha o Amado da nossa alma; nosso Senhor Jesus Cristo!

Que o Senhor vos abençoe!

Pr.Luís Kendji e Miss.Ana Claudia

A IGREJA E A NOVA ORDEM MUNDIAL

A IGREJA E A NOVA ORDEM MUNDIAL

Seminario Nova Ordem Mundial EN

A atitude da Igreja diante do movimento globalista

No dia 15 de agosto realizamos um seminário livre tendo por tema; A Igreja e a Nova Ordem Mundial. Sem teorias conspiratórias, o assunto foi tratado com seriedade, fundamentado em informações livremente veiculadas nas diversas mídias, abordando o neoliberalismo, neo-socialismo, ateísmo, islamismo, marxismo cultural de Gramsci, pós-modernidade, outros.

Para lançar um olhar teológico sobre a atual conjuntura e realizar uma previsão de cenários, foram estudadas as três principais visões da escatologia hodierna; amilenismo, pós-milenismo e pré-milenismo.

O Casamento Segundo o Modelo de Deus

O CASAMENTO SEGUNDO O MODELO DE DEUS

Casamento no Modelo de Deus

Estudo ministrado na Classe de Líderes em 31 de maio de 2014

Introdução

  • Antes de estudarmos sobre os parâmetros bíblicos para a família é preciso esclarecer a compreensão da situação das uniões estáveis existentes no universo da Igreja.
  • Existem pessoas que passaram pelo divórcio, pelo adultério, tiveram vida sexual fora do casamento e talvez ainda sofram as consequências disso.
  • O objetivo deste estudo não é condenar ou expor ao constrangimento a nenhum dos amados irmãos, mas sim levar a compreensão bíblica sobre um assunto que de tão dolorido e complexo normalmalmente é evitado.
  • O objetivo deste estudo é compreendermos os parâmetros de Deus para a família, corrigirmos possíveis falhas, evitarmos erros e nos arrependermos de pecados cometidos para sermos perdoados e restaurados. Pelo conhecimento da verdade nós somos libertos (Jo 8.32).
  • Existem consequências irreversíveis. A maioria dos erros cometidos no campo relacional não possuem retorno. Somente existe o caminho da identificação do pecado cometido, do arrependimento, do perdão divino e da restauração.
  • Nem sempre a restauração é completa. Famílias que são destruídas ou consequências de relacionamentos fora dos parâmetros bíblicos podem perdurar por toda vida. Tentar nos livrar destas consequências pode nos levar a outros pecados.
  • É mais fácil a destruição que a reconstrução. O caminho da restauração segundo a vontade de Deus, dentro de seus parâmetros e guiados pelo Espírito Santo não é fácil, é estreito, mas é o melhor caminho (Mt 7.13-14).

Perfis ligados à questão

  • Para aquele que foi convertido mas o cônjuge ainda não, se o não convertido desejar permanecer casado, não deverão se divorciar, e assim toda a família será abençoada pelo cônjuge convertido (I Co 7.12-14).
  • Para aquele que se divorciou antes de aceitar a Cristo, Deus não nos julgará pelo tempo da ignorância (At 17.30). Se estiver casado pela segunda vez, permaneça na condição que Deus os chamou (I Co 7.17). Não poderão retornar ao primeiro cônjuge (Dt 24.3-4). Contudo, se estiverem separados, sem estar casados, poderão se reconciliar (I Co 7.11).
  • Para aquele que sendo cristão e se divorciou após um casamento consciente e consagrado diante de Deus, ou que cometeu fornicação, adultério, arrependa-se, peça perdão e busque a misericórdia de Deus enquanto você pode achar (Is 55.6-7).
  • Para aquele que coabita, mas não é casado, esta não é considerada uma união legal e estável diante da Bíblia. Todo relacionamento íntimo fora da instituição do casamento é fornicação (I Co 7.2 / Mt 19.6 / Hb 13.4 / Jd 1.7).
  • É necessário que cada um entenda sua condição e se arrependa (At 2.38 / At 17.30). Lembremo-nos: arrependimento implica em mudança de conduta. Se incorrermos repetidas vezes no mesmo erro, estaremos resistindo ao Espírito Santo, o que é considerado blasfêmia (Hb 3.7-12; At 7.51; Mt 12.31).
  • Mas se abandonarmos os nossos pecados Ele é misericordioso para nos perdoar (Lc 3.8), pois não tem prazer na morte do pecador (Ez 33.11).

curso_noivos_viver_em_cristo

A Instituição do Casamento

Os limites da aliança conjugal (Ml 2.10-16)

  • Primeiro, o casamento é uma união heterossexual (2.14). É a união entre um homem e uma mulher. Este é o princípio da criação, conforme Gênesis 2.24: “Por isso, deixa o homem seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Atualmente a legislação civil tem reconhecido outros tipos de união, mas diante de Deus é abominação (Rm 1.25-27; Lv 20.13).
  • O segundo limite destacado por Malaquias é que o casamento é uma união monogâmica (2.14). O casamento é a união entre um homem e uma mulher. A monogamia foi instituída na criação, sancionada na lei, reafirmada por Jesus (Gn 2.24; Mt 19.4-5; I Co 7.2). O padrão monogâmico para os bispos não significa que sua vida deve ser mais restrita, mas que este deve ser um modelo (I Tm 4.12) do que Deus deseja (I Tm 3.2).
  • O terceiro limite destacado por Malaquias é que o casamento é uma união monossomática (uma só carne) (2.14). A vida íntima no casamento é ordem, é bom, é santo, é puro, é deleitoso. A união conjugal é a mais próxima relação de todo relacionamento humano. A união entre marido e mulher é mais estreita do que a relação entre pais e filhos. Os filhos de um homem são parte dele mesmo, mas sua esposa é ele mesmo. O relacionamento íntimo deve existir sob concordância, em afetuosidade, compreensão das limitações do cônjuge, mas também não deve ser rejeitado ou negado (I Co 7.4-5).
  • O quarto limite digno de destaque é que o casamento é uma união indissolúvel (2.14). O casamento deve ser para toda a vida. No projeto de Deus, o casamento é indissolúvel. Ninguém tem autoridade para separar o que Deus, uniu. Marido e mulher devem estar juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na prosperidade e na adversidade. Só a morte pode separá-los (Rm 7.2; I Co 7.39).Divórcio e novo casamento (na maioria dos casos) consiste em adultério (Mc 10.11-12). O divórcio pode ser aceitável, mas não na maioria dos casos não há permissão bíblica para um novo casamento (I Co 7.10-11).
  • O quinto limite implicito no texto é que Deus, como autor da instituição matrimonial, estabelece os padrões do casamento para todas as pessoas; crentes ou incrédulos (2.16). Todos aqueles que se casam usufruem de uma instituição estabelecida por Deus, portanto estão todos sujeitos aos parâmetros estabelecidos por Ele. O texto não diz que o Senhor detesta o divórcio dos crentes, mas de modo geral. Desta forma Deus é a testemunha de toda cerimônia de casamento, e também será a testemunha de toda violação desses votos.
  • O sexto limite destacado por Malaquias apresenta que o casamento não deve ser uma união mista (2.11). A Bíblia não aprova o casamento de crentes com incrédulos. Não existem restrições étnicas (união de diferentes raças) ou restrições sociais (ricos e pobres). Mas a união com pessoas incrédulas comprometem a continuidade da fé (Ml 2.10-11; Ne 13.23-25). O casamento com pessoas não crentes era uma espécie de infidelidade conjugal com o Deus da aliança. Era uma traição e uma quebra da aliança digna de punição (Êx 34.11-16; Nm 25.1-4).Hoje, quando uma pessoa crente se casa com alguém não nascido de novo, está quebrando esse preceito bíblico (I Co 7.39 / II Co 6.14-17), conspirando contra a criação dos filhos no temor do Senhor (2.15).O casamento misto é um alvo certo do juízo de Deus (Ml 2.11-12).A desobediência traz juízo. Deus não premia a desobediência. As conseqüências podem ser amargas para aqueles que entram na contramão da vontade de Deus. Vale também o bom senso. O futuro cônjuge deve ser alguém que lhe corresponda (Gn 2.18). Uma pessoa que se encaixe com o plano que o Senhor tem para ambos. Mesmo entre cristãos a união deve ser orientada por Deus e refletir uma escolha sensata.
  • O setimo limite destacado por Malaquias apresenta que o casamento é uma união sob aliança (Ml 2.14). A Bíblia não reconhece o companheirato (viver juntos) como união legal diante de Deus. A legislação civil pode reconhecer este tipo de relacionamento, mas não as Escrituras. Pela Palavra de Deus este é um estado de fornicação. Fornicação é a vida sexual fora do matrimônio, um costume do mundo grego. E esta prática é condenável (Gn 2.24; Mc 10.6-8; Hb 13.4; I Co 6.16; I Co 7.2).

casais

Propósitos de Deus para o casamento

  • Deixar os pais e compor uma nova unidade familiar: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam” (Gn 2.24-25).
  • Quando Deus criou o casamento, Ele o fez para que homem e mulher pudessem completar um ao outro em suas necessidades espirituais, emocionais, intelectuais, físicas e sociais.
  • Para que o casamento cumpra o propósito é necessário, porém, que esteja alicerçado em Cristo, em conformidade com a Palavra de Deus.
  • Quando casamos trazemos toda a carga familiar que adquirimos em toda a nossa criação. Devemos conservar essa herança familiar se ela for boa e deixarmos para trás aquilo que pode prejudicar o relacionamento conjugal. Portanto, para a realização plena desta aliança é necessário amadurecimento e emancipação para livre composição desta nova unidade (Gn 2.24). O termo deixar implica em aprender a tomar as decisões em casal, sem nos deixar influenciar pelas posturas de nossos pais e familiares.
  • Deixar a dependência econômica e emocional: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne.” (Gn 2.24). O casal, após firmar aliança, deve evitar a dependência emocional e econômica dos pais, tendo em mente que construir uma família significa viver um para o outro, cuidando um do outro (emocionalmente e financeiramente). A provisão para o lar deve vir do trabalho dos dois e não mais dos pais, como antes.
  • Deixar os hábitos e heranças espirituais da família: “…não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais…” (I Pe 1.18). Deixar para trás os hábitos e heranças espirituais que você adquiriu em sua família e que não contribuirão de forma benéfica para o seu relacionamento conjugal e para sua vida cristã. Construa seu casamento firmado na Palavra de Deus, em Cristo. Lembre-se; Abraão também foi chamado a sair da casa de seus parentes para construir uma nova vida com sua família no propósito de Deus (Gn 12.1).
  • Deixar problemas de relacionamento familiar: “…tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem; e ninguém seja devasso, ou profano como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura.” (Hb 12.15-16). Muitas pessoas foram vítimas de agressões físicas, emocionais e hoje carregam amargura na alma, lembranças dolorosas que podem afetar os sentimentos em relação aos pais e conseqüentemente em relação ao cônjuge. A amargura prejudica o lar e impede que as bênçãos cheguem até o casal. Portanto, não devemos alimentar sentimentos negativos e buscar a cura de Deus. A cura é o único meio pelo qual todo o peso do passado é removido. Precisamos arrancar todas as raízes de amargura que foram construídas no passado, porque toda raiz de amargura produz frutos amargos, mas nós fomos chamados para viver uma vida plena com Cristo.

My-family-English-essay3

  • Que o marido exerça a liderança bíblica no lar: “Maridos, amai vossa mulher, como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). Toda família necessita de um dirigente. Por isso, Deus atribui ao marido a responsabilidade de ser cabeça da esposa e da família. Sua chefia deve ser exercida com amor, mansidão, consideração pela esposa e família. A responsabilidade do marido, que Deus lhe deu, de ser “cabeça da mulher” inclui: Provisão para as necessidades, espirituais, financeiras e emocionais da família. Gn 3.16,19; I Tm 5.8. O amor, a proteção, a segurança e o interesse pelo bem estar dela, da maneira que Cristo ama a Igreja. Ef 5.25-33. Honra, compreensão, apreço e consideração pela esposa. Cl 3.19; I Pe 3.7. Lealdade e fidelidade totais na vivência conjugal; Mt 5.27,28; Ef.5.31.
  • Que a esposa seja uma auxiliadora adequada: “A mulher sabia e piedosa faz do seu lar um lugar de refúgio, de paz e de alegria. Ao passo que a mulher imprudente se descuida da sua casa e família” (Pv. 14.1). A esposa tem a tarefa, dada por Deus, de ajudar ao marido e submeter-se a ele “no Senhor”. Seu dever para com o marido inclui: O amor (Tt 2.4), o respeito (Ef 5.31; I Pe 3.1 e 2), a ajuda (Gn 2.18), a pureza (Tt 2.5; I Pe. 3.2), a submissão (Ef 5.22; I Pe 3.5), um espírito manso e quieto (I Pe 3.4), ser uma boa mãe (Tt 2.4), ser uma boa dona de casa (I Tm 2.15; 5.14; Tt 2.5).
  • Companheirismo e complementação mútua do casal: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). O homem vivia em meio aos vários elementos da criação, mas mesmo assim ele se sentia sozinho. Então, Deus fez cair um sono pesado sobre o homem e de sua costela fez a mulher e a chamou de varoa, pois do varão foi tirada. O homem e a mulher se completam, pois assim como a mulher provém do homem, o homem também é nascido da mulher. “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher” (I Co 11.11).Não existe espaço para o sentimento de auto-suficiência. Dependemos um do outro, pois o Senhor nos fez assim!
  • Prazer amoroso do casal: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol” (Ec 9.9). Há uma grande necessidade do cumprimento dos deveres conjugais relacionados a vida íntima para manutenção do casamento, pois quando uma das partes negar em cumprir seu dever abre a porta para o pecado do adultério, podendo levar ao divórcio. Pode haver um momento em que ambas as partes decidam absterem-se da intimidade por motivo espiritual, enfermidade ou outro, mas quando o tempo determinado por ambos acabar é necessário que se volte ao cotidiano normal. “Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência” (I Co 7.5).
  • Preservação da pureza e da moral na família e na sociedade: “Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo” (I Co 6.18). A preservação moral é uma das responsabilidades de um servo de Deus. Lutar contra os prazeres carnais é algo muito importante. Antes do casamento é necessário que se mantenha o corpo puro, longe dos prazeres carnais, mas mesmo depois do casamento é muito importante que se busque a pureza. Somos espelhos para o mundo, por isso devemos ser cautelosos também dentro do casamento, para que as pessoas não se escandalizem com nossos atos. Além disso, não devemos esquecer de que o propósito prioritário do casamento é glorificar a Deus. “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Co 6.19-20).
  • Formação e propagação do gênero humano através dos filhos: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gn 1.28). Uma das principais ordenanças acerca do casamento consiste na propagação da espécie humana, ou seja, em ter filhos. A Bíblia relata que no início da história da humanidade esse foi um dos primeiros mandamentos, o qual prevalece até hoje. Portanto, que a união íntima tenha também esse objetivo. Não apenas “satisfazer o desejo”, mas reproduzir e assim dar continuidade à vida da espécie humana e multiplicar os justos sobre a terra (Sl 112.2). “Tomai esposas e gerai filhos e filhas, tomai esposas para vossos filhos e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; multiplicai-vos aí e não vos diminuais” (Jr 29.6).

divorcio111

Divórcio e novo casamento

O divórcio é uma quebra da aliança conjugal (2.13-16)

  • A natureza do divórcio (2.16). O profeta destaca três fatos sobre a natureza do divórcio. Primeiro, o divórcio não foi instituído por Deus. Deus regulamentou o divórcio, mas não o instituiu. O divórcio é uma inovação humana.
  • Deus instituiu o casamento e não o divórcio. O casamento é fruto do coração amoroso de Deus, o divórcio é fruto do coração endurecido do homem.
  • A permissão para o divórcio presente na lei mosaica (Dt 24.1-4) era para proteger a esposa de um marido mau e não uma autorização para ele se divorciar dela por qualquer motivo.
  • Na interpretação de Jesus, o divórcio não é uma ordenança e sim uma permissão (Mt 19.3-9).
  • O divórcio não é da vontade de Deus (Ml 2.16). Embora o divórcio seja permitido em caso de infidelidade e abandono, ele não é obrigatório. Melhor que o divórcio é o perdão e a restauração.
  • O divórcio é a quebra de uma aliança feita na presença de Deus (2.14-15). É rejeitar alguém que um dia foi desejado. É descumprir com promessas feitas na presença de Deus.
  • Malaquias diz que o divórcio é a quebra da aliança com a mulher da mocidade (Ml 2.14-15); com a companheira (Ml 2.14) e com a mulher da aliança (Ml 2.14). O divórcio é a apostasia do amor.
  • A causa do divórcio (Ml 2.15-16). A falta de cuidado de si e do cônjuge. O casamento é como uma conta bancária, se sacarmos mais que depositamos, vamos à falência. Se investíssemos mais no casamento, teríamos menos divórcios (endurecimento gradual do coração / Mt 19.3-9). Quem ama o cônjuge, a si mesmo se ama (Ef 5.28).
  • Quais são os cuidados que precisamos ter? Andar em sintonia com Deus e Sua Palavra; Não deixar o casamento cair na rotina; Não guardar mágoa; Não se descuidar da comunicação; Suprir as necessidades emocionais e íntimas do cônjuge; Administrar sabiamente a questão financeira; Outros cuidados, que Deus dará discernimento para ver e sabedoria para cuidar.
  • Antes de divorciar, uma pessoa precisa ter bom senso para pensar nas conseqüências (“Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade” / Ml 2.16): conseqüências espirituais, emocionais e econômicas; conseqüências para os filhos, para a igreja e para a sociedade.

Divorce_by_timpura

Conseqüências do divórcio apontadas pelo profeta Malaquias

  • O divórcio não é indolor. O divórcio é a mais destrutiva das crises emocionais; ele é uma dor que corta como faca. Ele é um ato de violência contra o cônjuge e contra os filhos. É como um terremoto; provoca grandes estragos.
  • A primeira conseqüência do divórcio é que ele provoca profunda dor na pessoa abandonada (2.13). Quando as esposas abandonadas iam ao altar e derramavam suas lágrimas, isso tocava o coração de Deus a ponto de Ele não aceitar as orações dos maridos que as abandonavam.
  • A segunda conseqüência do divórcio é que ele traz graves problemas para os filhos (2.15). A poligamia (estar em adultério) e o divórcio, não são compatíveis com a criação de filhos no temor de Deus.
  • A terceira conseqüência do divórcio é que ele provoca uma crise espiritual e uma quebra da comunhão com Deus na vida da pessoa que abandona seu cônjuge (2.13b). Quando Deus não aceita o ofertante, Ele rejeita a oferta. A Bíblia diz que se há iniqüidade no coração, Deus não ouve as orações (Sl 66.18). O apóstolo Pedro diz que se o marido não vive a vida comum do lar, suas orações são interrompidas (I Pe 3.7).

Justificativas comuns para o divórcio

  • “Eu vou me divorciar, porque meu casamento não foi Deus quem fez”
  • “Eu vou me divorciar, porque eu não consultei a Deus para me casar”.
  • “Eu vou me divorciar porque não amo mais o meu cônjuge”.
  • “Eu vou me divorciar porque encontrei uma pessoa mais interessante”
  • Multiplicam-se os motivos que levam às pessoas ao divórcio.
  • É importante ressaltar que Deus comparece a todo casamento como testemunha (pois foi ele quem instituiu o casamento, independente se as pessoas crem Nele ou não).
  • Quando duas pessoas se casam, mesmo que elas não tenham buscado a Deus, o Senhor ratifica a aliança. O quebrar dessa aliança é um perjúrio às promessas firmadas diante de Deus.
  • Josué firmou uma aliança com os gibeonitas sem consultar a Deus. Eles dissimularam e mentiram para Josué. Este, apressadamente firmou com eles um pacto e Deus ratificou esse acordo (Js 9).
  • Trezentos anos depois, o rei Saul violou aquela aliança e um juízo divino veio sobre a nação. Mesmo quando não levamos a aliança que fazemos a sério, Deus leva.

o-DIVORCE-KIDS-facebook

Motivações para o novo casamento

  • Como muitos pensam, a Bíblia não proíbe o novo casamento. Contudo, estabelece parâmetros para ele aconteça. Neste contexto, quando a Bíblia não proíbe mas também não aceita claramente determinada questão, esta deve ser avaliada com muito cuidado, caso a caso, avaliando-se conceitos bíblicos paralelos ao assunto.

Viuvez (Rm 7.2-3; I Tm 5.3-16)

  • O único caso de permissão plena para o novo casamento é após a morte do cônjuge. O texto deixa claro que o cônjuge fica livre para contrair um novo casamento.
  • Contudo, até mesmo a viuvez deve ser vivida com sobriedade e no temor de Deus. O texto de I Timóteo 5.3-16 trata acerca das características que distinguem as mulheres que são verdadeiramente viúvas.
  • Pessoas que tiverem sido cônjuges de uma só pessoa (5.9); que apresentem um bom testemunho cristão (5.10); que não ficam ociosas (5.13); que não se entregam às conversas inúteis, curiosas da vida dos outros e falando o que não convém (5.13); dando ocasião para serem criticadas pelo seu procedimento (5.14).
  • O texto refere-se às mulheres pela questão do sustento financeiro estabelecido pela lei às verdadeiras viuvas, mas o padrão moral também é aplicavel à homens.

Relações Sexuais Ilícitas (Mt 5.32; Mt 19.3-9; Lv 18.6-25; Lc 16.18; Rm 7.3)

  • Além da viuvez há uma razão que permite o crente se divorciar de seu cônjuge crente. Esta razão é a prostituição (relações sexuais ilícitas). O pecado sexual que inclui entre outros o adultério, homossexualidade, imoralidade, relação com parentes próximos, abusos (I Cor 5.1; Judas 1.7; Lv 18.6-25).
  • Não havendo infidelidade, o divórcio é ilegítimo, pois não põe fim ao vínculo do casamento (Mt 19.9). Mas, o mesmo não se pode dizer quando o motivo são as relações sexuais ilícitas. No caso de simples repúdio por motivo fútil, o divórcio é ilegítimo aos olhos de Deus.
  • No caso do adultério, o perdão é a primeira solução a ser indicada. Mas, por causa da dureza do coração do homem (Mateus 19.8), da sua incapacidade de perdoar, o traído tem permissão para divorciar-se e casar-se de novo.
  • Entretanto, isso não significa que o divórcio deva acontecer automaticamente quando o cônjuge comete adultério. Aqueles que descobrem que seu parceiro foi infiel devem primeiro fazer todo o esforço para perdoar, reconciliar-se e restaurar o relacionamento.
  • O divórcio deve ser empregado apenas em última instância, quando o adúltero não demonstrar arrependimento genuíno repetindo esse ato vil que abala a confiança do cônjuge, machuca-o e desestrutura o vínculo conjugal.
  • Algumas pessoas empregam Romanos 7.1-3 para respaldar uma posição contrária a um novo casamento em qualquer hipótese. Afirmam que o que traiu e o que foi traído estão ligados até a morte.
  • No entanto, o contexto não permite tal entendimento. O objetivo do apóstolo Paulo era mostrar, especificamente aos judeus, a diferença entre a antiga e a nova aliança comparando com o divórcio por repudia sem motivo.
  • Utilizar esse texto para condenar o divórcio em qualquer hipótese é ser mais duro do que Jesus. É obrigar a pessoa a conviver com o outro sem jamais poder divorciar-se, ainda que seja traída ou agredida continuamente.
  • Se o Novo Testamento condenasse alguém a esse tipo de jugo, não se faria superior em nada ao Antigo Testamento, já que a Lei mosaica, nesse sentido, seria mais humana, tolerante e justa.
  • Os judeus não tinham o casamento como indissolúvel. Eles conheciam as exceções. Jesus as interpretou de forma mais eficaz e restrita.

Abandono (I Co 7.15)

  • O abandono só é permitido por parte do incrédulo. O crente não pode abandonar o lar.O cônjuge crente, deve fazer o possível para ganhar o descrente para Jesus, conforme a recomendação de Pedro (I Pe 3.1-6).
  • O texto de Pedro ensina como uma esposa deve agir a fim de ganhar para Cristo o seu marido não salvo.
  • Ela deve ser submissa ao marido e reconhecer a sua liderança na família (ver Ef 5.22).
  • Ela deve conduzir-se de modo santo e respeitoso, com espírito manso e quieto (I Pe 3.2-4; ver I Tm 2.13,15).
  • O adjetivo “manso” descreve uma atitude despretensiosa que se manifesta numa submissão amável e na solicitude pelo próximo (Mt 5.5; II Co 10.1; Gl 5.23).
  • O adjetivo “quieto” refere-se à esposa não ser agitada e indelicada. Noutras palavras, Deus declara que a verdadeira beleza da mulher é questão de caráter, e não primeiramente de enfeites.
  • Os adornos berrantes, exagerados e dispendiosos são contrários ao espírito modesto que Deus requer da parte das mulheres cristãs (ver I Tm 2.9).
  • Ela deve esforçar-se para ganhar o marido para Cristo, mais pelo comportamento, do que por suas palavras (I Pe 3.3-4).
  • Na passagem da Epístola aos Coríntios, Paulo orienta às mulheres (que eram mais comumente abandonadas), que “não se apartem dos seus maridos”, mesmo que eles sejam descrentes. A exceção é se o marido descrente não quiser conviver com a esposa cristã, e resolver abandoná-la.
  • Nesse caso ela está livre, não mais sujeita à servidão (I Co. 7.10-15). Evidentemente todo esforço deve ser feito para que as partes vivam em paz, e que haja espaço para a reconciliação. O divórcio deve ser sempre a última saída.
  • Como o texto bíblico afirma que a parte vitimada “não fica sujeita à servidão”, infere-se que essa está livre para contrair novas núpcias, contanto que seja “no Senhor” (I Co. 7.39).

Violência Doméstica (Ml 2.16)

  •  Não existe nenhum texto na Bíblia que diz que devamos tolerar o abuso. Também não existe nenhum texto que diga que é uma atitude de submissão deixar que alguém abuse de si.
  • Ao contrário; no contexto do divórcio, no livro do profeta Malaquias, o Senhor diz repudiar o divórcio, assim como aqueles que se vestem de violência, injustiça, crueldade, prejudicando deliberadamente o próximo.
  • O texto de I Pe 3.7 diz que os maridos devem viver com suas mulheres com discernimento, considerando-a como vaso mais frágil, tratando-as com dignidade, porque somos herdeiros da mesma graça de salvação em Cristo. Se os maridos tratam suas esposas indignamente eles têm suas orações interrompidas.
  • De igual modo o texto de Colossenses 3.19 diz que os maridos devem amar suas esposas (ágape / altruísta) e não tratá-las furiosamente, com ira, com amargura.
  • A violência doméstica em todos os sentidos é uma transgressão dos ensinamentos de Jesus acerca do amor (Mt 22.37-39; I Jo 4.20-21).
  • A violência doméstica não se restringe aos maus tratos físicos. De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre o assunto, os tipos mais comuns são a violência sexual (31,6%), seguida de maus tratos físicos (27,7%), negligência (24%) e abuso psicológico (15,8%).
  • Somente através da obediência e temor à Deus é que o agressor adquire condições mentais que o permite amar e respeitar o próximo e reconhecer que a pessoa viloentada é sua semelhante.
  • De acordo com o texto de João 10.10 há uma realidade maligna que precisa ser combatida na raiz ou a violência jamais cessará.
  • Não basta frequentar uma igreja; tem que se libertar da ação do maligno na mente, no espírito, nas emoções, no corpo físico, levando o homem a desejar a vontade de Deus em sua vida e para o seu casamento.
  • Muito embora, por uma questão de segurança e integridade a separação temporária ou até mesmo o divórcio sejam aceitáveis, não há um texto bíblico que fundamente o novo casamento para estes casos.

IMG_6175

Conclusão

  • O projeto de Deus é a felicidade da família (Sl 128.1-4). Deus criou a família para provar da verdadeira felicidade. E esta somente pode ser vivida se estiver no centro de sua vontade.
  • Como servos de Deus precisamos aprender os parâmetros do autor do casamento para ensinarmos o caminho certo àqueles que buscam.
  • E em nosso tempo, no qual a instituição familiar está em crise pela ausência de Deus na grande parte da sociedade, o trabalho de restauração das famílias por meio da igreja é muito relevante. Como dizem as Escrituras:

Feliz é quem teme ao Senhor, quem anda em seus caminhos! Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero. Sua mulher será como videira frutífera em sua casa; seus filhos serão como brotos de oliveira ao redor da sua mesa. Assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!

Bibliografia

  • A maior parte deste estudo tem origem na obra do Pr.Hernandes Lopes, citada abaixo.
  • LOPES, Hernandes  Dias. Casamento, Divórcio e Novo Casamento. Editora Hagnos.

O Que é Fé

O Que é Fé

Fé Banner 2

Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. Hebreus 11.6

Temos fé em Deus? Se tenho fé, como às vezes penso que não tenho fé? Por que às vezes me dizem que não tenho fé? Mas, se tenho fé por que não consigo dizer à este monte mova-te daqui para lá? Então, a fé deve ter uma dimensão! Qual é então o tamanho da minha fé? O que é ter fé? Como por a fé em ação? Quais são os resultados desta?

O objetivo desta mensagem é que compreendamos de modo simples o que é a fé! Sem mitos, complicações ou explicações sem definição clara.

A)-O que é fé e o que não é fé? (Hb 11.6)

  • Fé é acreditar na existência de Deus; não ter dúvida da sua existência.
  • Fé é acreditar na Palavra de Deus (II Tm 3.16); Paulo disse que toda a Escritura é inspirada por Deus. Não há falhas na Bíblia. Nós que precisamos entendê-la melhor e corretamente.
  • Fé é acreditar no que Deus fala especificamente para nós do modo como conseguimos compreende-lo (promessas bíblicas, orientação pastoral, revelação específica diretamente a nós / Hb 11.8); Abraão creu na palavra específica dada a ele e reconstruiu toda sua vida sobre esta direção.
  • A fé inclui o elemento racional (II Pe 1.16 / ele não criou fábulas, mas foi testemunha ocular): Pedro falou do que pode testificar como verdadeiro.
  • A fé inclui o elemento investigativo (Lc 1.3 / At 17.11): pelo fato de não ter sido uma testemunha ocular de Jesus, Lucas, antes ensinar qualquer coisa, procurou fazer uma investigação precisa sobre os eventos de Cristo e realizar o registro de tudo para não haverem enganos. Os crentes de Beréia examinavam as escrituras para ver se de fato as profecias falavam acerca de Cristo, para assim lançar sobre esta Palavra a sua fé!
  • Paulo quando afirma a ressurreição ele toma por base o testemunho ocular de Pedro, dos discípulos e por fim, o seu próprio testemunho de ter visto Jesus ressuscitado (I Co 15.3-8). Ele está dizendo que crê na ressurreição por que houve muitas testemunhas oculares e porque ele também viu.
  • A fé não é uma confiança cega, mas dar crédito a alguém que é real, que se revela a nós e que nunca falha!
  • Para compreendermos o que não é fé, precisamos diferenciar fé de esperança (ICo 13.13 / fé, esperança e amor); Existem dois tipos de esperança totalmente distintas.
  • A primeira é um estado emocional de desejo, em nosso coração, a respeito do que gostaríamos que acontecesse no futuro, mas não estamos certos de que isso acontecerá.
  • A segunda é a esperança de coisas que Deus já prometeu que irá cumprir (Rm 5.5). Esta esperança é designada “âncora da alma” (Hb 6.19).
  • Uma âncora é o que dá a um navio a proteção contra flutuar sem rumo no mar. As promessas de Deus, quanto o amanhã, são a âncora para os crentes, hoje.
  • Desta forma, a fé é a certeza das coisas que esperamos (Hb 11.1). Não estamos vendo, mas cremos que acontecerá por causa daquele que prometeu.
  • Por outro lado, não há como crer se Ele não prometer. Deus precisa falar para crermos no que Ele diz. Crer no que desejamos e no que Deus não prometeu, é crer na esperança (desejo, fantasia), e não em Deus.
  • A Bíblia nunca afirma que devemos dar um salto no escuro. Na verdade, a exortação bíblica é que saiamos das trevas para a luz (Jo 3.19). A fé não é cega, sem sentido, sem razão, arbitrária, excêntrica ou uma mera expressão do desejo humano. Se fosse assim o autor de Hebreus diria que a fé é a certeza do que eu quero que aconteça.
  • A ideia é essa: eu não sei o que acontecerá amanhã, mas Deus sabe. Portanto, se Deus promete que irá fazer algo amanhã, não sei de que modo acontecerá, mas certamente Deus fará acontecer, pois Ele tem uma reputação infalível; Ele existe, diz a verdade, nunca mente e não falha!

Fé 01

B)-Eu tenho fé? (Hb 11.8)

  • Todo aquele que crê em Deus procura agradá-lo; dá a Deus sua vida inteira. Sem fé não há motivação no coração humano para viver de uma maneira que honra a Deus.
  • Isso acontece porque ninguém se importa em honrar uma pessoa na qual ele não crê que exista o que seja digna de honra.
  • Portanto, posso saber se tenho fé ou não por meio da força que empregamos para viver de uma maneira que agrade a Deus.
  • Se dissermos que cremos em Deus, mas não empregamos força para viver de uma maneira que o agrade, então, na prática, somos ateus.
  • Podemos analisar se temos fé ou não por meio de como investimos nossos recursos e nosso tempo; Como disse Jesus; Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (Lc 12.34). Investimos tempo e dinheiro no Reino de Deus ou em nosso próprio reino apenas?
  • Podemos analisar se temos fé pelos assuntos que predominam nos nossos pensamentos e nossas conversas diárias (Mt 12.34 / boca fala do coração);
  • Podemos reconhecer que temos fé quando Deus ocupa o primeiro lugar em nossas vidas (Mt 6.33): meus projetos e opções vão subtrair meu tempo com Deus? Construo minha vida ao redor da vontade de Deus?
  • Ou planejo e realizo todas as coisas e depois dedico o que sobra do meu tempo e dos meus recursos para Deus?
  • Na verdade, esta análise é clara e simples; nós que não gostamos de olhar no espelho e confrontar a situação.
  • Porém, melhor é o incômodo momentâneo da confrontação com salvação, do que um prazer momentâneo e a eternidade para chorar e ranger os dentes!
  • Lembre-se: O pecado não trás felicidade; trás um rápido prazer para carne. Porém a vida de fé proporciona felicidade e sensação de bem estar prolongados!
  • Agora você consegue ver pelo diagnóstico da sua vida se tem fé ou não?

C)-Qual a origem da fé? (Hb 12.2 / Jesus é o Autor)

  • Precisamos analisar a ordem cronológica da salvação (ordo salutis);
  • Na opinião popular, precisamos ter fé para nascer de novo, ou seja, a fé vem antes do novo nascimento (regeneração). Essa ideia implica que, em nossa condição caída (afastados de Deus), podemos sozinhos gerar a fé em Deus para salvação. Esse não é o ensinamento bíblico!
  • A Bíblia diz que primeiro vem a eleição de Deus (Ele nos escolheu / Jo 15.16) (Ele nos deu vida quando estávamos mortos no pecado / Ef 2.1).
  • Segundo vem o Novo Nascimento por meio do Espírito Santo vindo habitar em nós (Foi o que Jesus falou a Nicodemos / Jo 3.3-5);
  • Terceiro, o Espírito Santo nos capacita a crer em Deus, na Palavra de Deus e no que Deus nos diz, nos convence do pecado, da justiça e do juízo (passamos a ter fé), e nos arrependemos (Jo 16.7-8 e 13);
  • Quarto, a fé com o arrependimento produz a justificação (Rm 5.1); nos apropriamos da justiça de Jesus na cruz e somos purificados pelo seu sangue para entrar na presença de Deus. Também conseguimos entender e obedecer a Sua vontade (soberana, moral e revelada). Desta forma permanecemos em comunhão com Deus.
  • Desta forma compreendemos que a fé é um presente de Deus. O Senhor primeiramente nos dá e começamos a colocar em prática pelos primeiros passos de obediência. Ela é um talento, um dom, um presente. Precisamos usá-la, colocá-la em prática.
  • A obediência aperfeiçoa a fé que por sua vez viabiliza mais boas obras. É uma dinâmica sinergética (Tg 2.21-22).
  • Deus mesmo direciona nossa fé para aquilo que Ele quer que realizemos. Abraão viveu peregrino, Noé construiu a Arca, Moisés recusou ser chamado filho da filha de faraó, os profetas pregaram sob risco de morte, os mártires se entregaram em sacrifício, os guerreiros tiraram forças da fraqueza, a assim por diante.
  • A fé vem de Deus para obedecermos a vontade de Deus no propósito que Ele tem para cada um de nós!

IMG_3590

D)-Como posso cultivar a fé? (I Ts 1.3 / vossa fé tem crescido muito)

  • O começo da fé depende da graça sobrenatural de Deus, e o fortalecimento dessa fé depende da graça santificadora de Deus. É o que chamamos de meios da graça.
  • Por meio da Palavra de Deus (Rm 10.17 / a fé vem pelo ouvir):
    • Quanto mais me exponho à Palavra de Deus, maior será minha fé.
    • De igual modo, se eu sou negligente em ler as Escrituras, eu abro a minha mente para que seja tomada por ideias procedentes do mundo secular e isso enfraquece o ardor da minha fé.
    • À medida que leio as Escrituras digo: isso é verdade e minha alma é encorajada.
    • É por essa razão que não podemos negligenciar as reuniões na igreja (Hb 10.24-25). Precisamos nos alimentar da Palavra de Deus.
  • Por meio dos sacramentos:
    • O Batismo confirma a ordenança bíblica e fortalece nossa fé por meio da obediência a vontade de Cristo (Mc 16.16 / fazei discípulos, batizando-os).
    • A participação na Ceia do Senhor reforça a necessidade de santidade para manutenção da comunhão com Cristo, consistindo em um momento de reflexão, arrependimento, contrição, gratidão e por fim, fortalecimento da vida com Deus (I Co 11.28-29 / examine a si mesmo).
  • Por meio da oração (Jr 29.12-13 / buscar-me-eis e me achareis).
    • A oração é um meio dado por Deus para gastarmos tempo com ele, louvá-lo, agradecer-lhe e apresentar-lhe nossas petições.
    • Quando saímos deste período de oração percebemos sua providência em nossa vida e o vemos respondendo à nossas orações.
    • Consequentemente, o consolo, sua presença tangível (capaz de ser sentida) e respostas, fortalecem a nossa fé.
  • Na medida em que nos empenhamos nestes meios da graça, nossa fé se renova, revigora e cresce. O oposto também é verdadeiro.
  • Muitas pessoas pensam que estes elementos são dispensáveis. Contudo, o nosso nível de esforço nestas áreas também consiste em um meio para identificar a qualidade de fé que estamos vivendo.
  • Precisamos nos esforçar no cultivo da nossa fé! Lembre-se; as pessoas mais próximas de Deus sempre foram as mais felizes, usadas e beneficiadas!

Fé 02

CONCLUSÃO

Como ponho a fé em ação?

  • Obediência é fé na prática: viver em submissão ao que Deus ordena é a essência da fé.
  • Quanto mais fé, mais somos cheios do amor de Deus;
  • Quanto mais entendemos a grandeza de Deus, mais humildes e dependentes nos tornamos;
  • Quanto mais fé, mais aprendemos a descansar em suas promessas;
    • Ele suprirá todas as nossas necessidades (Fp 4.19);
    • Se arrependermos e confessarmos, Ele perdoará todos os nossos pecados (I Jo 1.9);
    • Ele nos diz que nos daria o espírito de coragem, de amor e de moderação para que pudéssemos vencer toda forma de medo e covardia (II Tm 1.7);
    • Deus promete proteção do mal e do perigo (Sl 91.10-11);
    • Deus não nos deixará ser tentados além do nosso limite (I Co 10.13);
    • Deus não nos negará o que é bom para nós (Sl 84.11);
    • Ele nos prometeu o dom do Espírito Santo (Lc 11.13);
    • Ele nos promete sabedoria (Tg 1.5);
    • Ele nos promete paz a despeito das lutas (Is 26.3);
    • Ele promete que voltará para nos buscar (Jo 14.2-3);
    • Ele promete que porá fim à morte física, à tristeza e à dor (Ap 21.4);
    • Ele promete que ninguém ficará impune das maldades praticadas que não foram perdoadas. Ele julgará o ímpio (Ec 3.17);
    • Mas Ele nos promete a seus filhos a Vida Eterna (I Jo 2.25).
  • A fé nos fortalece para passarmos pelas dores da vida. Ao atravessarmos as dificuldades nos tornamos mais maduros, pacientes e misericordiosos;
  • Por fim, o que é ter fé? Não é nos tornarmos super-crentes, capazes de realizar todos os desejos humanos e solucionar todos os problemas dos que sofrem.
  • Ter fé é sermos maduros e fortes o suficiente para dizermos como Paulo:

“Sei passar necessidade e sei também ter muito; tenho experiência diante de qualquer circunstância, tanto na fartura como de fome; assim na abundância como na escassez; tudo posso naquele que me fortalece!” Filipenses 4.12-13