Dia do Pastor

O CHAMADO PASTORAL

pastor-590x392

Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. I Pedro 5.2-4

INTRODUÇÃO

No dia 10 de junho comemora-se o Dia do Pastor. Figura polêmica dos nossos dias. Pessoa amada e respeitada por muitos, mas perseguida, satirizada e vilipendiada (desrespeitada) por não poucos. Esta é uma boa ocasião para conhecermos um pouco mais sobre este ministério que é bíblico e tão relevante para a vida da Igreja de Jesus.

ELUCIDAÇÃO

O texto fala acerca de dois grupos de pessoas; os pastores e as ovelhas. Sobre os pastores e ovelhas está aquele que assim estabeleceu tal relação e posições; o Senhor Jesus. Primeiro entendimento sobre a temática é a Biblicidade do ministério pastoral.

  • Este ministério foi ordenado por Jesus (Ef 4.11-12);
  • Tem por objetivo cuidar do rebanho de Jesus (Jo 21.17);
  • Deve ser exercido com responsabilidade, pois trata de pessoas que Jesus comprou com Seu próprio sangue (At 20.28);
  • Quem almeja o pastorado excelente obra deseja (I Tm 3.1);
  • Agrega a si uma pesada responsabilidade com cobrança (Hb 13.17);
  • Mas há uma recompensa eterna muito acima da média para aqueles que procederem com fidelidade na causa do Evangelho (Dn 12.3).

O pastor é aquele que cuida da ovelha, protege-a, alimenta-a, oferece-lhes condições para sua multiplicação e extrai delas o melhor que podem dar para o benefício da Igreja como um todo. A ovelha conhece a voz do seu pastor (Jo 10.2-4 e 11 / Jo 21.15).

As ovelhas são de Jesus, mas Ele mesmo transfere aos pastores do rebanho a responsabilidade de conduzirem as mesmas para Si. De igual modo as ovelhas devem ser conduzidas por seus pastores como quem obedece àquele que o próprio mestre designou em seu lugar.

No texto de João Jesus disse; as ovelhas escutam nitidamente discernindo sua voz da dos outros. Há uma linha invisível que os liga profundamente. Esta mesma linha liga o pastor às ovelhas que lhe foram confiadas. Este elo é a confirmação do chamado pastoral e ao mesmo a provisão do Senhor para que cada pessoa receba um cuidado especial.

110415_f_038

Analisemos quatro aspectos do chamado pastoral

1º aspecto do chamado pastoral

A)-Deve haver um chamado (I Pe 5.2 / sob seus cuidados)

Jesus delegou pastores para cuidar de Seu rebanho. O texto nos diz que as ovelhas de Jesus passaram a estar sob cuidado do pastor. Esta responsabilidade é atribuída e confirmada pelo próprio Senhor. O Senhor escolhe pessoas específicas para lhes atribuir esta responsabilidade. Este é o Chamado Para o Ministério.

  • Sem chamado a pessoa não suporta as pressões ministeriais.
  • Sem a certeza do chamado não há convicção e a qualquer instante podem desistir de tudo (não tenho certeza, acho que eu não consigo).
  • Sem a certeza do chamado não há poder para continuar com perseverança no trabalho do Reino de Deus.
  • Sem a certeza do chamado não há coragem e esforço no preparo (bíblico, em santidade e oração) para enfrentar a oposição de satanás.
  • Sem a certeza do chamado não há forças para se recuperar caso haja um deslize (preciso me recuperar, pois sei o que Deus quer de mim).

A atitude de uma pessoa chamada para o ministério pastoral é como a de Davi; veio a ursa ele matou, veio o leão ele o enfrentou, veio Golias ele partiu para cima. Objetivo de vida, coragem, convicção, força em Deus!

Este chamado se processou com Pedro; durante três anos ele andou com Jesus, mas um dia, após a ressurreição, Jesus foi claro; Pedro, se você me ama, cuida das minhas ovelhas para mim! Com convicção, sua resposta verbal foi positiva; Tu sabes de todas as coisas e sabes que eu te amo!

Contudo, sua atitude falou mais alto; ele morreu cuidando do rebanho do Senhor, pregando o Evangelho do Reino e lutando pela causa do mestre! Isto só é possível se houver convicção do chamado.

2º aspecto do chamado pastoral

O perímetro indica uma comunidade (igreja local / Sl 92.12-15)

Existe um perímetro de ação (I Pe 5.2 / sob seus cuidados). As ovelhas são chamadas para estarem dentro de um rebanho; estabelecidas em uma igreja e não vagueando por várias, pelos montes. A condição para ser abençoado e próspero (DENTRO DA VONTADE DE DEUS) é estar plantado na Casa do Senhor. Estar plantado em uma igreja trás inúmeros benefícios:

  • Florescer como a palmeira; forte, resistente, resiliente no soprar do vento.
  • Ser como o cedro; uma madeira nobre, macia, maleável, fácil de ser modelada e quando assume uma forma preserva o que lhe foi esculpido. Muito utilizada no acabamento do Templo, valiosa, bela a vista e muito cheirosa.
  • Florescer nos átrios; cresce no meio do povo de Deus, entre àqueles que vêm oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus.
  • Mesmo em idade avançada não deixarão de ser produtivos e transparecer lucidez e vigor espiritual no anunciar as boas novas e ensinar a Sua justiça com sabedoria e maturidade.

O perímetro indica um pastoreio (sob uma autoridade pastoral). Debaixo da autoridade de um pastoreio. Exemplo: o irmão viúvo que quis casar-se no Paraguai com outra irmã viúva para a mesma não perder o benefício da aposentadoria do falecido marido. O seu pastor não aprovou, mas um pastor de outra igreja consentiu e até prontificou-se a realizar a cerimônia religiosa. O texto de II Tm 4.3-4 diz: Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.

Estamos vivendo um período na história da Igreja que mais do que nunca as pessoas têm buscado alternativas à sã doutrina que se adaptam aos próprios desejos, trazendo desordem para a comunidade do povo de Deus.

Por isso Paulo ensina a Tito; A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí (Tt 1.5).

A necessidade de um pastoreio (uma só direção) é a manutenção da ordem. Um dos maiores problemas enfrentados na educação dos filhos de pais divorciados é exatamente a contradição de informações, conceitos e meios disciplinares aplicados sem concordância. Os filhos manipulam os pais, buscando obedecer somente àquele que lhe oferece as melhores condições. Instaura-se uma confusão mental nestes jovens que perdura por toda a vida. Somente Jesus pode libertá-los.

De igual modo, quando uma ovelha não se conforma com um pastoreio (uma direção), instaura-se a desordem em sua vida pessoal. E esta é a preocupação do pastor: a saúde das ovelhas de Cristo.

shepherd-carrying-sheep1

3º aspecto do chamado pastoral

Deve haver desejo (I Pe 5.2-3 / boa vontade)

O desejo, a ludicidade (sensação de diversão no exercício de alguma atividade) e o prazer dispensam recompensas. Quando alguém nos pede um favor em uma área que gostamos de trabalhar, recusamos recompensas e ainda dizemos: Foi um prazer!

Quem deseja e tem prazer no ministério pastoral dificilmente trabalhará por obrigação, consequentemente não será ganancioso e não agirá com mão de ferro (dominador), mas com amor! A alegria de servir a Deus já é sua recompensa. Esta é uma das primeiras lições do discípulo e do candidato ao ministério; servir com alegria sem almejar recompensas terrenas.

Primeiro vem a fé com contentamento, o espírito voluntário, a entrega pessoal e conseqüentemente o Senhor supre as necessidades. Como disse Paulo a Timóteo: A fé com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (I Tm 6.6-8).

Desejo e boa vontade estão intimamente ligados à satisfação. Este sentimento é fundamental para qualquer área de nossa vida.

Satisfação é o estado de não precisar de mais nada para se sentir completo. Uma pessoa satisfeita está automaticamente liberta da ganância, e esta é a chave para um ministério equilibrado e bem sucedido diante de Deus!

4º aspecto do chamado pastoral

Deve haver exemplo (I Pe 5.2-3)

A palavra exemplo no texto original significa cunha de modelagem, ou, forma. Isto significa um modelo a ser utilizado para reprodução. É como uma forma de bolo; saindo todos com o mesmo formato.

  • Exemplo de boas obras (moralidade): ações corretas em conformidade com a Santa Lei de nosso Senhor Jesus Cristo.
  • Exemplo de consagração (entrega, esforço, santidade).
  • Exemplo de fé (conquistando na oração e não na força humana): não conquistando tudo o que quer, mas colocando todas as necessidades diante do Senhor em oração e lentamente obtendo vitórias duradouras.
  • Exemplo de estabilidade, uma âncora (um referencial e segurança de cuidado e abrigo): os ventos sopram, as estações mudam, mas permanecendo firmes fazendo a obra do Senhor.
Shepherd-570x379

CONCLUSÃO

Paulo ensinou sobre o reconhecimento do esforço no exercício do ministério pastoral (II Co 11.23-30); E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra(I Ts 5.12-13). O autor da carta aos Hebreus também diz: Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória (I Pe 5.4).

Quanto ao reconhecimento pelo esforço com fidelidade Pedro complementa: Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus…(Hb 13.7).

Quanto ao esforço em benefício do povo de Deus, Paulo também nos dá seu testemunho: “…em trabalhos…; em açoites…; em prisões…; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza(II Co 11.23-30).

No atual contexto de grande turbulência espiritual, o mundo precisa de referenciais de fidelidade e estabilidade.

De igual modo, os pastores precisam da proteção do alto e grandes livramentos para não sucumbirem diante dos cruéis ataques do inimigo, pois estão na linha de frente.

Que a igreja possa se lembrar de seus obreiros e suas famílias todos os dias, ajudando-os em oração!

Pr.Luís Kendji G.Yasumura

Dia do Pastor

O CHAMADO PASTORAL

pastor-590x392

Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. I Pedro 5.2-4

INTRODUÇÃO

No dia 10 de junho comemora-se o Dia do Pastor. Figura polêmica dos nossos dias. Pessoa amada e respeitada por muitos, mas perseguida, satirizada e vilipendiada (desrespeitada) por não poucos. Esta é uma boa ocasião para conhecermos um pouco mais sobre este ministério que é bíblico e tão relevante para a vida da Igreja de Jesus.

ELUCIDAÇÃO

O texto fala acerca de dois grupos de pessoas; os pastores e as ovelhas. Sobre os pastores e ovelhas está aquele que assim estabeleceu tal relação e posições; o Senhor Jesus. Primeiro entendimento sobre a temática é a Biblicidade do ministério pastoral.

  • Este ministério foi ordenado por Jesus (Ef 4.11-12);
  • Tem por objetivo cuidar do rebanho de Jesus (Jo 21.17);
  • Deve ser exercido com responsabilidade, pois trata de pessoas que Jesus comprou com Seu próprio sangue (At 20.28);
  • Quem almeja o pastorado excelente obra deseja (I Tm 3.1);
  • Agrega a si uma pesada responsabilidade com cobrança (Hb 13.17);
  • Mas há uma recompensa eterna muito acima da média para aqueles que procederem com fidelidade na causa do Evangelho (Dn 12.3).

O pastor é aquele que cuida da ovelha, protege-a, alimenta-a, oferece-lhes condições para sua multiplicação e extrai delas o melhor que podem dar para o benefício da Igreja como um todo. A ovelha conhece a voz do seu pastor (Jo 10.2-4 e 11 / Jo 21.15).

As ovelhas são de Jesus, mas Ele mesmo transfere aos pastores do rebanho a responsabilidade de conduzirem as mesmas para Si. De igual modo as ovelhas devem ser conduzidas por seus pastores como quem obedece àquele que o próprio mestre designou em seu lugar.

No texto de João Jesus disse; as ovelhas escutam nitidamente discernindo sua voz da dos outros. Há uma linha invisível que os liga profundamente. Esta mesma linha liga o pastor às ovelhas que lhe foram confiadas. Este elo é a confirmação do chamado pastoral e ao mesmo a provisão do Senhor para que cada pessoa receba um cuidado especial.

110415_f_038

Analisemos quatro aspectos do chamado pastoral

1º aspecto do chamado pastoral

A)-Deve haver um chamado (I Pe 5.2 / sob seus cuidados)

Jesus delegou pastores para cuidar de Seu rebanho. O texto nos diz que as ovelhas de Jesus passaram a estar sob cuidado do pastor. Esta responsabilidade é atribuída e confirmada pelo próprio Senhor. O Senhor escolhe pessoas específicas para lhes atribuir esta responsabilidade. Este é o Chamado Para o Ministério.

  • Sem chamado a pessoa não suporta as pressões ministeriais.
  • Sem a certeza do chamado não há convicção e a qualquer instante podem desistir de tudo (não tenho certeza, acho que eu não consigo).
  • Sem a certeza do chamado não há poder para continuar com perseverança no trabalho do Reino de Deus.
  • Sem a certeza do chamado não há coragem e esforço no preparo (bíblico, em santidade e oração) para enfrentar a oposição de satanás.
  • Sem a certeza do chamado não há forças para se recuperar caso haja um deslize (preciso me recuperar, pois sei o que Deus quer de mim).

A atitude de uma pessoa chamada para o ministério pastoral é como a de Davi; veio a ursa ele matou, veio o leão ele o enfrentou, veio Golias ele partiu para cima. Objetivo de vida, coragem, convicção, força em Deus!

Este chamado se processou com Pedro; durante três anos ele andou com Jesus, mas um dia, após a ressurreição, Jesus foi claro; Pedro, se você me ama, cuida das minhas ovelhas para mim! Com convicção, sua resposta verbal foi positiva; Tu sabes de todas as coisas e sabes que eu te amo!

Contudo, sua atitude falou mais alto; ele morreu cuidando do rebanho do Senhor, pregando o Evangelho do Reino e lutando pela causa do mestre! Isto só é possível se houver convicção do chamado.

2º aspecto do chamado pastoral

O perímetro indica uma comunidade (igreja local / Sl 92.12-15)

Existe um perímetro de ação (I Pe 5.2 / sob seus cuidados). As ovelhas são chamadas para estarem dentro de um rebanho; estabelecidas em uma igreja e não vagueando por várias, pelos montes. A condição para ser abençoado e próspero (DENTRO DA VONTADE DE DEUS) é estar plantado na Casa do Senhor. Estar plantado em uma igreja trás inúmeros benefícios:

  • Florescer como a palmeira; forte, resistente, resiliente no soprar do vento.
  • Ser como o cedro; uma madeira nobre, macia, maleável, fácil de ser modelada e quando assume uma forma preserva o que lhe foi esculpido. Muito utilizada no acabamento do Templo, valiosa, bela a vista e muito cheirosa.
  • Florescer nos átrios; cresce no meio do povo de Deus, entre àqueles que vêm oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus.
  • Mesmo em idade avançada não deixarão de ser produtivos e transparecer lucidez e vigor espiritual no anunciar as boas novas e ensinar a Sua justiça com sabedoria e maturidade.

O perímetro indica um pastoreio (sob uma autoridade pastoral). Debaixo da autoridade de um pastoreio. Exemplo: o irmão viúvo que quis casar-se no Paraguai com outra irmã viúva para a mesma não perder o benefício da aposentadoria do falecido marido. O seu pastor não aprovou, mas um pastor de outra igreja consentiu e até prontificou-se a realizar a cerimônia religiosa. O texto de II Tm 4.3-4 diz: Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.

Estamos vivendo um período na história da Igreja que mais do que nunca as pessoas têm buscado alternativas à sã doutrina que se adaptam aos próprios desejos, trazendo desordem para a comunidade do povo de Deus.

Por isso Paulo ensina a Tito; A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí (Tt 1.5).

A necessidade de um pastoreio (uma só direção) é a manutenção da ordem. Um dos maiores problemas enfrentados na educação dos filhos de pais divorciados é exatamente a contradição de informações, conceitos e meios disciplinares aplicados sem concordância. Os filhos manipulam os pais, buscando obedecer somente àquele que lhe oferece as melhores condições. Instaura-se uma confusão mental nestes jovens que perdura por toda a vida. Somente Jesus pode libertá-los.

De igual modo, quando uma ovelha não se conforma com um pastoreio (uma direção), instaura-se a desordem em sua vida pessoal. E esta é a preocupação do pastor: a saúde das ovelhas de Cristo.

shepherd-carrying-sheep1

3º aspecto do chamado pastoral

Deve haver desejo (I Pe 5.2-3 / boa vontade)

O desejo, a ludicidade (sensação de diversão no exercício de alguma atividade) e o prazer dispensam recompensas. Quando alguém nos pede um favor em uma área que gostamos de trabalhar, recusamos recompensas e ainda dizemos: Foi um prazer!

Quem deseja e tem prazer no ministério pastoral dificilmente trabalhará por obrigação, consequentemente não será ganancioso e não agirá com mão de ferro (dominador), mas com amor! A alegria de servir a Deus já é sua recompensa. Esta é uma das primeiras lições do discípulo e do candidato ao ministério; servir com alegria sem almejar recompensas terrenas.

Primeiro vem a fé com contentamento, o espírito voluntário, a entrega pessoal e conseqüentemente o Senhor supre as necessidades. Como disse Paulo a Timóteo: A fé com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (I Tm 6.6-8).

Desejo e boa vontade estão intimamente ligados à satisfação. Este sentimento é fundamental para qualquer área de nossa vida.

Satisfação é o estado de não precisar de mais nada para se sentir completo. Uma pessoa satisfeita está automaticamente liberta da ganância, e esta é a chave para um ministério equilibrado e bem sucedido diante de Deus!

4º aspecto do chamado pastoral

Deve haver exemplo (I Pe 5.2-3)

A palavra exemplo no texto original significa cunha de modelagem, ou, forma. Isto significa um modelo a ser utilizado para reprodução. É como uma forma de bolo; saindo todos com o mesmo formato.

  • Exemplo de boas obras (moralidade): ações corretas em conformidade com a Santa Lei de nosso Senhor Jesus Cristo.
  • Exemplo de consagração (entrega, esforço, santidade).
  • Exemplo de fé (conquistando na oração e não na força humana): não conquistando tudo o que quer, mas colocando todas as necessidades diante do Senhor em oração e lentamente obtendo vitórias duradouras.
  • Exemplo de estabilidade, uma âncora (um referencial e segurança de cuidado e abrigo): os ventos sopram, as estações mudam, mas permanecendo firmes fazendo a obra do Senhor.
Shepherd-570x379

CONCLUSÃO

Paulo ensinou sobre o reconhecimento do esforço no exercício do ministério pastoral (II Co 11.23-30); E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra(I Ts 5.12-13). O autor da carta aos Hebreus também diz: Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória (I Pe 5.4).

Quanto ao reconhecimento pelo esforço com fidelidade Pedro complementa: Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus…(Hb 13.7).

Quanto ao esforço em benefício do povo de Deus, Paulo também nos dá seu testemunho: “…em trabalhos…; em açoites…; em prisões…; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza(II Co 11.23-30).

No atual contexto de grande turbulência espiritual, o mundo precisa de referenciais de fidelidade e estabilidade.

De igual modo, os pastores precisam da proteção do alto e grandes livramentos para não sucumbirem diante dos cruéis ataques do inimigo, pois estão na linha de frente.

Que a igreja possa se lembrar de seus obreiros e suas famílias todos os dias, ajudando-os em oração!

Pr.Luís Kendji G.Yasumura

Cristãos Sem Igreja

POSSO SER UM CRISTÃO SEM IGREJA

Maturidade ou Sofisma?

caminho banner_edited-1INTRODUÇÃO

Um pensamento muito comum em nossos dias é o achar que podemos ser cristãos sem precisarmos freqüentar uma igreja ou sem termos um compromisso regular. A justificativa se aperfeiçoa dizendo que são muito mais corretos e possuem um melhor testemunho que muitos freqüentadores de igreja. Contudo, apesar da aparente razão, será que este pensamento é biblicamente fundamentado? É sobre este assunto que eu gostaria de conversar com vocês neste dia.

ELUCIDAÇÃO

Neste contexto, a primeira vertente a se considerar é a necessidade e relevância da Igreja. De acordo com as Escrituras ela é parte essencial da vida cristã.

  • Ela é o Corpo de Cristo; a Noiva de Cristo;
  • Reunião dos que são chamados por Jesus para herdar a Salvação;
  • Representante do Reino dos Céus na Terra;
  • Razão pela qual o mundo não é consumido mal;
  • Voz profética em meio a uma geração cega pelo pecado;
  • Porta do caminho estreito que conduz à Salvação;
  • Lugar onde somos batizados e alimentados da Palavra de Deus;
  • Aonde somos auxiliados e socorridos;
  • Lugar onde se manifestam os dons do Espírito Santo;
  • Lugar onde temos comunhão com outros salvos;
  • Onde nos estimulamos mutuamente no caminho da Salvação;
  • Lugar onde nos alegramos e choramos;
  • Onde praticamos o amor de Cristo;
  • Onde Sua Graça é manifesta em nós;
  • Tantos outros valores e méritos.

Hoje em dia existe uma forte tendência à banalização da Igreja. Muitos a desprezam, zombam, escarnecem, julgam, consideram-na dispensável. Pensam poder dividí-la em pequenos fragmentos, manipulá-la como fonte poder, utilizá-la como fonte de recursos, etc. Porém se esquecem de que esta é a menina dos olhos do Senhor. Jesus tem forte ciúme desta. Ele é um Noivo Zeloso. Ele nunca deixou nem deixará impune os que prejudicam, desmerecem ou desprezam-na. Jesus nunca deixou de lutar por sua Igreja. Esta é Sua Noiva e Ele prometeu estar com Ela todos os dias até a consumação dos séculos, guardada e guiada pelo Espírito Santo.

PROPOSIÇÃO

Deus planejou a Igreja para preparar individualmente as pessoas que herdarão a salvação

Vamos fazer uma breve análise do plano de Deus para compreendermos melhor a importância da Igreja

TÓPICOS

A)-Jesus planejou a Igreja (Mt 16.18-19) A Igreja era um plano não revelado no período do Antigo Testamento. Contudo, profecias apontavam para uma nova organização do povo de Deus a partir da vinda do Messias.

E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, pois, conforme prometeu o Senhor, no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar. E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias.  Joel 2.28-29 e 32

Paulo declarou que Jesus construiu sua Igreja sobre o fundamento dos apóstolos e profetas. Não especificamente sobre Pedro, mas sim sobre o trabalho de todos, liderados por Pedro.

“edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular” Efésios 2.20

Esta igreja é a reunião de todos os santos, de todas as eras e forma um corpo invisível. Contudo, este corpo invisível aponta para um corpo visível que são as igrejas locais; lugar onde os santos se reúnem para colocarem em prática a sua fé em Cristo. As igrejas locais, que são a manifestação visível da Igreja invisível, são muito amadas por Jesus. Ele as conhece individualmente, em seus detalhes e peculiaridades.

Ao anjo da igreja em Laodicéia escreva: Conheço as suas obras! Apocalipse 3.14-15

Seu amor é tão profundo que Ele morreu para sua salvação. A Igreja é o Seu próprio corpo. Jesus disse;

“Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim” I Coríntios 11.24-25

Desta forma compreendemos que é impossível ter um relacionamento com Deus sem estarmos em harmonia com o Corpo de Cristo.

uniaoB)-Jesus planejou a unidade da Igreja

A unidade como parte essencial da estrutura (I Co 12.12 e 26-27)

A unidade da Igreja é estrutural. Deus a criou para ser unida. Não há como pensar em igreja sem unidade. Seria como tentar separar a umidade da água ou o calor das chamas. Como sabemos isto? Porque a Igreja é chamada de Corpo de Cristo. Os membros do corpo humano não foram projetados para terem vida autônoma. Não vemos pernas andando sozinhas. Isso seria uma aberração. Da mesma forma, os ramos de uma árvore não foram projetados para sobreviverem sem estarem ligados à raiz.

Desta forma, todos aqueles estão em Cristo se harmonizam na unidade do Corpo de Cristo, pois, separado do corpo não há vida. A isto denominamos unidade orgânica; uma composição unificada com vida dinâmica. O apóstolo João disse; como posso dizer que amo a Deus que não vejo se não amo a meu irmão a quem vejo? Nós precisamos vitalmente uns dos outros.

Se a minha ação individual ou minha qualidade de vida influencia de alguma forma a comunidade cristã local é porque fazemos parte deste corpo. Se não somos afetados ou não influenciamos em nada é porque estamos fora do corpo.

Por outro lado, se a atmosfera espiritual de nossa comunidade é cheia da presença de Deus, ao fazermos parte deste corpo nós somos igualmente influenciados e abençoados. A atmosfera de vitória, paz e prosperidade entra no seu lar e na sua vida espiritual. E nesta dinâmica reversa, nesta sinergia, quando você é abençoado, todo o corpo é abençoado também!

A Importância de cada membro (I Co 12.21-25)

Nesta unidade o Senhor planejou a colocação de cada membro de tal maneira que todos sentissem a sua importância, o seu valor. Aqueles que possuem uma função estrutural não foram providos de uma imagem impactante, pois seu valor está em sua necessidade imprescindível. Não precisam ser vistos para se sentirem relevantes. Aqueles que possuem uma função complementar foram providos de beleza exterior, aparência, impacto, para que se sintam valorizados (comparação da importância funcional e cuidado entre cabelo e do coração). Desta forma todos encontram o seu espaço com satisfação dentro do Corpo de Cristo.

A graça da unidade (Ef 4.1-3)

Unidade não é Uniformidade: unidade vem de dentro, é uma graça espiritual; enquanto uniformidade é o resultado de uma pressão de fora. Unidade não é a adoção de um padrão ou um perfil, mas sim uma qualidade de relacionamento.

A unidade não é criada, mas preservada (vs.3). Ela já existe, por obra de Deus e não do homem. Portanto, a unidade da igreja não é construída pelo homem, mas pelo Deus Triuno.

A unidade não é produzida em atividades sociais; um churrasco, uma festa nunca produzirá unidade. Esta é uma propriedade original da Igreja. Somente podemos mantê-la, cultivá-la.

Ilustração: a planta da orquídea. Forte, mas ao mesmo tempo frágil. Frágil, pois sua flor não dura muito tempo. Forte, pois se cuidada, surgirão novas flores no período certo da floração. Ao cair da flor pensamos que a vida se foi, mas se perseveramos no cuidado sempre haverão novos períodos de floração. Há tempo de beleza, há tempo de poda e estes ciclos são necessários para que a vida continue a existir (Jo 15.1-6). amizadePreservando a unidade do Espírito no vínculo da paz: a unidade precisa ser preservada. Precisamos lutar para preservar a unidade da família. Mas como? Humildade (húmus/terra): A palavra humildade foi cunhada pela fé cristã. A humildade era desprezada pelos romanos. Era sinal de fraqueza.

  • Humildade é o oposto do orgulho. O orgulho fundamenta-se na ética da negação; o erro nunca é meu, é sempre dos outros; eu não machuco somente sou machucado, eu sou o exemplo os outros devem se amoldar a mim. Os outros são bons, mas eu sou um pouco melhor.
  • Humildade é reconhecer que somos pó. Que nada temos de nós mesmos. Não há razão para a vã glória.
  • Humildade significa colocar Cristo em primeiro lugar, os outros em segundo lugar e o eu em último lugar.
  • Cristo apresentou-se como alguém manso e humilde de coração. A primeira bem-aventurança cristã é ser humilde de espírito.
  • Quem sabe que veio do pó, é pó e voltará ao pó não pode orgulhar-se.
  • Não podemos pensar de nós mesmos além do que convém (Rm 12:3). Jesus é o exemplo máximo de humildade: ele esvaziou-se a si mesmo.

Mansidão: uma pessoa mansa é aquela que abre mão dos seus direitos. Ela prefere sofrer o dano (I Co 6.7). Assim como Abraão, ele prefere deixar Ló fazer a melhor escolha (Gn 13.7-18).

  • A mansidão é poder sob controle. É a virtude de não perder o controle. Moisés era manso e, no entanto ele exerceu um tremendo poder. Jesus era manso e virou a mesa dos cambistas. Você tem poder, mas esse poder deve estar sob controle.
  • Este era o termo usado para um animal adestrado: controlar seu temperamento, impulsos, língua, desejos. É a pessoa que possui completo domínio de si mesmo. A verdadeira mansidão se transparece quando somos investidos de poder (dinheiro, autoridade, escalada social). Poder para nos vingarmos, mas escolher fazer o bem.

Longanimidade: palavra aqui é paciência com pessoas. É um ânimo espichado ao máximo. É a pessoa que suporta o insulto sem amargura nem lamento. Esquece-se do mal sofrido. O amor tudo suporta! O amor que suporta: a palavra suportar aqui não é aguentar o outro, mas servir de amparo e suporte. Não por um dever amargo, mas com amor.

A unidade como base para o crescimento (Jo 17.20-23)

A unidade da Igreja faz o mundo entender que Jesus Cristo é Deus e Senhor de todas as coisas. Portanto, a obra de evangelização, que é a tarefa primária da Igreja, passa pelo trabalho de edificação da unidade.

Significa que todos aqueles que virão a crer na mensagem do Evangelho terão que passar inevitavelmente pela porta da santificação pela verdade (17.17 / normalmente é o foco principal – eu faço tudo certo), mas também pela porta da unidade (estar em harmonia com o Corpo de Cristo).

Uma igreja travada na unidade não cresce. Tende a atrofiar e morrer. E esta é a estratégia de satanás. Destruir a obra de salvação destruindo a unidade da Igreja. Pois nosso inimigo sabe que quando estamos unidos em amor, a Presença de Deus se manifesta entre nós e desta forma nada pode deter nossa marcha, pois se Deus é por nós quem será contra nós! Portanto, a comunidade que cresce é porque a força da unidade é maior que a força de desunião. Os dois vetores sempre existirão, mas a unidade deve prevalecer para que a Igreja permaneça viva, ativa e crescente. river-stones,-water-151860C)-Jesus planejou o aperfeiçoamento dos santos (I Sm 17.40)

Analisando além do contexto histórico desta passagem bíblica, encontramos Davi retirando 5 pedras lisas do ribeiro para fazer delas munição contra Golias. As melhores pedras para serem utilizadas em uma funda seriam as lisas, pois escorregariam perfeitamente dando precisão no arremesso. Onde estas pedras poderiam ser encontradas? Somente em um ribeiro. Lugar onde a força da água provocaria um atrito continuo entre elas tirando-lhes as arestas, a aspereza, e as transformando em belas pedras ovais e lisas.

Esta figura é perfeita para ilustrar o processo de amadurecimento dos relacionamentos entre cristãos e a edificação da Igreja. Deus planejou o amadurecimento dos cristãos por meio de seus conflitos, divergências e necessidades.

O objetivo é aperfeiçoar em nós a paciência, a bondade, o perdão, a misericórdia, a generosidade, o amor, entre outros sentimentos altruísticos. Este amadurecimento somente é alcançado por meio dos relacionamentos.

Assim como a unidade da Igreja é reflexo da triunidade de Deus, de igual modo o ser humano foi criado para viver em comunidade. E de um modo especial os cristãos, criados para viver no Reino de Deus. Em Gênesis, nos primeiros momentos da concepção criativa de Deus, Ele mesmo declarou que o homem não foi planejado para ser sozinho.

“Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda”. Gênesis 2.18

Nós somos seres relacionais. Acerca do isolamento provérbios declara; “Quem se isola, busca interesses egoístas, e se rebela contra a sabedoria”. Provérbios 18.1

O ser humano é por natureza egoísta, voltado somente para suas necessidades, tendo a si como centro do universo. Isto é compreensível visto que é uma técnica de sobrevivência; uma maneira de nos preservarmos de desgastes emocionais, conflitos e decepções. A esta habilidade de auto-defesa nossa cultura denomina maturidade.

Contudo, a contra-cultura bíblica afirma que a verdadeira maturidade é tudo sofrer, tudo padecer e não deixar de crer que o amar o próximo é bom, mesmo quando há grandes chances de nos machucarmos.

Maturidade pela visão bíblica também é ser paciente e forte para esperar Deus transformar as feridas em cicatrizes fechadas, indolores, e não guardar amargura, mas perdoar.

O objetivo do perdão não é apagar os fatos da memória, mas ser curados na alma ao ponto de não reviver a dor do que passou. Estes sentimentos, esta maturidade, esta grandeza de alma, somente se alcança no contexto dos relacionamentos. O Senhor deseja formar em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus; não fazer a sua própria vontade, mas a de Deus e entregar-se por amor do próximo.

“Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito”. Colossenses 3.12-14

Somos aperfeiçoados quando nos revestimos de profunda compaixão; compreender o estado emocional de outrem e desejar profundamente lhe aliviar o sofrimento. Ser bom quando há motivos para não sermos, ser humildes (desprovidos de orgulho) reconhecendo que tudo o que somos e temos é por que Deus nos deu por sua Graça e não por mérito. Ser mansos quando somos tentados a agir com ira, rispidez. Ser pacientes quando as pessoas abusam de nossa boa vontade. Suportar quando somos ofendidos. Estar disposto a perdoar assim como fomos perdoados, pois somos miseráveis pecadores. Estar dispostos a nos revestirmos de amor, pois o amor não busca motivos para amar, apenas ama (não porque, mas apesar de). Este é o elo perfeito (o vínculo da perfeição). Nenhuma destas qualidades serão desenvolvidas se fugirmos dos relacionamentos e conflitos que naturalmente surgirão.

Não adianta sairmos de uma igreja para outra como meio para solucionar os problemas relacionais. Nós levaremos os mesmos problemas conosco, pois estão em nós mesmos e pior; levaremos muitas feridas.

A fuga é impulsionada pela dor, e isso é compreensível. Por trás de toda aparência de força, auto-suficiência e segurança existe uma alma frágil que criou toda espécie de escudos e cavernas para se refugiar do sofrimento. O Senhor entende. Mas esta estratégia que desenvolvemos não é a melhor para nós. Por isso Ele insiste tanto que nos libertemos deste medo.

Nós não precisamos ser transferidos de igreja, mas sim transformados na igreja que Jesus nos plantou. Somente assim seremos aperfeiçoados conforme a imagem de Jesus, de acordo com Seu plano perfeito. E se a dor de alma for o caminho, que doa se preciso for, para que eu seja cada vez mais parecido com meu Mestre! worshipCONCLUSÃO

O objetivo desta mensagem é apresentar duas importantes lições;

1-Pensar que podemos viver a vida cristã sem estar na igreja, ou apenas frequentá-la esporadicamente sem envolvimento, é um grande engano. Nós somente temos vida quando estamos bem ligados ao Corpo de Cristo.

2-Problemas de relacionamento não devem ser a causa para mudança de igreja local.

  • Podemos ser transferidos por mudança de endereço, diferente posição teológica ou outras necessidades e motivações que fujam do nosso controle. Porém, não é aconselhável deixar a igreja por causa de divergências nos relacionamentos.
  • É por meio dos conflitos e necessidades mútuas que amadurecemos o mais sublime aspecto do caráter de Cristo; o amor, a bondade, o perdão, a compaixão, a misericórdia, a generosidade.
  • Ao fugir dos conflitos os levaremos conosco além das muitas feridas.

Que o Senhor nos ajude para não cairmos nestes sofismas (pois é um mal que visita a todos) e ajudemos outros a se libertarem deste mal.

Pr.Luís Kendji G.Yasumura

Curso Básico de Teologia

CURSO BÁSICO DE TEOLOGIA

BTCP Cartaz PT2No próximo dia 09 de maio de 2015 iniciaremos o Curso Básico de Teologia do BTCP (Bible Training Centre for Pastors de Atlanta US) em português com duração de 2 anos e meio para formação de liderança local. Apesar do Japão ser um país tecnológica, cultural e socialmente evoluido, de acordo com pesquisa Reuters News, ocupa o quinto lugar entre os países que não acreditam na existência de Deus, posicionando-se acima até mesmo da China que ocupa a nona posição, e enquadra-se entre os países com o menor número de cristãos do mundo com uma quantidade inferior a 1% da população.

Neste contexto, poucas são as instituições cristãs de ensino, publicações e materiais de estudo. Encontramos aqui a pequenez de um gigante. Enquanto no Brasil (país sede de nossa base missionária) há acesso a uma grande diversidade de recursos, as igrejas e missionários no Japão sofrem com a escassez destes.

Atendendo a necessidade específica do campo, o curso do BTCP proporciona flexibilidade e um conteúdo essencial com qualidade para capacitação da emergente liderança no campo missionário. Além das diversas qualidades agrega-se o custo acessivel que viabiliza a participação de todos os interessados.

O curriculo a ser aplicado na IPRJ de Anjo conta com uma carga horária de 660 horas distribuidas em 2 anos e meio de estudos, além de matérias complementares e cursos de aperfeiçoamento. As aulas serão ministradas aos sábados, a partir das 20:00, nas dependências da IPRJ de Anjo. As aulas poderão ser assistidas também via Skype.

Para informações sobre matricula (Tel. 090-4719 7682 / Pr.Kendji)

Que o Senhor vos abençoe!

O Casamento Segundo o Modelo de Deus

O CASAMENTO SEGUNDO O MODELO DE DEUS

Casamento no Modelo de Deus

Estudo ministrado na Classe de Líderes em 31 de maio de 2014

Introdução

  • Antes de estudarmos sobre os parâmetros bíblicos para a família é preciso esclarecer a compreensão da situação das uniões estáveis existentes no universo da Igreja.
  • Existem pessoas que passaram pelo divórcio, pelo adultério, tiveram vida sexual fora do casamento e talvez ainda sofram as consequências disso.
  • O objetivo deste estudo não é condenar ou expor ao constrangimento a nenhum dos amados irmãos, mas sim levar a compreensão bíblica sobre um assunto que de tão dolorido e complexo normalmalmente é evitado.
  • O objetivo deste estudo é compreendermos os parâmetros de Deus para a família, corrigirmos possíveis falhas, evitarmos erros e nos arrependermos de pecados cometidos para sermos perdoados e restaurados. Pelo conhecimento da verdade nós somos libertos (Jo 8.32).
  • Existem consequências irreversíveis. A maioria dos erros cometidos no campo relacional não possuem retorno. Somente existe o caminho da identificação do pecado cometido, do arrependimento, do perdão divino e da restauração.
  • Nem sempre a restauração é completa. Famílias que são destruídas ou consequências de relacionamentos fora dos parâmetros bíblicos podem perdurar por toda vida. Tentar nos livrar destas consequências pode nos levar a outros pecados.
  • É mais fácil a destruição que a reconstrução. O caminho da restauração segundo a vontade de Deus, dentro de seus parâmetros e guiados pelo Espírito Santo não é fácil, é estreito, mas é o melhor caminho (Mt 7.13-14).

Perfis ligados à questão

  • Para aquele que foi convertido mas o cônjuge ainda não, se o não convertido desejar permanecer casado, não deverão se divorciar, e assim toda a família será abençoada pelo cônjuge convertido (I Co 7.12-14).
  • Para aquele que se divorciou antes de aceitar a Cristo, Deus não nos julgará pelo tempo da ignorância (At 17.30). Se estiver casado pela segunda vez, permaneça na condição que Deus os chamou (I Co 7.17). Não poderão retornar ao primeiro cônjuge (Dt 24.3-4). Contudo, se estiverem separados, sem estar casados, poderão se reconciliar (I Co 7.11).
  • Para aquele que sendo cristão e se divorciou após um casamento consciente e consagrado diante de Deus, ou que cometeu fornicação, adultério, arrependa-se, peça perdão e busque a misericórdia de Deus enquanto você pode achar (Is 55.6-7).
  • Para aquele que coabita, mas não é casado, esta não é considerada uma união legal e estável diante da Bíblia. Todo relacionamento íntimo fora da instituição do casamento é fornicação (I Co 7.2 / Mt 19.6 / Hb 13.4 / Jd 1.7).
  • É necessário que cada um entenda sua condição e se arrependa (At 2.38 / At 17.30). Lembremo-nos: arrependimento implica em mudança de conduta. Se incorrermos repetidas vezes no mesmo erro, estaremos resistindo ao Espírito Santo, o que é considerado blasfêmia (Hb 3.7-12; At 7.51; Mt 12.31).
  • Mas se abandonarmos os nossos pecados Ele é misericordioso para nos perdoar (Lc 3.8), pois não tem prazer na morte do pecador (Ez 33.11).

curso_noivos_viver_em_cristo

A Instituição do Casamento

Os limites da aliança conjugal (Ml 2.10-16)

  • Primeiro, o casamento é uma união heterossexual (2.14). É a união entre um homem e uma mulher. Este é o princípio da criação, conforme Gênesis 2.24: “Por isso, deixa o homem seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Atualmente a legislação civil tem reconhecido outros tipos de união, mas diante de Deus é abominação (Rm 1.25-27; Lv 20.13).
  • O segundo limite destacado por Malaquias é que o casamento é uma união monogâmica (2.14). O casamento é a união entre um homem e uma mulher. A monogamia foi instituída na criação, sancionada na lei, reafirmada por Jesus (Gn 2.24; Mt 19.4-5; I Co 7.2). O padrão monogâmico para os bispos não significa que sua vida deve ser mais restrita, mas que este deve ser um modelo (I Tm 4.12) do que Deus deseja (I Tm 3.2).
  • O terceiro limite destacado por Malaquias é que o casamento é uma união monossomática (uma só carne) (2.14). A vida íntima no casamento é ordem, é bom, é santo, é puro, é deleitoso. A união conjugal é a mais próxima relação de todo relacionamento humano. A união entre marido e mulher é mais estreita do que a relação entre pais e filhos. Os filhos de um homem são parte dele mesmo, mas sua esposa é ele mesmo. O relacionamento íntimo deve existir sob concordância, em afetuosidade, compreensão das limitações do cônjuge, mas também não deve ser rejeitado ou negado (I Co 7.4-5).
  • O quarto limite digno de destaque é que o casamento é uma união indissolúvel (2.14). O casamento deve ser para toda a vida. No projeto de Deus, o casamento é indissolúvel. Ninguém tem autoridade para separar o que Deus, uniu. Marido e mulher devem estar juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na prosperidade e na adversidade. Só a morte pode separá-los (Rm 7.2; I Co 7.39).Divórcio e novo casamento (na maioria dos casos) consiste em adultério (Mc 10.11-12). O divórcio pode ser aceitável, mas não na maioria dos casos não há permissão bíblica para um novo casamento (I Co 7.10-11).
  • O quinto limite implicito no texto é que Deus, como autor da instituição matrimonial, estabelece os padrões do casamento para todas as pessoas; crentes ou incrédulos (2.16). Todos aqueles que se casam usufruem de uma instituição estabelecida por Deus, portanto estão todos sujeitos aos parâmetros estabelecidos por Ele. O texto não diz que o Senhor detesta o divórcio dos crentes, mas de modo geral. Desta forma Deus é a testemunha de toda cerimônia de casamento, e também será a testemunha de toda violação desses votos.
  • O sexto limite destacado por Malaquias apresenta que o casamento não deve ser uma união mista (2.11). A Bíblia não aprova o casamento de crentes com incrédulos. Não existem restrições étnicas (união de diferentes raças) ou restrições sociais (ricos e pobres). Mas a união com pessoas incrédulas comprometem a continuidade da fé (Ml 2.10-11; Ne 13.23-25). O casamento com pessoas não crentes era uma espécie de infidelidade conjugal com o Deus da aliança. Era uma traição e uma quebra da aliança digna de punição (Êx 34.11-16; Nm 25.1-4).Hoje, quando uma pessoa crente se casa com alguém não nascido de novo, está quebrando esse preceito bíblico (I Co 7.39 / II Co 6.14-17), conspirando contra a criação dos filhos no temor do Senhor (2.15).O casamento misto é um alvo certo do juízo de Deus (Ml 2.11-12).A desobediência traz juízo. Deus não premia a desobediência. As conseqüências podem ser amargas para aqueles que entram na contramão da vontade de Deus. Vale também o bom senso. O futuro cônjuge deve ser alguém que lhe corresponda (Gn 2.18). Uma pessoa que se encaixe com o plano que o Senhor tem para ambos. Mesmo entre cristãos a união deve ser orientada por Deus e refletir uma escolha sensata.
  • O setimo limite destacado por Malaquias apresenta que o casamento é uma união sob aliança (Ml 2.14). A Bíblia não reconhece o companheirato (viver juntos) como união legal diante de Deus. A legislação civil pode reconhecer este tipo de relacionamento, mas não as Escrituras. Pela Palavra de Deus este é um estado de fornicação. Fornicação é a vida sexual fora do matrimônio, um costume do mundo grego. E esta prática é condenável (Gn 2.24; Mc 10.6-8; Hb 13.4; I Co 6.16; I Co 7.2).

casais

Propósitos de Deus para o casamento

  • Deixar os pais e compor uma nova unidade familiar: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam” (Gn 2.24-25).
  • Quando Deus criou o casamento, Ele o fez para que homem e mulher pudessem completar um ao outro em suas necessidades espirituais, emocionais, intelectuais, físicas e sociais.
  • Para que o casamento cumpra o propósito é necessário, porém, que esteja alicerçado em Cristo, em conformidade com a Palavra de Deus.
  • Quando casamos trazemos toda a carga familiar que adquirimos em toda a nossa criação. Devemos conservar essa herança familiar se ela for boa e deixarmos para trás aquilo que pode prejudicar o relacionamento conjugal. Portanto, para a realização plena desta aliança é necessário amadurecimento e emancipação para livre composição desta nova unidade (Gn 2.24). O termo deixar implica em aprender a tomar as decisões em casal, sem nos deixar influenciar pelas posturas de nossos pais e familiares.
  • Deixar a dependência econômica e emocional: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne.” (Gn 2.24). O casal, após firmar aliança, deve evitar a dependência emocional e econômica dos pais, tendo em mente que construir uma família significa viver um para o outro, cuidando um do outro (emocionalmente e financeiramente). A provisão para o lar deve vir do trabalho dos dois e não mais dos pais, como antes.
  • Deixar os hábitos e heranças espirituais da família: “…não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais…” (I Pe 1.18). Deixar para trás os hábitos e heranças espirituais que você adquiriu em sua família e que não contribuirão de forma benéfica para o seu relacionamento conjugal e para sua vida cristã. Construa seu casamento firmado na Palavra de Deus, em Cristo. Lembre-se; Abraão também foi chamado a sair da casa de seus parentes para construir uma nova vida com sua família no propósito de Deus (Gn 12.1).
  • Deixar problemas de relacionamento familiar: “…tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem; e ninguém seja devasso, ou profano como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura.” (Hb 12.15-16). Muitas pessoas foram vítimas de agressões físicas, emocionais e hoje carregam amargura na alma, lembranças dolorosas que podem afetar os sentimentos em relação aos pais e conseqüentemente em relação ao cônjuge. A amargura prejudica o lar e impede que as bênçãos cheguem até o casal. Portanto, não devemos alimentar sentimentos negativos e buscar a cura de Deus. A cura é o único meio pelo qual todo o peso do passado é removido. Precisamos arrancar todas as raízes de amargura que foram construídas no passado, porque toda raiz de amargura produz frutos amargos, mas nós fomos chamados para viver uma vida plena com Cristo.

My-family-English-essay3

  • Que o marido exerça a liderança bíblica no lar: “Maridos, amai vossa mulher, como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). Toda família necessita de um dirigente. Por isso, Deus atribui ao marido a responsabilidade de ser cabeça da esposa e da família. Sua chefia deve ser exercida com amor, mansidão, consideração pela esposa e família. A responsabilidade do marido, que Deus lhe deu, de ser “cabeça da mulher” inclui: Provisão para as necessidades, espirituais, financeiras e emocionais da família. Gn 3.16,19; I Tm 5.8. O amor, a proteção, a segurança e o interesse pelo bem estar dela, da maneira que Cristo ama a Igreja. Ef 5.25-33. Honra, compreensão, apreço e consideração pela esposa. Cl 3.19; I Pe 3.7. Lealdade e fidelidade totais na vivência conjugal; Mt 5.27,28; Ef.5.31.
  • Que a esposa seja uma auxiliadora adequada: “A mulher sabia e piedosa faz do seu lar um lugar de refúgio, de paz e de alegria. Ao passo que a mulher imprudente se descuida da sua casa e família” (Pv. 14.1). A esposa tem a tarefa, dada por Deus, de ajudar ao marido e submeter-se a ele “no Senhor”. Seu dever para com o marido inclui: O amor (Tt 2.4), o respeito (Ef 5.31; I Pe 3.1 e 2), a ajuda (Gn 2.18), a pureza (Tt 2.5; I Pe. 3.2), a submissão (Ef 5.22; I Pe 3.5), um espírito manso e quieto (I Pe 3.4), ser uma boa mãe (Tt 2.4), ser uma boa dona de casa (I Tm 2.15; 5.14; Tt 2.5).
  • Companheirismo e complementação mútua do casal: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). O homem vivia em meio aos vários elementos da criação, mas mesmo assim ele se sentia sozinho. Então, Deus fez cair um sono pesado sobre o homem e de sua costela fez a mulher e a chamou de varoa, pois do varão foi tirada. O homem e a mulher se completam, pois assim como a mulher provém do homem, o homem também é nascido da mulher. “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher” (I Co 11.11).Não existe espaço para o sentimento de auto-suficiência. Dependemos um do outro, pois o Senhor nos fez assim!
  • Prazer amoroso do casal: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol” (Ec 9.9). Há uma grande necessidade do cumprimento dos deveres conjugais relacionados a vida íntima para manutenção do casamento, pois quando uma das partes negar em cumprir seu dever abre a porta para o pecado do adultério, podendo levar ao divórcio. Pode haver um momento em que ambas as partes decidam absterem-se da intimidade por motivo espiritual, enfermidade ou outro, mas quando o tempo determinado por ambos acabar é necessário que se volte ao cotidiano normal. “Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência” (I Co 7.5).
  • Preservação da pureza e da moral na família e na sociedade: “Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo” (I Co 6.18). A preservação moral é uma das responsabilidades de um servo de Deus. Lutar contra os prazeres carnais é algo muito importante. Antes do casamento é necessário que se mantenha o corpo puro, longe dos prazeres carnais, mas mesmo depois do casamento é muito importante que se busque a pureza. Somos espelhos para o mundo, por isso devemos ser cautelosos também dentro do casamento, para que as pessoas não se escandalizem com nossos atos. Além disso, não devemos esquecer de que o propósito prioritário do casamento é glorificar a Deus. “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Co 6.19-20).
  • Formação e propagação do gênero humano através dos filhos: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra” (Gn 1.28). Uma das principais ordenanças acerca do casamento consiste na propagação da espécie humana, ou seja, em ter filhos. A Bíblia relata que no início da história da humanidade esse foi um dos primeiros mandamentos, o qual prevalece até hoje. Portanto, que a união íntima tenha também esse objetivo. Não apenas “satisfazer o desejo”, mas reproduzir e assim dar continuidade à vida da espécie humana e multiplicar os justos sobre a terra (Sl 112.2). “Tomai esposas e gerai filhos e filhas, tomai esposas para vossos filhos e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; multiplicai-vos aí e não vos diminuais” (Jr 29.6).

divorcio111

Divórcio e novo casamento

O divórcio é uma quebra da aliança conjugal (2.13-16)

  • A natureza do divórcio (2.16). O profeta destaca três fatos sobre a natureza do divórcio. Primeiro, o divórcio não foi instituído por Deus. Deus regulamentou o divórcio, mas não o instituiu. O divórcio é uma inovação humana.
  • Deus instituiu o casamento e não o divórcio. O casamento é fruto do coração amoroso de Deus, o divórcio é fruto do coração endurecido do homem.
  • A permissão para o divórcio presente na lei mosaica (Dt 24.1-4) era para proteger a esposa de um marido mau e não uma autorização para ele se divorciar dela por qualquer motivo.
  • Na interpretação de Jesus, o divórcio não é uma ordenança e sim uma permissão (Mt 19.3-9).
  • O divórcio não é da vontade de Deus (Ml 2.16). Embora o divórcio seja permitido em caso de infidelidade e abandono, ele não é obrigatório. Melhor que o divórcio é o perdão e a restauração.
  • O divórcio é a quebra de uma aliança feita na presença de Deus (2.14-15). É rejeitar alguém que um dia foi desejado. É descumprir com promessas feitas na presença de Deus.
  • Malaquias diz que o divórcio é a quebra da aliança com a mulher da mocidade (Ml 2.14-15); com a companheira (Ml 2.14) e com a mulher da aliança (Ml 2.14). O divórcio é a apostasia do amor.
  • A causa do divórcio (Ml 2.15-16). A falta de cuidado de si e do cônjuge. O casamento é como uma conta bancária, se sacarmos mais que depositamos, vamos à falência. Se investíssemos mais no casamento, teríamos menos divórcios (endurecimento gradual do coração / Mt 19.3-9). Quem ama o cônjuge, a si mesmo se ama (Ef 5.28).
  • Quais são os cuidados que precisamos ter? Andar em sintonia com Deus e Sua Palavra; Não deixar o casamento cair na rotina; Não guardar mágoa; Não se descuidar da comunicação; Suprir as necessidades emocionais e íntimas do cônjuge; Administrar sabiamente a questão financeira; Outros cuidados, que Deus dará discernimento para ver e sabedoria para cuidar.
  • Antes de divorciar, uma pessoa precisa ter bom senso para pensar nas conseqüências (“Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade” / Ml 2.16): conseqüências espirituais, emocionais e econômicas; conseqüências para os filhos, para a igreja e para a sociedade.

Divorce_by_timpura

Conseqüências do divórcio apontadas pelo profeta Malaquias

  • O divórcio não é indolor. O divórcio é a mais destrutiva das crises emocionais; ele é uma dor que corta como faca. Ele é um ato de violência contra o cônjuge e contra os filhos. É como um terremoto; provoca grandes estragos.
  • A primeira conseqüência do divórcio é que ele provoca profunda dor na pessoa abandonada (2.13). Quando as esposas abandonadas iam ao altar e derramavam suas lágrimas, isso tocava o coração de Deus a ponto de Ele não aceitar as orações dos maridos que as abandonavam.
  • A segunda conseqüência do divórcio é que ele traz graves problemas para os filhos (2.15). A poligamia (estar em adultério) e o divórcio, não são compatíveis com a criação de filhos no temor de Deus.
  • A terceira conseqüência do divórcio é que ele provoca uma crise espiritual e uma quebra da comunhão com Deus na vida da pessoa que abandona seu cônjuge (2.13b). Quando Deus não aceita o ofertante, Ele rejeita a oferta. A Bíblia diz que se há iniqüidade no coração, Deus não ouve as orações (Sl 66.18). O apóstolo Pedro diz que se o marido não vive a vida comum do lar, suas orações são interrompidas (I Pe 3.7).

Justificativas comuns para o divórcio

  • “Eu vou me divorciar, porque meu casamento não foi Deus quem fez”
  • “Eu vou me divorciar, porque eu não consultei a Deus para me casar”.
  • “Eu vou me divorciar porque não amo mais o meu cônjuge”.
  • “Eu vou me divorciar porque encontrei uma pessoa mais interessante”
  • Multiplicam-se os motivos que levam às pessoas ao divórcio.
  • É importante ressaltar que Deus comparece a todo casamento como testemunha (pois foi ele quem instituiu o casamento, independente se as pessoas crem Nele ou não).
  • Quando duas pessoas se casam, mesmo que elas não tenham buscado a Deus, o Senhor ratifica a aliança. O quebrar dessa aliança é um perjúrio às promessas firmadas diante de Deus.
  • Josué firmou uma aliança com os gibeonitas sem consultar a Deus. Eles dissimularam e mentiram para Josué. Este, apressadamente firmou com eles um pacto e Deus ratificou esse acordo (Js 9).
  • Trezentos anos depois, o rei Saul violou aquela aliança e um juízo divino veio sobre a nação. Mesmo quando não levamos a aliança que fazemos a sério, Deus leva.

o-DIVORCE-KIDS-facebook

Motivações para o novo casamento

  • Como muitos pensam, a Bíblia não proíbe o novo casamento. Contudo, estabelece parâmetros para ele aconteça. Neste contexto, quando a Bíblia não proíbe mas também não aceita claramente determinada questão, esta deve ser avaliada com muito cuidado, caso a caso, avaliando-se conceitos bíblicos paralelos ao assunto.

Viuvez (Rm 7.2-3; I Tm 5.3-16)

  • O único caso de permissão plena para o novo casamento é após a morte do cônjuge. O texto deixa claro que o cônjuge fica livre para contrair um novo casamento.
  • Contudo, até mesmo a viuvez deve ser vivida com sobriedade e no temor de Deus. O texto de I Timóteo 5.3-16 trata acerca das características que distinguem as mulheres que são verdadeiramente viúvas.
  • Pessoas que tiverem sido cônjuges de uma só pessoa (5.9); que apresentem um bom testemunho cristão (5.10); que não ficam ociosas (5.13); que não se entregam às conversas inúteis, curiosas da vida dos outros e falando o que não convém (5.13); dando ocasião para serem criticadas pelo seu procedimento (5.14).
  • O texto refere-se às mulheres pela questão do sustento financeiro estabelecido pela lei às verdadeiras viuvas, mas o padrão moral também é aplicavel à homens.

Relações Sexuais Ilícitas (Mt 5.32; Mt 19.3-9; Lv 18.6-25; Lc 16.18; Rm 7.3)

  • Além da viuvez há uma razão que permite o crente se divorciar de seu cônjuge crente. Esta razão é a prostituição (relações sexuais ilícitas). O pecado sexual que inclui entre outros o adultério, homossexualidade, imoralidade, relação com parentes próximos, abusos (I Cor 5.1; Judas 1.7; Lv 18.6-25).
  • Não havendo infidelidade, o divórcio é ilegítimo, pois não põe fim ao vínculo do casamento (Mt 19.9). Mas, o mesmo não se pode dizer quando o motivo são as relações sexuais ilícitas. No caso de simples repúdio por motivo fútil, o divórcio é ilegítimo aos olhos de Deus.
  • No caso do adultério, o perdão é a primeira solução a ser indicada. Mas, por causa da dureza do coração do homem (Mateus 19.8), da sua incapacidade de perdoar, o traído tem permissão para divorciar-se e casar-se de novo.
  • Entretanto, isso não significa que o divórcio deva acontecer automaticamente quando o cônjuge comete adultério. Aqueles que descobrem que seu parceiro foi infiel devem primeiro fazer todo o esforço para perdoar, reconciliar-se e restaurar o relacionamento.
  • O divórcio deve ser empregado apenas em última instância, quando o adúltero não demonstrar arrependimento genuíno repetindo esse ato vil que abala a confiança do cônjuge, machuca-o e desestrutura o vínculo conjugal.
  • Algumas pessoas empregam Romanos 7.1-3 para respaldar uma posição contrária a um novo casamento em qualquer hipótese. Afirmam que o que traiu e o que foi traído estão ligados até a morte.
  • No entanto, o contexto não permite tal entendimento. O objetivo do apóstolo Paulo era mostrar, especificamente aos judeus, a diferença entre a antiga e a nova aliança comparando com o divórcio por repudia sem motivo.
  • Utilizar esse texto para condenar o divórcio em qualquer hipótese é ser mais duro do que Jesus. É obrigar a pessoa a conviver com o outro sem jamais poder divorciar-se, ainda que seja traída ou agredida continuamente.
  • Se o Novo Testamento condenasse alguém a esse tipo de jugo, não se faria superior em nada ao Antigo Testamento, já que a Lei mosaica, nesse sentido, seria mais humana, tolerante e justa.
  • Os judeus não tinham o casamento como indissolúvel. Eles conheciam as exceções. Jesus as interpretou de forma mais eficaz e restrita.

Abandono (I Co 7.15)

  • O abandono só é permitido por parte do incrédulo. O crente não pode abandonar o lar.O cônjuge crente, deve fazer o possível para ganhar o descrente para Jesus, conforme a recomendação de Pedro (I Pe 3.1-6).
  • O texto de Pedro ensina como uma esposa deve agir a fim de ganhar para Cristo o seu marido não salvo.
  • Ela deve ser submissa ao marido e reconhecer a sua liderança na família (ver Ef 5.22).
  • Ela deve conduzir-se de modo santo e respeitoso, com espírito manso e quieto (I Pe 3.2-4; ver I Tm 2.13,15).
  • O adjetivo “manso” descreve uma atitude despretensiosa que se manifesta numa submissão amável e na solicitude pelo próximo (Mt 5.5; II Co 10.1; Gl 5.23).
  • O adjetivo “quieto” refere-se à esposa não ser agitada e indelicada. Noutras palavras, Deus declara que a verdadeira beleza da mulher é questão de caráter, e não primeiramente de enfeites.
  • Os adornos berrantes, exagerados e dispendiosos são contrários ao espírito modesto que Deus requer da parte das mulheres cristãs (ver I Tm 2.9).
  • Ela deve esforçar-se para ganhar o marido para Cristo, mais pelo comportamento, do que por suas palavras (I Pe 3.3-4).
  • Na passagem da Epístola aos Coríntios, Paulo orienta às mulheres (que eram mais comumente abandonadas), que “não se apartem dos seus maridos”, mesmo que eles sejam descrentes. A exceção é se o marido descrente não quiser conviver com a esposa cristã, e resolver abandoná-la.
  • Nesse caso ela está livre, não mais sujeita à servidão (I Co. 7.10-15). Evidentemente todo esforço deve ser feito para que as partes vivam em paz, e que haja espaço para a reconciliação. O divórcio deve ser sempre a última saída.
  • Como o texto bíblico afirma que a parte vitimada “não fica sujeita à servidão”, infere-se que essa está livre para contrair novas núpcias, contanto que seja “no Senhor” (I Co. 7.39).

Violência Doméstica (Ml 2.16)

  •  Não existe nenhum texto na Bíblia que diz que devamos tolerar o abuso. Também não existe nenhum texto que diga que é uma atitude de submissão deixar que alguém abuse de si.
  • Ao contrário; no contexto do divórcio, no livro do profeta Malaquias, o Senhor diz repudiar o divórcio, assim como aqueles que se vestem de violência, injustiça, crueldade, prejudicando deliberadamente o próximo.
  • O texto de I Pe 3.7 diz que os maridos devem viver com suas mulheres com discernimento, considerando-a como vaso mais frágil, tratando-as com dignidade, porque somos herdeiros da mesma graça de salvação em Cristo. Se os maridos tratam suas esposas indignamente eles têm suas orações interrompidas.
  • De igual modo o texto de Colossenses 3.19 diz que os maridos devem amar suas esposas (ágape / altruísta) e não tratá-las furiosamente, com ira, com amargura.
  • A violência doméstica em todos os sentidos é uma transgressão dos ensinamentos de Jesus acerca do amor (Mt 22.37-39; I Jo 4.20-21).
  • A violência doméstica não se restringe aos maus tratos físicos. De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre o assunto, os tipos mais comuns são a violência sexual (31,6%), seguida de maus tratos físicos (27,7%), negligência (24%) e abuso psicológico (15,8%).
  • Somente através da obediência e temor à Deus é que o agressor adquire condições mentais que o permite amar e respeitar o próximo e reconhecer que a pessoa viloentada é sua semelhante.
  • De acordo com o texto de João 10.10 há uma realidade maligna que precisa ser combatida na raiz ou a violência jamais cessará.
  • Não basta frequentar uma igreja; tem que se libertar da ação do maligno na mente, no espírito, nas emoções, no corpo físico, levando o homem a desejar a vontade de Deus em sua vida e para o seu casamento.
  • Muito embora, por uma questão de segurança e integridade a separação temporária ou até mesmo o divórcio sejam aceitáveis, não há um texto bíblico que fundamente o novo casamento para estes casos.

IMG_6175

Conclusão

  • O projeto de Deus é a felicidade da família (Sl 128.1-4). Deus criou a família para provar da verdadeira felicidade. E esta somente pode ser vivida se estiver no centro de sua vontade.
  • Como servos de Deus precisamos aprender os parâmetros do autor do casamento para ensinarmos o caminho certo àqueles que buscam.
  • E em nosso tempo, no qual a instituição familiar está em crise pela ausência de Deus na grande parte da sociedade, o trabalho de restauração das famílias por meio da igreja é muito relevante. Como dizem as Escrituras:

Feliz é quem teme ao Senhor, quem anda em seus caminhos! Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero. Sua mulher será como videira frutífera em sua casa; seus filhos serão como brotos de oliveira ao redor da sua mesa. Assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!

Bibliografia

  • A maior parte deste estudo tem origem na obra do Pr.Hernandes Lopes, citada abaixo.
  • LOPES, Hernandes  Dias. Casamento, Divórcio e Novo Casamento. Editora Hagnos.

O Que é Fé

O Que é Fé

Fé Banner 2

Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. Hebreus 11.6

Temos fé em Deus? Se tenho fé, como às vezes penso que não tenho fé? Por que às vezes me dizem que não tenho fé? Mas, se tenho fé por que não consigo dizer à este monte mova-te daqui para lá? Então, a fé deve ter uma dimensão! Qual é então o tamanho da minha fé? O que é ter fé? Como por a fé em ação? Quais são os resultados desta?

O objetivo desta mensagem é que compreendamos de modo simples o que é a fé! Sem mitos, complicações ou explicações sem definição clara.

A)-O que é fé e o que não é fé? (Hb 11.6)

  • Fé é acreditar na existência de Deus; não ter dúvida da sua existência.
  • Fé é acreditar na Palavra de Deus (II Tm 3.16); Paulo disse que toda a Escritura é inspirada por Deus. Não há falhas na Bíblia. Nós que precisamos entendê-la melhor e corretamente.
  • Fé é acreditar no que Deus fala especificamente para nós do modo como conseguimos compreende-lo (promessas bíblicas, orientação pastoral, revelação específica diretamente a nós / Hb 11.8); Abraão creu na palavra específica dada a ele e reconstruiu toda sua vida sobre esta direção.
  • A fé inclui o elemento racional (II Pe 1.16 / ele não criou fábulas, mas foi testemunha ocular): Pedro falou do que pode testificar como verdadeiro.
  • A fé inclui o elemento investigativo (Lc 1.3 / At 17.11): pelo fato de não ter sido uma testemunha ocular de Jesus, Lucas, antes ensinar qualquer coisa, procurou fazer uma investigação precisa sobre os eventos de Cristo e realizar o registro de tudo para não haverem enganos. Os crentes de Beréia examinavam as escrituras para ver se de fato as profecias falavam acerca de Cristo, para assim lançar sobre esta Palavra a sua fé!
  • Paulo quando afirma a ressurreição ele toma por base o testemunho ocular de Pedro, dos discípulos e por fim, o seu próprio testemunho de ter visto Jesus ressuscitado (I Co 15.3-8). Ele está dizendo que crê na ressurreição por que houve muitas testemunhas oculares e porque ele também viu.
  • A fé não é uma confiança cega, mas dar crédito a alguém que é real, que se revela a nós e que nunca falha!
  • Para compreendermos o que não é fé, precisamos diferenciar fé de esperança (ICo 13.13 / fé, esperança e amor); Existem dois tipos de esperança totalmente distintas.
  • A primeira é um estado emocional de desejo, em nosso coração, a respeito do que gostaríamos que acontecesse no futuro, mas não estamos certos de que isso acontecerá.
  • A segunda é a esperança de coisas que Deus já prometeu que irá cumprir (Rm 5.5). Esta esperança é designada “âncora da alma” (Hb 6.19).
  • Uma âncora é o que dá a um navio a proteção contra flutuar sem rumo no mar. As promessas de Deus, quanto o amanhã, são a âncora para os crentes, hoje.
  • Desta forma, a fé é a certeza das coisas que esperamos (Hb 11.1). Não estamos vendo, mas cremos que acontecerá por causa daquele que prometeu.
  • Por outro lado, não há como crer se Ele não prometer. Deus precisa falar para crermos no que Ele diz. Crer no que desejamos e no que Deus não prometeu, é crer na esperança (desejo, fantasia), e não em Deus.
  • A Bíblia nunca afirma que devemos dar um salto no escuro. Na verdade, a exortação bíblica é que saiamos das trevas para a luz (Jo 3.19). A fé não é cega, sem sentido, sem razão, arbitrária, excêntrica ou uma mera expressão do desejo humano. Se fosse assim o autor de Hebreus diria que a fé é a certeza do que eu quero que aconteça.
  • A ideia é essa: eu não sei o que acontecerá amanhã, mas Deus sabe. Portanto, se Deus promete que irá fazer algo amanhã, não sei de que modo acontecerá, mas certamente Deus fará acontecer, pois Ele tem uma reputação infalível; Ele existe, diz a verdade, nunca mente e não falha!

Fé 01

B)-Eu tenho fé? (Hb 11.8)

  • Todo aquele que crê em Deus procura agradá-lo; dá a Deus sua vida inteira. Sem fé não há motivação no coração humano para viver de uma maneira que honra a Deus.
  • Isso acontece porque ninguém se importa em honrar uma pessoa na qual ele não crê que exista o que seja digna de honra.
  • Portanto, posso saber se tenho fé ou não por meio da força que empregamos para viver de uma maneira que agrade a Deus.
  • Se dissermos que cremos em Deus, mas não empregamos força para viver de uma maneira que o agrade, então, na prática, somos ateus.
  • Podemos analisar se temos fé ou não por meio de como investimos nossos recursos e nosso tempo; Como disse Jesus; Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (Lc 12.34). Investimos tempo e dinheiro no Reino de Deus ou em nosso próprio reino apenas?
  • Podemos analisar se temos fé pelos assuntos que predominam nos nossos pensamentos e nossas conversas diárias (Mt 12.34 / boca fala do coração);
  • Podemos reconhecer que temos fé quando Deus ocupa o primeiro lugar em nossas vidas (Mt 6.33): meus projetos e opções vão subtrair meu tempo com Deus? Construo minha vida ao redor da vontade de Deus?
  • Ou planejo e realizo todas as coisas e depois dedico o que sobra do meu tempo e dos meus recursos para Deus?
  • Na verdade, esta análise é clara e simples; nós que não gostamos de olhar no espelho e confrontar a situação.
  • Porém, melhor é o incômodo momentâneo da confrontação com salvação, do que um prazer momentâneo e a eternidade para chorar e ranger os dentes!
  • Lembre-se: O pecado não trás felicidade; trás um rápido prazer para carne. Porém a vida de fé proporciona felicidade e sensação de bem estar prolongados!
  • Agora você consegue ver pelo diagnóstico da sua vida se tem fé ou não?

C)-Qual a origem da fé? (Hb 12.2 / Jesus é o Autor)

  • Precisamos analisar a ordem cronológica da salvação (ordo salutis);
  • Na opinião popular, precisamos ter fé para nascer de novo, ou seja, a fé vem antes do novo nascimento (regeneração). Essa ideia implica que, em nossa condição caída (afastados de Deus), podemos sozinhos gerar a fé em Deus para salvação. Esse não é o ensinamento bíblico!
  • A Bíblia diz que primeiro vem a eleição de Deus (Ele nos escolheu / Jo 15.16) (Ele nos deu vida quando estávamos mortos no pecado / Ef 2.1).
  • Segundo vem o Novo Nascimento por meio do Espírito Santo vindo habitar em nós (Foi o que Jesus falou a Nicodemos / Jo 3.3-5);
  • Terceiro, o Espírito Santo nos capacita a crer em Deus, na Palavra de Deus e no que Deus nos diz, nos convence do pecado, da justiça e do juízo (passamos a ter fé), e nos arrependemos (Jo 16.7-8 e 13);
  • Quarto, a fé com o arrependimento produz a justificação (Rm 5.1); nos apropriamos da justiça de Jesus na cruz e somos purificados pelo seu sangue para entrar na presença de Deus. Também conseguimos entender e obedecer a Sua vontade (soberana, moral e revelada). Desta forma permanecemos em comunhão com Deus.
  • Desta forma compreendemos que a fé é um presente de Deus. O Senhor primeiramente nos dá e começamos a colocar em prática pelos primeiros passos de obediência. Ela é um talento, um dom, um presente. Precisamos usá-la, colocá-la em prática.
  • A obediência aperfeiçoa a fé que por sua vez viabiliza mais boas obras. É uma dinâmica sinergética (Tg 2.21-22).
  • Deus mesmo direciona nossa fé para aquilo que Ele quer que realizemos. Abraão viveu peregrino, Noé construiu a Arca, Moisés recusou ser chamado filho da filha de faraó, os profetas pregaram sob risco de morte, os mártires se entregaram em sacrifício, os guerreiros tiraram forças da fraqueza, a assim por diante.
  • A fé vem de Deus para obedecermos a vontade de Deus no propósito que Ele tem para cada um de nós!

IMG_3590

D)-Como posso cultivar a fé? (I Ts 1.3 / vossa fé tem crescido muito)

  • O começo da fé depende da graça sobrenatural de Deus, e o fortalecimento dessa fé depende da graça santificadora de Deus. É o que chamamos de meios da graça.
  • Por meio da Palavra de Deus (Rm 10.17 / a fé vem pelo ouvir):
    • Quanto mais me exponho à Palavra de Deus, maior será minha fé.
    • De igual modo, se eu sou negligente em ler as Escrituras, eu abro a minha mente para que seja tomada por ideias procedentes do mundo secular e isso enfraquece o ardor da minha fé.
    • À medida que leio as Escrituras digo: isso é verdade e minha alma é encorajada.
    • É por essa razão que não podemos negligenciar as reuniões na igreja (Hb 10.24-25). Precisamos nos alimentar da Palavra de Deus.
  • Por meio dos sacramentos:
    • O Batismo confirma a ordenança bíblica e fortalece nossa fé por meio da obediência a vontade de Cristo (Mc 16.16 / fazei discípulos, batizando-os).
    • A participação na Ceia do Senhor reforça a necessidade de santidade para manutenção da comunhão com Cristo, consistindo em um momento de reflexão, arrependimento, contrição, gratidão e por fim, fortalecimento da vida com Deus (I Co 11.28-29 / examine a si mesmo).
  • Por meio da oração (Jr 29.12-13 / buscar-me-eis e me achareis).
    • A oração é um meio dado por Deus para gastarmos tempo com ele, louvá-lo, agradecer-lhe e apresentar-lhe nossas petições.
    • Quando saímos deste período de oração percebemos sua providência em nossa vida e o vemos respondendo à nossas orações.
    • Consequentemente, o consolo, sua presença tangível (capaz de ser sentida) e respostas, fortalecem a nossa fé.
  • Na medida em que nos empenhamos nestes meios da graça, nossa fé se renova, revigora e cresce. O oposto também é verdadeiro.
  • Muitas pessoas pensam que estes elementos são dispensáveis. Contudo, o nosso nível de esforço nestas áreas também consiste em um meio para identificar a qualidade de fé que estamos vivendo.
  • Precisamos nos esforçar no cultivo da nossa fé! Lembre-se; as pessoas mais próximas de Deus sempre foram as mais felizes, usadas e beneficiadas!

Fé 02

CONCLUSÃO

Como ponho a fé em ação?

  • Obediência é fé na prática: viver em submissão ao que Deus ordena é a essência da fé.
  • Quanto mais fé, mais somos cheios do amor de Deus;
  • Quanto mais entendemos a grandeza de Deus, mais humildes e dependentes nos tornamos;
  • Quanto mais fé, mais aprendemos a descansar em suas promessas;
    • Ele suprirá todas as nossas necessidades (Fp 4.19);
    • Se arrependermos e confessarmos, Ele perdoará todos os nossos pecados (I Jo 1.9);
    • Ele nos diz que nos daria o espírito de coragem, de amor e de moderação para que pudéssemos vencer toda forma de medo e covardia (II Tm 1.7);
    • Deus promete proteção do mal e do perigo (Sl 91.10-11);
    • Deus não nos deixará ser tentados além do nosso limite (I Co 10.13);
    • Deus não nos negará o que é bom para nós (Sl 84.11);
    • Ele nos prometeu o dom do Espírito Santo (Lc 11.13);
    • Ele nos promete sabedoria (Tg 1.5);
    • Ele nos promete paz a despeito das lutas (Is 26.3);
    • Ele promete que voltará para nos buscar (Jo 14.2-3);
    • Ele promete que porá fim à morte física, à tristeza e à dor (Ap 21.4);
    • Ele promete que ninguém ficará impune das maldades praticadas que não foram perdoadas. Ele julgará o ímpio (Ec 3.17);
    • Mas Ele nos promete a seus filhos a Vida Eterna (I Jo 2.25).
  • A fé nos fortalece para passarmos pelas dores da vida. Ao atravessarmos as dificuldades nos tornamos mais maduros, pacientes e misericordiosos;
  • Por fim, o que é ter fé? Não é nos tornarmos super-crentes, capazes de realizar todos os desejos humanos e solucionar todos os problemas dos que sofrem.
  • Ter fé é sermos maduros e fortes o suficiente para dizermos como Paulo:

“Sei passar necessidade e sei também ter muito; tenho experiência diante de qualquer circunstância, tanto na fartura como de fome; assim na abundância como na escassez; tudo posso naquele que me fortalece!” Filipenses 4.12-13

Crescimento da Cristofobia e a Neo Perseguição

CRESCIMENTO DA CRISTOFOBIA E A NEO PERSEGUIÇÃO

Uma visão do cenário político-cristão brasileiro do século XXI

Cristofobia2Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa. Mateus 24.9

Atualmente no mundo existem dois tipos de perseguição aos cristãos: perseguição física (países comunistas e islâmicos, outros), e cultural (no ocidente), por meio de leis que obrigam o cristão a agir contra seus valores morais e consciência religiosa. Esta técnica não é recente. Foi utilizada na Revolução Francesa quando a Igreja foi obrigada a prestar fidelidade ao Estado. É o tipo de perseguição um a um, que isola as pessoas e as deixa indefesa contra o governo.

Existe um processo claro de extinção da religião cristã e a implantação de um novo paradigma de fé. Uma religião sem dogmas (princípios fundamentais que devem ser respeitados), relativista, pluralista, e que utiliza palavras-chave (slogans) como; PAZ, FRATERNIDADE, AMOR, SOLIDARIEDADE, JUSTIÇA, ECOLOGIA. Uma religião que não tem uma agenda moral judaico-cristã, mas que usa palavras que falam com eficácia ao homem moderno (bondade sem compromisso).

Perseguição aos CristãosEm um primeiro estágio, até o o século XIX na Era Liberal, as pessoas falavam mal da Igreja, mas o cristianismo ainda estava infiltrado na estrutura social (educação, valores sociais, morais, comportamentais). Em um segundo momento, mais recentemente (início do século XX), começou um esforço na esfera intelectual para repudiar totalmente o cristianismo.

Agora estamos vivendo uma terceira etapa. Estes ativistas passaram para o terreno das ações práticas por meio de duas vertentes. Em primeiro lugar através da matança geral de cristãos; atualmente morrem cerca de 150.000 cristãos católicos e protestantes anualmente no mundo por motivos de perseguição religiosa. De acordo com declaração da Primeira Ministra da Alemanha, Angela Merkel, a comunidade mais perseguida no mundo é a cristã. Nenhum grupo étnico ou ideológico tem 150.000 mortos por ano e seus perseguidores permanecendo impunes.

A outra expressão desta perseguição é o Genocídio Cultural que vemos atualmente no Ocidente. É a tentativa de destruir a influência cristã generalizada na vida pública. O objetivo desta Neo perseguição é criar um sistema semelhante ao que existe no Irã; a pessoa pode ser cristã em sua casa, mas sem manifestações públicas da fé ou proselitismo. Este projeto está em franco andamento.

arameHistoricamente, o genocídio cultural sempre foi um preparativo para o genocídio físico. No ataque cultural quebra-se a espinha dorsal da comunidade (seus valores, crenças, espírito de unidade, economia). Como ações articuladas deste movimento temos a luta pela legalização do aborto, o reconhecimento do casamento homossexual, a estatização da educação dos filhos, a proibição da manifestação cristã pública, a ridicularização dos valores cristãos pelos veículos de comunicação, a destruição da família no modelo tradicional e a total dependência do indivíduo das ações do Estado. Estes não são eventos isolados, mas ações multi direcionais que convergem em um único objetivo; a implantação de um novo paradigma social sem valores bíblicos.

Como instrumento de justificação ideológica dizem que as religiões abraâmicas são violentas (cristianismo, islamismo, judaísmo), porque acreditam ser os portadores da verdade e que, em última instância, possuem valores intocáveis que impediriam a implantação de uma sociedade, segundo eles, mais justa, igualitária e que respeita os direitos humanos. A resposta para necessidade de crença do ser humano seria uma Nova Era de Fé (ecumenismo), na qual o melhor de cada religião histórica encontraria o seu espaço.

Outro foco ideológico está no Neomarxismo (ideologia comunista de Karl Marx com uma nova roupagem). Para os marxistas, o comunismo é o estado final da sociedade revolucionária, alcançada depois de passar pelo socialismo e pela ditadura do proletariado. Segundo Marx seria necessário muito mais que destruir o capitalismo; seria fundamental destruir todas as religiões que, segundo ele, trazem uma “felicidade ilusória”. Marx afirmava que com a extinção da religião (da fé e da existência de Deus que habita a mente das pessoas) o ser humano faria um retorno a uma felicidade mais real. Abandonar DEUS era condição para se chegar a esta felicidade. Esta é a luta político-ideológica de países como Coréia do Norte, China e Laos.

CasamentoNesta milícia em países historicamente cristãos, os engenheiros sociais desta Nova Ordem Mundial sabem que existem três pilares do cristianismo que são inegociáveis. Se caírem estes pilares, cai a influência social deste. Os pilares bíblico-culturais são os seguintes:

  • A não aceitação da manipulação da vida em todas as suas fases desde a concepção até a morte; não temos direito de tirar a vida e de manipulá-la (aborto, eutanásia).
  • Reconhecimento da estrutura natural da família e da união estável entre uma pessoa do sexo masculino e feminino; reprovação do casamento homossexual, famílias alternativas, companherato, bigamia, outros.
  • Manutenção do direito dos pais de educar seus filhos: os pais devem ter liberdade para educar os filhos, dentro de seus próprios valores, e não ter que se submeter ao Estado com suas diretrizes.

Por esta perspectiva compreendemos a importância histórica do momento que o nosso país, o Brasil, está vivendo. Em um mundo quase totalmente cercado por uma construção legislativa que em poucos anos terá o poder de silenciar o cristianismo (fato que já começamos a constatar na Europa Pós-cristã e nos Estados Unidos) a liberdade religiosa e de expressão no Brasil pode consistir em um dos últimos redutos da IGREJA para a próxima geração. Nosso país pode ser o único celeiro neste mundo que está submergindo por completo na Neo Perseguição à Igreja. Ainda há esperanças! A legislação nacional e internacional ainda fornece mecanismos para evitar este genocídio cultural. O povo de Deus não pode silenciar-se!

Pela visão escatológica Amilenista os dias de sofrimento que precedem a volta definitiva de Jesus estão mais próximos que nunca. Para a visão Pré-milenista, o arrebatamento é iminente. Mas em ambas as visões somos chamados para ser Luz no Mundo em Trevas! Se perseguiram nosso Mestre, perseguirão a nós também. É momento da Igreja abrir os olhos e investir no que realmente é importante. Não em palha que queimará, não em discussões vazias ou em estruturas mortas, mas em vidas que serão salvas pela fé no Nome de Jesus!

OraçãoVamos orar por nossos líderes, pastores, missionários e ativistas cristãos que estão pagando um alto preço para manterem-se fortes e posicionados nesta batalha espiritual de proporções épicas, nas igrejas locais, nas cidades, no interior, em Brasília e em todo Brasil, para não cairmos em uma ditadura Neomarxista e anticristã que se configura mais clara que nunca no cenário de nossa nação!

Julguem os senhores se é justo aos olhos de Deus obedecer aos senhores e não a Deus. Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos! Atos 4.19-20

Ser Para Servir

SER PARA SERVIR

Muitas pessoas desejam realizar o serviço ministerial, mas se esquecem que primeiramente é necessario desenvolver um caráter biblicamente aprovado

Parabola dos Talentos

INTRODUÇÃO

Eu gosto muito da padaria próxima a minha casa. Quando passo por um problema de saúde vou ao Clinico Geral Shimizu. Se o caso for mais grave vou para o Hospital Kosei. Para comprar roupas gosto da loja masculina Aoyama, pelo corte e pela qualidade dos artigos com bom preço. Aprecio ainda os serviços do 7Eleven, Banco UFJ, tipos específicos de sapato, de roupa, de gêneros literários, de WebSites, etc.

O que me leva a adotar tais escolhas? Sou livre para todas elas, mas qual é o fator decisivo? Provavelmente é a qualidade do serviço prestado para mim. Por trás da qualidade existe o conhecimento do fazer as coisas que todos fazem, mas de um modo diferenciado; de uma maneira que agrada.

Eis-me Aqui

Os profissionais que prestam serviços a sociedade são bem sucedidos quando estão bem preparados para satisfazer as necessidades e expectativas das pessoas. Para um bom preparo é necessário amor pelo que se faz e dedicação.

Compreendemos então que a qualidade do profissional é mais importante que executar um determinado tipo de tarefa. Alguém especialmente qualificado realiza tarefas de um modo especial. É o que qualificamos de BOM SERVIÇO! Este tema está na trama deste texto.

As duas parábolas deste capítulo são consideradas complementares. O centro da Parábola das 10 Virgens é a vigilância e a preparação de um caráter interno aprovado. Na Parábola dos Talentos Jesus une essa necessidade a prática externa; atitudes concretas de fidelidade (boa administração).

Servir2

Estas parábolas foram transmitidas no Monte das Oliveiras, dois dias antes de ser crucificado (26.1). Elas fazem parte de um conjunto de instruções finais antes de Sua partida. Jesus não estaria mais presente entre eles. Vejamos a interpretação das figuras:

  •  O senhor rico a quem os servos se referiam como Senhor é o Filho do Homem, o Senhor Jesus Cristo.
  • A viagem para um país distante se refere a sua partida ao céu, após sua ascensão.
  • Os servos administradores em primeira instância são os discípulos e também a todos os que são nascidos de novo.
  • Os talentos são as riquezas de Cristo.
  • O senhor estar ausente sugere o fato de Cristo não estar mais visivelmente na Terra e a sua volta a Segunda Vinda.
  • As negociações empreendidas pelos servos na ausência do Senhor revelam o uso fiel que o povo de Deus deveria fazer de todos os dons espirituais, habilidades naturais, oportunidades e recursos que o Senhor conferiu a cada um.
  • Os elogios são os galardões que podemos esperar no Tribunal de Cristo, quando nossas obras a seu serviço serão recompensadas.
  • A condenação demonstra a diferença entre o fiel e o infiel; a recompensa da diligencia e a condenação da improdutividade.
  • A tragédia nesta narrativa é que o homem com apenas um talento não o negociou nem o multiplicou. Em vez disso cavou um buraco e o escondeu.
  • Algumas pessoas não usam os dons, habilidades, recursos e oportunidades que o Senhor lhes concede, mas também tem medo de perder. Contudo, o texto nos ensina que tudo o que é utilizado não se perde, porém se multiplica.
  • Nesta parábola ainda os servos receberam uma quantidade diferente de talentos, de acordo com sua capacidade pessoal. O Senhor não nos sobrecarrega com serviços que não temos condição para realizar.

Trabalhar para Deus é muito bom, mas além de tudo isso, o texto nos ensina que trabalho por si somente não é essência da vida cristã. O serviço excelente, que promove elogios, é consequência de um preparo dedicado e um caráter biblicamente qualificado e aprovado.

Carater Aprovado

O Bom Caráter Precede o Bom Serviço

Vamos extrair do texto a relação entre o ser e o fazer

TÓPICOS

A) Servo bom (25.21)

A base para toda boa ação é ser bom diante de Deus. Nós não temos justiça própria. Sem Deus nada podemos fazer. Não há nada que possamos fazer na carne que satisfaça a Deus. Desta forma, como podemos ser bons diante de Deus?

  • Somos bons porque nos apropriamos da justiça de Jesus.
  • Somos bons porque o Espírito Santo tem espaço para operar em nós uma mudança de caráter.
  • Somos bons porque somos pecadores arrependidos.
  • Somos bons porque amamos a justiça de Deus e não a impiedade.
  • Somos bons porque muitas vezes condenamos nossas próprias ações e clamamos por libertação.
  • Somos bons porque desejamos ardentemente agradar a Deus acima de todas as coisas, a despeito de nossa imperfeição.
  • Somos bons porque somos obedientes e procuramos nos preparar para sermos usados por Deus em toda boa obra (ajustar a vida e estar disponível).

Em Cristo podemos não viver pecando. Podemos ser libertos do poder do pecado. Podemos fazer a vontade de Deus na nossa carne. Em Cristo podemos ser bons diante de Deus!

Mostra-me tuas Mãos

B) Servo fiel (25.21)

A fidelidade é o produto da relação entre dois fatores; bom caráter e tempo. Um provérbio popular diz; com o tempo tudo passa. A erosão decompõe, a ferrugem corrói, a memória se apaga, o sentimento se arrefece.

Contudo aquele que é nascido de Deus começa a experimentar um pouco da eternidade aqui mesmo nesta vida. Compreende que existem responsabilidades que não se apagam com o tempo. Também começa a provar benefícios que perduraram e superam a ordem natural das coisas.

Uma dívida no comércio pode ser cancelada depois de muitos anos de inadimplência, mas o pecado cometido não é apagado com o tempo. O único pecado apagado é o pecado perdoado. O tempo não transforma a propriedade e as consequências do pecado.

Na perspectiva dos benefícios passamos a provar o amor que não se apaga, a alegria que perdura, a paz que transcende a razão e a possibilidade de nos tornarmos melhores a despeito do mundo corrupto que nos cerca.

O caráter aprovado é aquele que não se corrompe com o ambiente, circunstancias ou com a ação do tempo. O caráter aprovado está em constante transformação; sempre melhor.

Fidelidade é a capacidade de manter e melhorar o bom caráter mesmo quando tudo coopera para piorarmos. Quanto maior a pressão negativa, maior é a fidelidade expressa.

Fidelidade é a capacidade de andar sozinho com Deus (autonomia) sem se corromper e ainda influenciar os outros a fazerem o que é certo. A fidelidade não é provada enquanto a pessoa está sob a tutela de outros ou em um ambiente hermeticamente protegido de tentações. Nesta perspectiva, compreendemos por analogia a diferença entre um aparelho eletrônico que precisa estar ligado à tomada e veículos que possuem autonomia (combustível próprio).

Autonomia

C) Ser servo (25.21)

Servir é executar trabalhos ministeriais para Deus na Terra. O serviço a Deus deve ser precedido pelo bom caráter e pela fidelidade. De acordo com o texto o que produziu aprovação não foi o serviço somente, mas principalmente o ser bom e fiel. No texto de Mt 7.22-23 haverão aqueles que dirão:

Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal!

Aqui podemos compreender com maior clareza que a aprovação de Deus é fruto do caráter do cristão. Podemos fazer muitas coisas em nome do Senhor, mas se continuarmos a praticar o mal em oculto não seremos aceitos diante de Deus.

Como podemos então servir a Deus?

Podemos servir a Deus com nosso testemunho de conversão (exemplo do endemoninhado gadareno); o novo nascimento nos qualifica a sermos testemunhas da obra transformadora de Jesus.

Podemos servir a Deus com nossos bens para sustentar a obra de Deus; melhor coisa é dar do que receber. A capacidade para doar tempo e dinheiro vem de um coração generoso que entendeu que os recursos deste mundo são palha (serão queimados no dia do juízo) e servirão apenas para provar nossa dedicação e prioridades (amar a Deus sobre tudo, amar ao próximo, facilitar a obra de propagação do evangelho, investir em salvação). Ele entende que tudo o que passar disso vai queimar e não vai valer de nada.

Podemos servir a Deus servindo aos santos; a semelhança das mulheres que seguiam a Jesus, dos primeiros diáconos da Igreja, daqueles que socorriam os necessitados. É a capacidade de chorar com os que choram e se alegrar, genuinamente, com os que se alegram. É saber preparar o palco para que outros possam atuar com sucesso. É ser coluna, estrutura e não se preocupar com evidência. É ajudar as pessoas a permanecerem firmes na fé, aconselhando, amparando, facilitando, sustentando, promovendo unidade e fortalecimento da comunhão.

Dependencia

Podemos servir a Deus com dons espirituais (I Co 12.7-11)

  • Palavra de sabedoria: ter a direção revelada de Deus
  • Palavra de conhecimento: revelação do oculto (passado, presente, futuro)
  • Fé: para coisas impossíveis
  • Dons de curar
  • Operação de milagres
  • Profecia: pregação bíblica penetrante
  • Discernimento de espíritos: qual espírito está em operação
  • Variedade de línguas
  • Interpretação de línguas

Podemos servir a Deus com dons ministeriais (Ef 4.10-16)

  • Apóstolos (apostello / enviado): Muito embora o termo apóstolo na Bíblia seja empregado para referir-se às testemunhas oculares de Jesus, encontramos esta função nos atuais missionários. Neste concentram-se grande variedade de capacitações naturais e espirituais para a implantação de campos.
  • Profetas (prophetes / proclamador): Sugere aquele que proclama de antemão. É aquele que anuncia a Palavra de Deus com uso da capacidade natural para conhecimento profundo das Escrituras aliado a Palavra de Sabedoria e da Palavra de Conhecimento.
  • Evangelistas (evangelizomai / mensageiro): O centro da pregação do evangelista é o anúncio da salvação única e exclusivamente pela obra de Cristo, incluindo todas as promessas que trazem alegria, consolo, conforto e paz para àqueles que estão atribulados, atormentados e aflitos.
  • Pastores (poimen / pastor de rebanho, boiadeiro): A função do pastor é cuidar do rebanho para Cristo, ensinando-o, disciplinando-o, alimentando-o, por vezes domando e tratando de suas necessidades.
  • Doutores (didaskalos / professor, instrutor, tutor): Todos aqueles que se dedicam com regularidade à transmissão sistemática de conhecimento ou perícias técnicas. Aquele que ensina outros a exercerem suas profissões ou funções.

O serviço a Deus com dons ministeriais segue os critérios de:

  • I Tm 3.10: ser experimentado e se for considerado irrepreensível poderá servir.
  • I Tm 5.22: não consagrar ninguém ao ministério de forma precipitada, sem prova, sem período experimental, sem um bom caráter e sem provas claras de fidelidade.

Recompensa

CONCLUSÃO

Fiel sobre pouco (25.21)

Vale a pena ser bom, ser fiel e servir a Deus neste mundo. Por maior que seja o preço a ser pago, por mais renunciemos nossa vontade, tudo isso é pouco comparado com o que haveremos de receber das mãos do Senhor.

O texto nos diz que tudo isso é pouco (25.21). Pela transitoriedade desta vida, recursos e bens é que Jesus considera toda riqueza do mundo como pouco.

Podemos conquistar o mundo inteiro e nada disso vai impressionar a Jesus. Ele vai querer é saber como nós aplicamos seus recursos em nossas mãos.

Os recursos deste mundo se resumem em uma única finalidade; provar que fomos bons administradores dos recursos do Reino de Deus, promovendo conversão de almas, cura espiritual, salvação, transformação, propagação das Boas Novas do Reino de Deus e adoração ao nosso Senhor!

Estes recursos vão queimar como palha (I Co 3.13-15). Somente vai restar o que foi semeado para a vida eterna. O dinheiro vai ficar, as propriedades vão ficar, os bens materiais vão ficar.

Aqueles que forem fiéis no pouco serão colocados sobre as riquezas eternas de Deus para administrá-las. O que então receberemos?

As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.
I Coríntios 2.9

Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé.
Hebreus 12.1-2

Pr.Luís Kendji Gemir Yasumura

O Que Importa e O Que Não Importa na Vida

O QUE IMPORTA E O QUE NÃO IMPORTA NA VIDA

Aliviando a Alma Para Ter Qualidade de Vida em Cristo

O Que Importa Materia Banner…deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta (Hebreus 12.1)

O Que Importa e o Que Não Importa na Vida? Parece uma pergunta displicente e simplória, mas por trás desta abriga-se um turbilhão de emoções, ações e escolhas, exercendo influência direta sobre nossa qualidade de vida.

A Ponta do Iceberg: Muitas pessoas possuem dificuldades com críticas. Quando confrontadas, se não houver alternativa, aceitam. Contudo consideram mais como um problema de compreensão e aceitação dos outros do que algo que devam aplicar a si mesmos (os outros é que estão com problema / transferência de culpa).

A crítica trata não somente do que fazemos, mas também do que somos e que não intensionamos mudar, causando por isso uma grande dor.

Nossa odisséia inicia-se antes do estágio operatório formal (período no qual a criança começa a raciocinar lógica e sistematicamente). Conquistamos a capacidade de abstração e atravessamos a adolescencia buscando o equilíbrio entre o pensamento e a realidade.

Demoramos tanto tempo procurando a acomodação emocional que quando a atingimos em certa medida não queremos mais mexer para não piorar. Por sua complexidade optamos consciente e inconscientemente por não tocar em hipótese nenhuma no que somos; somente em último caso.

como-lidar-com-pessoas-criticas-demais

Mas o fato é que sentimos dor quando NOSSO SER (nosso jeito, os nossos hábitos, gostos, desejos, atitudes) é questionado. A primeira reação é a rejeição.

A crítica machuca, mas o NOSSO JEITO DE SER machuca aqueles que se relacionam conosco também. Quanto mais perto, mais expostos estamos, e o pior; normalmente nos recusamos a admitir. Mas como Deus nos ama, ele nos confronta para sermos transformados à imagem de Jesus Cristo. Ele tem algo melhor para nós. O problema é que não queremos mudanças, somente alguns acessórios morais para customizar nossa imagem religiosa.

Porém, Ele tem um plano para nós, e este plano inclui grandes mudanças. Para isso o Espírito Santo passa a habitar em nós; para mover as pedras, mudar os fixos, redirecionar os fluxos, e reorganizar nossa filosofia de vida.

A nossa filosofia de vida, por sinal, é construída sobre um conjunto de valores morais e emocionais internalizados desde a tenra infância (bom-ruim / certo-errado / mais importante-menos importante-desnecessario / agradável-desagradável / egoísmo-atruísmo / outros).

Em um piso mais profundo encontramos a origem; a exposição a inexorável influência do pecado que direciona a formação deste conjunto de valores.

Paulo compreendeu isso e encontrou respostas práticas para estes questionamentos que quebrou as cadeias dos sofismas que o prendia.

Um dos objetivos principais da carta é o combate ao legalismo (doutrina que busca justificação de Deus por meio do cumprimento das Leis Bíblicas).

Obedecer a Lei não é errado; pelo contrário é certo. Errado é pensar que somos bons e justos e que não precisamos da justiça de Jesus (ou que esta é apenas um complemento).

Paulo ensina aos flipenses algo que bem compreendia; ele mesmo era um legalista e se arrependeu amargamente disto, e provou uma completa transformação de mente.

A confiança na carne, a convicção de que seus atos eram corretos estava fundamentada em um conjunto de valores distorcidos que Jesus transformou radicalmente. Paulo entendeu então O Que Importa e o Que Não Importa na Vida!

humildade_preto_e_branco2

A conversão é marcada por uma clara mudança de valores

Analisemos o que é importante e o que não é na vida , pela perspectiva de Deus, no universo mental de Saulo de Tarso

A)-O QUE NÃO IMPORTA NA VIDA

Saulo valorizava sua raça (linhagem de Israel / 3.5)

Saulo valorizava sua linhagem israelita, considerava-se uma raça escolhida. Esta visão o tornava intolerante; considerava-se superior aos gentios e no direito de perseguir com violência os cristãos. Ele valorizava as tradições de seu povo, a sua história, a sua cultura ao ponto de considerá-la superior às pessoas (pois perseguia e maltratava pela não observância das tradições).

Saulo valorizava o seu nome (da Tribo de Benjamim / 3.5)

Quando valorizamos o nosso nome não aceitamos a possibilidade de falhas, não suportamos a rejeição. O seu nome é o cartão de visita; um diferencial para melhor aceitação e inclusão (necessidade de relacionamento e impacto). Todos o conheciam; aquele é Saulo!

Por outro lado, torna-se exigente consigo mesmo e sofre quando os padrões requeridos não são alcançados. A impossibilidade de atender as expectativas produz a ansiedade e medo da rejeição.Um nome não se constrói em poucos meses; são necessarios anos de trabalho árduo, relevante, e reconhecimento por parte de certo número de pessoas. Saulo havia constuido um nome que inspirava respeito e temor.

Saulo valorizava sua posição social (fariseu / 3.5)

Algumas pessoas nascem em berço de ouro, mas a grande maioria galga posições mais altas através do esforço ou por meios ilícitos. Aquele que valoriza a posição social não suporta a possibilidade da não aceitação, da perda, da exclusão e da rejeição. Quem supervaloriza a posição social passa sobre pessoas, direitos e emoções.

Saulo não era zelote, nem essênio, nem saduceu; ele era melhor. Fazia parte da elite teológica sacerdotal. Era membro da classe mais respeitada. O grupo que tinha respostas coerentes para todo o povo. O ser farizeu o colocava em uma posição de destaque e ele se orgulhava disso. Ser fariseu significava que tinha superado um rigoroso processo seletivo, pois nem todos poderiam ser incluidos nesta classe. Ele estudou com o grande mestre Gamaliel.

Dominante

Saulo era orgulhoso de si (irrepreensível / 3.6)

Aos seus olhos, ele era irrepreensível; os zelotes, essênios, saduceus, gentios, cristãos, todos estavam errados. Ele fazia parte de um grupo melhor, que buscava a perfeição; os verdadeiros representantes de Deus.

Quando somos orgulhosos não suportamos a ideia da fraqueza, da humilhação, da dependência.O orgulho também é o pano de fundo da hipersensibilidade e do radicalismo.

Paulo, mesmo após sua conversão e certo amadurecimento na fé tem seus valores provados na questão que envolveu Barnabé e João Marcos. Hipersensível, não suportou a discordância de Marcos em relação as diretrizes da viagem missionária e rejeitou radicalmente um novo envolvimento ministerial.

B)-A METANÓIA (mudança de mente)

Deus lhe ensinou que tudo deste mundo é nada (considero tudo perda / 3.8); naquele quarto, após cair do cavalo, Saulo começou a meditar em sua vida de enganos, nas suas escolhas erradas e teve que reavaliar seus valores. O Senhor começou a falar com ele!

Reflexao

Sua raça não é importante Saulo

Quando você estava cego e jogado em um quarto, foi um humilde discípulo usado por Deus que lhe restituiu a visão. Na sua trajetória ministerial foram os gentios que lhe deram suporte financeiro. Timóteo, seu companheiro e filho na fé era um judeu mestiço. As pessoas que mais valorizaram as tuas palavras foram os não judeus.

Diante de Deus não há judeu, grego, brasileiro, filipino, japonês, nortista, sulista, branco, negro, pois Cristo é tudo em todos! O Egito foi um grande império hoje só sobraram umas pilhas de pedras grandes e camelos. Roma dominou toda a Europa e subjulgou milhares; hoje a melhor lembrança é a Torre de Pizza e o Coliseu.

Os tempos de glória desvanecem como a neblina. Sua raça, seu país, não te faz melhor que ninguém. Todos são aceitos, incluídos, reconhecidos e perdoados mediante a fé em Cristo. As diferenças raciais ficarão neste mundo que será destruído. Não vale a pena lutar por isso Saulo!

Sua fama não é importante Saulo

Quando Saulo tornou-se Paulo ele perdeu a aprovação de seus amigos. Ao tornar-se diferente passou a ser rejeitado.

Não adianta tentar fazer de tudo para agradar as pessoas, não adianta buscar em tudo a aprovação. Não adianta ser perfeccionista e radicalmente exigente, polir a aparência, sacrificar a qualidade de vida para mostrar o que não tem.

Não vale a pena querer ser famoso, estar em evidência, aparecer fazendo grandes coisas, buscar os aplausos e reconhecimento. Um dia a multidão se cansa das estrelas (mas o humilde sempre acha graça diante dos olhos de Deus e dos homens).

Como diz um provérbio japonês: prego que desponta é martelado. Da mesma maneira que somos celebrados, quando nos tornamos diferentes da maioria o diabo não exita em usar as pessoas para nos martelar.

Ser reconhecido e celebrado não é importante. Quando morrermos seremos apagados da memória das pessoas. Não vale a pena dedicar-se a isso Saulo!

Sua posição não é importante Saulo

Quando Saulo aceitou a Cristo ele perdeu sua posição no sinédrio. Já não era mais convocado para as assembleias, já não participava das decisões, perdeu o prestígio político-religioso, foi exonerado do poder.

Posições de governo são como uma vaga de estacionamento de supermercado; cada hora tem um carro diferente. Vagas exclusivas são apenas para os donos do mercado.

Não adianta tentar manter tudo e todos sobre seu próprio controle. Não vale a pena manipular, atacar os outros para se defender, justificar-se em tudo. Não vale a pena empurrar os outros para fora, obstruir o crescimento de quem tem mais habilidades que você, usar tudo e todos como trampolim para alcançar uma posição confortável, competir.

Ter posição não é importante, pois quando não formos mais úteis seremos destituídos desta sem o menor peso de consciência; é a ordem natural das coisas! Por isso Saulo, desça do pedestal!

Seu orgulho pode te destruir Saulo

Saulo, Saulo, dura coisa é recalcitrar contra os aguilhões (At 9.5). Você não é melhor que os cristãos que você tem perseguido e executado. O orgulho pode ser positivo (no sentido de boa autoestima), mas quando exacerbado produz:

  • A soberba (ser pretensioso, achar-se melhor);
  • A arrogância (falta de humildade);
  • A hipersensibilidade (tudo ofende);
  • A xenofobia (aversão a outras raças);
  • O racismo (superioridade racial);
  • O corporativismo (excluir a colaboração, não aceitar opinião e manter a diferença de classes);
  • O elitismo (poder nas mãos de poucas pessoas consideradas especiais).
  • O radicalismo (tendência ao extremismo, com falta de equilíbrio)

Não vale a pena ser orgulhoso, não vale a pena achar-se melhor, não compensa se ofender com tudo e guardar rancor de pequenas e nem de grandes coisas, não vale a pena ficar ressuscitando o passado. É pesado demais fazer tudo sozinho e não aceitar opiniões. Se quiser falar, desabafar, me criticar, não tem problema. Não vale a pena nos aborrecermos com nada ou nos sentirmos com o orgulho ferido. Eu tenho erros e preciso mudar.

É triste colocar-se sobre os outros e lhes pisar o sentimento. Você também vai precisar dos outros e muitos não vão te querer por perto Saulo! Mas eu vou ter misericórdia de ti e vou colocar Ananias e Barnabé no teu caminho!

O Espírito Santo mudou a mente de Paulo!

C)-O QUE IMPORTA NA VIDA

Ser uma raça eleita (I Pe 2.9)

Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

Em Cristo não há barreiras, fronteiras. Ele é tudo em todos. Os representantes de todas as nações virão diante do Senhor e lhe prestarão honras diante do Seu altar. O importante é que eu fui escolhido, chamado das trevas para a luz, comprado pelo sangue de Cristo, santificado, e enviado para proclamar a Sua grande bondade!

Ter o nome no Livro da Vida (Ap 21.27)

E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.

Buscamos ter uma boa reputação neste mundo pelo fato de carregarmos o nome de Jesus, mas a fama não servirá para nada. O que importa não é ser conhecido por muitas pessoas, celebrado, estar em destaque. Nada disso servirá na eternidade.

Todo esforço para se obter destaque e a fama conquistada ficará aqui. De nada valerá!A única coisa que importa é se meu nome está escrito no Livro da Vida e se Deus me conhece. Ele te conhece na vida privada (sozinho na multidão, em casa, na sua oração particular). São nestes momentos que Ele te encontra! Ele vai te conhecer e registrar o teu nome no Livro da Vida!

obstaculo2

Ser um servo bom e fiel (Mt 25.21)

Bem está servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.

De que vale ganhar o mundo inteiro e perder a alma? Qual o valor das muitas riquezas com ansiedade (viver estrangulados e puxados em todas as direções)?

Qual o valor dos carros, das casas luxuosas, dos investimentos financeiros, da sua poupança, das roupas de marca, da boa aparência, das diversões, dos prazeres, se não usamos tudo isso como base para uma vida melhor e para servirmos a Deus?

Todas as coisas deste mundo ficarão aqui e para nada valerão senão para atestar que você foi fiel na utilização destas coisas provisórias. E se são provisórias, por que comprometermos a maioria do nosso tempo com nada?

O que importa não é nossa posição, o status, mas sim sermos reconhecidos neste mundo e no porvir como servos de Deus!

Ser manso e humilde de coração (Mt 5.2 / Mt 11.29)

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.

De que vale pensar de mim mais do que realmente sou? Eu não consigo acrescentar um passo no tempo da minha vida. O orgulho e todo comportamento periférico precede a queda! Mas os humildes acham graça diante de Deus.

Então o que importa é desenvolvermos a mansidão, a humildade, o fino trato, a simplicidade, descer do pedestal, andar em união e perdão com nossos irmãos, ajudar a quem precisa, não trair a confiança, não pisar no próximo.

Não pensar ser melhor que ninguém, tratar as pessoas de modo igual, respeitar naturalmente aqueles a quem Deus conferiu honra. Não se abalar com o que os outros dizem, mas estar sempre disposto agir com bondade, imparcialidade e generosidade de coração!

Isto é o que importa na vida!

ajudando2

CONCLUSÃO

Senhor; leva-nos a avaliar nosso estilo de vida para saibamos o que não é importante e o que é realmente importante.

Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta. Hebreus 12.1

Senhor, ajuda-nos a correr a carreira que o Senhor projetou para nós com paciência. Ajuda-nos a deixar para trás todo embaraço e nos concentrarmos naquilo que realmente é importante e que vai ser útil para a vida eterna!

Pr.Luís Kendji G.Yasumura

Geografia Bíblica

Geografia Bíblica

Seminário Presbiteriano Renovado no Japão

Gostaria de lhes comunicar que no próximo dia 11 de junho iniciaremos uma nova matéria (Geografia Bíblica) com o Pr.Ivailton Soares. Como o curso é no sistema EAD modular, todos aqueles que desejarem se matricular, o poderão fazer em qualquer momento do percurso. Por isso convidamos a todos os que estiverem interessados.

O curso tem oferecido um excelente conteúdo como horário flexivel de estudos, facilitando a participação de todos, principalmente àqueles que simultaneamente a vida acadêmica, trabalham.

Aguardamos vossa participação.

Abraço missionário. Cordialmente em Cristo!

Pr.Kendji

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento,
guardará osvossoscorações e osvossos sentimentos em Cristo Jesus.
Filipenses 4.7