O QUE IMPORTA E O QUE NÃO IMPORTA NA VIDA

Aliviando a Alma Para Ter Qualidade de Vida em Cristo

O Que Importa Materia Banner…deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta (Hebreus 12.1)

O Que Importa e o Que Não Importa na Vida? Parece uma pergunta displicente e simplória, mas por trás desta abriga-se um turbilhão de emoções, ações e escolhas, exercendo influência direta sobre nossa qualidade de vida.

Um dos objetivos principais da carta é o combate ao legalismo (doutrina que busca justificação de Deus por meio do cumprimento das Leis Bíblicas).

Obedecer a Lei não é errado; pelo contrário é certo. Errado é pensar que somos justificados por causa das boas obras e não por meio da justiça que é imputada por meio do sacrifício substitutivo de Jesus.

Paulo ensina aos filipenses algo que bem compreendia; ele mesmo era um legalista, mas provou uma completa transformação de mente.

A confiança na carne, a convicção de que seus atos eram corretos, estava fundamentada em um conjunto de valores distorcidos que Jesus transformou radicalmente. Paulo entendeu então O Que Importa e o Que Não Importa na Vida!

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A conversão é marcada por uma clara mudança de valores

Analisemos o que é importante e o que não é na vida , pela perspectiva de Deus, no universo mental de Saulo de Tarso

A)-O QUE NÃO IMPORTA NA VIDA

Saulo valorizava sua raça (linhagem de Israel / Filipenses 3.5)

Saulo valorizava sua linhagem israelita, considerava-se uma raça escolhida. Esta visão o tornava intolerante; considerava-se superior aos gentios e no direito de perseguir com violência os cristãos. Ele valorizava as tradições de seu povo, a sua história, a sua cultura ao ponto de considerar-se superior às pessoas (pois perseguia e maltratava pela não observância das tradições).

Saulo valorizava o seu nome (da Tribo de Benjamim / Filipenses 3.5)

Quando valorizamos o nosso nome não aceitamos a possibilidade de falhas, não suportamos a rejeição. O nome é o cartão de visita; um diferencial para melhor aceitação e inclusão. Todos o conheciam; aquele é Saulo!

Por outro lado, tornou-se exigente consigo mesmo e sofreu quando os padrões requeridos a si não foram alcançados. A impossibilidade de atender expectativas produz a ansiedade e o medo da rejeição.Um nome não se constrói em poucos meses; são necessários anos de trabalho árduo, relevante, e reconhecimento por parte de certo número de pessoas. Saulo havia construído um nome que inspirava respeito e temor.

Saulo valorizava sua posição social (fariseu / Filipenses 3.5)

Algumas pessoas nascem em berço de ouro, mas a grande maioria galga posições mais altas através do esforço ou por meios ilícitos. Aquele que valoriza a posição social não suporta a possibilidade da não aceitação, da perda, da exclusão e da rejeição. Quem supervaloriza a posição social passa sobre pessoas, direitos e emoções.

Saulo não era zelote, nem essênio, nem saduceu; ele era melhor. Fazia parte da elite teológica sacerdotal. Era membro da classe mais respeitada. O grupo que tinha respostas coerentes para todo o povo. O ser fariseu o colocava em uma posição de destaque e ele se orgulhava disso. Ser fariseu significava que ele tinha superado um rigoroso processo seletivo, pois nem todos poderiam ser incluídos neste grupo seleto. Ele estudou com o grande mestre Gamaliel.

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Saulo era orgulhoso de si (irrepreensível / Filipenses 3.6)

Aos seus olhos, ele era irrepreensível; os zelotes, essênios, saduceus, gentios, cristãos, todos estavam errados. Ele fazia parte de um grupo melhor, que buscava a perfeição; os verdadeiros representantes de Deus.

Quando somos orgulhosos não suportamos a ideia da fraqueza, da humilhação, da dependência. O orgulho também é o pano de fundo da hipersensibilidade e do radicalismo.

Paulo, mesmo após sua conversão e certo amadurecimento na fé, tem seus valores provados na questão que envolveu Barnabé e João Marcos. Hipersensível, não suportou a discordância de Marcos em relação as diretrizes da viagem missionária e rejeitou radicalmente (naquele momento) um novo envolvimento deste em suas incursões missionárias.

B)-A METANÓIA (mudança de mente)

Deus lhe ensinou que tudo deste mundo é nada (considero tudo perda / Filipenses 3.8); naquele quarto, após cair do cavalo, Saulo começou a meditar em sua vida de enganos, nas escolhas erradas e teve que reavaliar seus valores. O Senhor começou a falar com ele!

Reflexao

Sua raça não é importante Saulo

Quando você estava cego e jogado em um quarto, foi um humilde discípulo usado por Deus que lhe restituiu a visão. Na sua trajetória ministerial foram os gentios que lhe deram suporte financeiro. Timóteo, seu companheiro e filho na fé era um judeu mestiço. As pessoas que mais valorizaram as tuas palavras foram os não judeus.

Diante de Deus não há judeu, grego, brasileiro, filipino, japonês, nortista, sulista, branco, negro, pois Cristo é tudo em todos! O Egito foi um grande império hoje só sobraram umas pilhas de pedras grandes e camelos. Roma dominou toda a Europa e subjulgou milhares; hoje a melhor lembrança é a Torre de Pizza e o Coliseu.

Os tempos de glória desvanecem como a neblina. Sua raça, seu país, não te faz melhor que ninguém. Todos são aceitos, incluídos, reconhecidos e perdoados mediante a fé em Cristo. As diferenças raciais ficarão neste mundo que será destruído. Não vale a pena lutar por isso Saulo!

Sua fama não é importante Saulo

Quando Saulo tornou-se Paulo ele perdeu a aprovação de seus amigos. Ao tornar-se diferente passou a ser rejeitado.

Não adianta tentar fazer de tudo para agradar as pessoas, não adianta buscar em tudo a aprovação. Não adianta ser perfeccionista e radicalmente exigente, polir a aparência, sacrificar a qualidade de vida para mostrar o que não tem.

Não vale a pena querer ser famoso, estar em evidência, aparecer fazendo grandes coisas, buscar os aplausos e reconhecimento. Um dia a multidão se cansa das estrelas (mas o humilde sempre acha graça diante dos olhos de Deus e dos homens).

Como diz um provérbio japonês: prego que desponta é martelado. Da mesma maneira que somos celebrados, quando nos tornamos diferentes da maioria o diabo não exita em usar as pessoas para nos martelar.

Ser reconhecido e celebrado não é importante. Quando morrermos seremos apagados da memória das pessoas. Não vale a pena dedicar-se a isso Saulo!

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Sua posição não é importante Saulo

Quando Saulo aceitou a Cristo ele perdeu sua posição no sinédrio. Já não era mais convocado para as assembleias, já não participava das decisões, perdeu o prestígio político-religioso, foi exonerado do poder.

Posições de governo são como uma vaga de estacionamento de supermercado; cada hora tem um carro diferente. Vagas exclusivas são apenas para os donos do mercado. Até para os poderosos deste mundo há um limite. Assim como no jogo de tabuleiro Banco Imobiliário, um dia o jogo vai acabar e tudo retornará para a caixa.

Não adianta tentar manter tudo e todos sobre seu próprio controle. Não vale a pena manipular, atacar os outros para se defender, justificar-se em tudo. Não vale a pena empurrar os outros para fora, obstruir o crescimento de quem tem mais habilidades que você, usar tudo e todos como trampolim para alcançar uma posição confortável, competir.

Ter posição não é importante, pois quando não formos mais úteis seremos destituídos desta sem o menor peso de consciência; é a ordem natural das coisas! Por isso Saulo, desça do pedestal!

Seu orgulho pode te destruir Saulo

Saulo, Saulo, dura coisa é recalcitrar contra os aguilhões (At 9.5). Você não é melhor que os cristãos que você tem perseguido e executado. O orgulho pode ser positivo (no sentido de boa autoestima), mas quando exacerbado produz:

  • A soberba (ser pretensioso, achar-se melhor);
  • A arrogância (falta de humildade);
  • A hipersensibilidade (tudo ofende);
  • A xenofobia (aversão a outras raças);
  • O racismo (superioridade racial);
  • O elitismo (poder nas mãos de poucas pessoas consideradas especiais).
  • O radicalismo (tendência ao extremismo, com falta de equilíbrio)

Não vale a pena ser orgulhoso, não vale a pena achar-se melhor, não compensa se ofender com tudo e guardar rancor de pequenas e nem de grandes coisas, não vale a pena ficar ressuscitando o passado. É pesado demais fazer tudo sozinho e não aceitar opiniões. Se quiser falar, desabafar, me criticar, não tem problema. Não vale a pena nos aborrecermos com nada ou nos sentirmos com o orgulho ferido. Eu tenho erros e preciso mudar.

É triste colocar-se sobre os outros e lhes pisar o sentimento. Você também vai precisar dos outros e muitos não vão te querer por perto Saulo! Mas eu vou ter misericórdia de ti e vou colocar Ananias e Barnabé no teu caminho!

O Espírito Santo mudou a mente de Paulo!

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C)-O QUE IMPORTA NA VIDA

Ser uma raça eleita (I Pedro 2.9)

Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

Em Cristo não há barreiras, fronteiras. Ele é tudo em todos. Os representantes de todas as nações virão diante do Senhor e lhe prestarão honras diante do Seu altar. O importante é que eu fui escolhido, chamado das trevas para a luz, comprado pelo sangue de Cristo, santificado, e enviado para proclamar a Sua grande bondade!

Ter o nome no Livro da Vida (Apocalipse 21.27)

E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.

Buscamos ter uma boa reputação neste mundo pelo fato de carregarmos o nome de Jesus, mas a fama não servirá para nada. O que importa não é ser conhecido por muitas pessoas, celebrado, estar em destaque. Nada disso servirá na eternidade.

Todo esforço para se obter destaque e a fama conquistada ficará aqui. De nada valerá! A única coisa que importa é se meu nome está escrito no Livro da Vida e se Deus me conhece. Ele te conhece na vida privada (sozinho na multidão, em casa, na sua oração particular). São nestes momentos que Ele te encontra! Ele vai te conhecer e registrar o teu nome no Livro da Vida!

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Ser um servo bom e fiel (Mateus 25.21)

Bem está servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.

De que vale ganhar o mundo inteiro e perder a alma? Qual o valor das muitas riquezas com ansiedade (viver estrangulados e puxados em todas as direções)?

Qual o valor dos carros, das casas luxuosas, dos investimentos financeiros, da sua poupança, das roupas de marca, da boa aparência, das diversões, dos prazeres, se não usamos tudo isso como base para uma vida melhor e para servirmos a Deus?

Todas as coisas deste mundo ficarão aqui e para nada valerão senão para atestar que você foi fiel na utilização destas coisas provisórias. E se são provisórias, por que comprometermos a maioria do nosso tempo com nada?

O que importa não é nossa posição, o status, mas sim sermos reconhecidos neste mundo e no porvir como servos de Deus!

Ser manso e humilde de coração (Mateus 5.2 e 11.29)

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.

De que vale pensar de mim mais do que realmente sou? Eu não consigo acrescentar um passo no tempo da minha vida. O orgulho e todo comportamento periférico precede a queda! Mas os humildes acham graça diante de Deus.

Então o que importa é desenvolvermos a mansidão, a humildade, o fino trato, a simplicidade, descer do pedestal, andar em união e perdão com nossos irmãos, ajudar a quem precisa, não trair a confiança, não pisar no próximo.

Não pensar ser melhor que ninguém, tratar as pessoas de modo igual, respeitar naturalmente aqueles a quem Deus conferiu honra. Não se abalar com o que os outros dizem, mas estar sempre disposto agir com bondade, imparcialidade e generosidade de coração!

Isto é o que importa na vida!

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CONCLUSÃO

Senhor; leva-nos a avaliar nosso estilo de vida para saibamos o que não é importante e o que é realmente importante.

Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta. Hebreus 12.1

Senhor, ajuda-nos a correr a carreira que o Senhor projetou para nós com paciência. Ajuda-nos a deixar para trás todo embaraço e nos concentrarmos naquilo que realmente é importante e que vai ser útil para a vida eterna!

Pr.Kendji Yasumura

AMOR E RECIPROCIDADE

Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o primeiro mandamento. O segundo, semelhante a esse é: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mateus 22.37 à 39

Todas as multifaces do amor são excelentes e são a marca das pessoas de bem. É a marca dos seguidores de Jesus, que nasceram de novo e que estão dedicando esforço no processo de construção da imagem de Cristo em si mesmos.

Porém, Jesus no texto de Mateus nos ensina uma verdade sutil e que por vezes é incompreendida. Pensamos que amar o próximo como a nós mesmos é apenas uma questão de medida. Querer para o outro o bem que eu quero para mim.

Mais que uma medida justa, o texto fala sobre RECIPROCIDADE. O Senhor ensina a reciprocidade em todas as áreas da vida. A Lei de Moisés era fundamentada na reciprocidade.

Casamento é para ser construído em reciprocidade: No processo de seleção de uma pessoa para construção da conjugalidade, o texto de Gênesis 2.18 recomenda que seja …uma companheira que lhe corresponda. Não apenas que seja compatível em termos de afinidades e propósitos de vida, mas que contribua de forma igualitária para manutenção da relação.

II Corintios 6.14 ensina que jugo desigual não significa simplesmente se casar com uma pessoa descrente. Significa prioritariamente não construir uma aliança com uma pessoa que não vai ter os mesmos princípios morais que nós temos para tomada de decisões. Aplicamos este texto somente ao casamento, mas é para todos relacionamentos humanos.

Reciprocidade é uma questão de empatia (saber nos colocar no lugar do próximo) e, aplicar o amor bíblico em um relacionamento onde não há reciprocidade pode ser perigoso.

POR EXEMPLO:

Manter um relacionamento com uma pessoa violenta porque a Bíblia diz que precisamos suportar todas as coisas, pode nos expor ao perigo.

Manter um relacionamento profissional com uma pessoa que não tem a honestidade como principio de ação porque a Bíblia diz que não devemos buscar os próprios interesses, que temos que ter paciência e que temos que sofrer o dano; isso pode nos levar a falência econômica.

Manter um relacionamento afetivo com uma pessoa que maltrata (física ou emocionalmente), que rebaixa sua autoestima, que ofende, que oferece um amor intermitente (as vezes te trata bem, de repente de trata mal), que trai a sua confiança, porque a Bíblia diz que devemos perdoar 70 vezes 7, porque o amor perdoa todas as coisas, porque o amor espera pacientemente o outro mudar; isso pode destruir nossa saúde física, mental, nossa autoestima, nossa vida profissional, etc.

Manter uma amizade com uma pessoa que nos quer por perto para nos explorar, para extrair tudo o que podemos dar (tempo, recursos, habilidades, influência, etc) sem nos oferecer uma reciprocidade somente porque a Bíblia diz que temos que amar até os inimigos, dar a quem nos pede e deixarmos levar até a nossa capa; isso pode nos desgastar ao ponto de prejudicar nossa saúde e finanças.

QUAL É A SOLUÇÃO PARA ISSO ENTÃO?

Compreender que os princípios bíblicos de amor existem para serem aplicados em relacionamentos normais, onde há reciprocidade.

Aplicar o amor bíblico em relacionamentos anormais, disfuncionais, tóxicos, trazem muito dano, e este não é o propósito de Deus para nós. O Senhor também oferece modelos de tratamento diferenciados a depender do tipo de pessoa com quem Ele está tratando e nos orienta a utilizar o mesmo critério.

Com o puro te mostras puro; com o perverso te mostras indomável. Salmo 18.26

Não responda ao insensato com igual insensatez, do contrário você se igualará a ele. Responda ao insensato como a sua insensatez merece, do contrário ele pensará que é mesmo um sábio. Provérbios 26.4 e 5

Não adianta tentarmos modificar as pessoas para que elas se enquadrem no perfil de um relacionamento funcional e saudável. Tentar mudar as pessoas sem elas desejarem mudanças, nos trará muita frustração pois, por via de regra, nem Deus muda quem não deseja mudar. A Bíblia chama isso de obstinação ou dureza de coração.

Povo rebelde e obstinado de coração e de ouvidos! Vocês são iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo. Atos 7.51

Mas o meu povo não quis me ouvir, Israel não quis me obedecer. Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos. Salmo 81.11 e 12

Por vezes ainda, existem aqueles que não mudam não apenas por uma obstinação consciente e deliberada, mas sim porque não vêem os próprios erros e não enxergam uma necessidade de mudança.

Quem pode perceber os próprios erros? Purifica me dos que ainda me são claros para mim. Salmo 19.12

Como lidar então com relacionamentos que carecem de reciprocidade?

Primeira ação: cuidando de nós mesmos (amar o próximo como a si / a base é o amor a si mesmo). A característica principal do adulto é o desenvolvimento (des / envolver / sair dos braços dos cuidadores e cuidar sozinho de si mesmo).

Cuidarmos da nossa saúde física, da nossa higiene, do nosso trabalho, das nossas contas, das nossas responsabilidades familiares e sociais.

Se não cuidarmos da nossa saúde mental, ninguém cuidará para nós. Se nós não estabelecermos limites para não sermos prejudicados, ninguém fará isso por nós. Se nós não cuidarmos da nossa autoestima ninguém nos dará valor. Cuide de você!

Segunda ação: deixe as pessoas cuidarem delas mesmas. Nosso propósito de vida não é fazer as pessoas felizes, mas apenas agregar felicidade à felicidade que elas já construíram.

Cada um é responsável pelo o que semeia. Aqueles que semeiam a bondade, a fé, a esperança e o amor certamente, em algum momento, colherão paz e felicidade interior (além do entendimento).

Não se deixem enganar, de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear isso também colherá. Gálatas 6.7

Nosso propósito de vida não é decidir para as pessoas o caminho que elas devem seguir. Todos precisam experimentar o resultado prático do direito de escolha. Primeiramente a perda: porque toda escolha envolve um ganho e uma perda. Segundo as alegrias e tristezas: porque nem sempre seremos 100 por cento exitosos. Podemos sim ajuda-las com oração e avaliações cuidadosas para auxiliar no êxito das decisões, mas não podemos assumir as responsabilidades que lhes compete.

Segue os caminhos que o teu coração indicar e todos os desejos dos teus olhos. Saibas contudo que tudo o quanto fizeres passará pelo julgamento de Deus. Eclesiastes 11.9

Sem direção a nação cai, mas na multidão dos conselhos há sabedoria. Provérbios 11.14

Nosso propósito de vida não é mudar as pessoas. Ninguém muda ninguém e passar-se-ão os anos e provavelmente não veremos nenhum progresso nos outros. Pelo contrário: nos encontraremos desgastados.

Nosso propósito de vida não é continuar a proteger as pessoas adultas como se elas fossem eternas crianças, incapazes de lidar com suas próprias responsabilidades. Não podemos fazer o trabalho de Deus. Melhor: não vamos inventar de fazer o que nem Deus faz pelas pessoas. Cada um precisa invocar o Senhor individualmente para ser salvo.

Você mulher, como sabe se salvará o teu marido? Ou você, marido, como sabe se salvará a tua mulher? I Coríntios 7.16

…todo aquele que confessar o nome do Senhor será salvo. Atos 2.21

Terceira ação: mantenha um perímetro de segurança. A Bíblia diz que o pecado não pode se aproximar de Deus. Se Deus que é Deus tem limites claros e existem coisas que Ele não tolera, porque nós queremos ser melhores que Deus e tentar tolerar de tudo?

Pois todos pecaram e estão destituídos da Glória de Deus. Romanos 3.23

Os vossos pecados fazem separação entre vós e o vosso Deus. Isaías 59.2

A Bíblia diz: que seu sim seja sim e que seu não seja não. O que significa? Apenas o falar a verdade? NÃO! Significa também que haverá momentos que poderemos dizer sim e outros que poderemos dizer não. Isto é; por um perímetro de segurança.

Estabelecer um perímetro de segurança é dizer claramente o que toleramos e o que não vamos tolerar, sem medo. Deixar claro até onde as pessoas podem ir em suas ações para conosco.

Existem aquelas que podem estar mais próximas de nós porque confiamos que não irão intoxicar a nossa vida (apesar de não serem perfeitas).

No espectro dos relacionamentos existe uma gradação: os íntimos, os próximos, os colegas, os conhecidos, colegas de profissão. Porém, para estar emocionalmente próximo de nós as pessoas não podem ser danosas para a nossa qualidade de vida.

Não precisamos cortar relações, como fazem as crianças. Precisamos apenas alocá-las, educadamente, em um ponto de segurança no circulo dos nossos relacionamentos. Compete a nós decidirmos e colocarmos as mesmas na distancia que podem e precisam estar de nós.

Feliz é aquele que não segue o conselho dos ímpios, que não imita a conduta dos pecadores e não se assenta na roda dos escarnecedores. Salmo 1.1

Quarta ação: se houver oportunidade ou desejo de tentar negociar, tratar especificamente sobre os comportamentos disfuncionais que ferem e prejudicam, com diálogo claro e sincero, mas sem rótulos e criticas.

Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com espírito de mansidão. Cuide-se porém, cada um para que também não seja tentado.Gálatas 6.1

É muito difícil haver mudanças no jeito de ser de cada pessoa, incluindo hábitos que são prejudiciais ao próximo. Porém, como servos de Deus também cremos que nada é impossível para Deus.

Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis. Mateus 19.26

Contudo, se mesmo após negociações e promessas de mudanças o comportamento disfuncional não se alterar, se os nossos limites continuarem sendo ultrapassados e ainda sofrermos danos, o passo mais lógico e até mesmo biblicamente aprovado, é a auto preservação. Há um limite para a falta de arrependimento.

Se teu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele e mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir , você ganhou o seu irmão. Mas, se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e, se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano. Mateus 18.15 à 17

Não significa que esta pessoa não será mais salva. Enquanto há vida, há oportunidade de acesso à Graça salvadora. Nós não sabemos quem é joio ou trigo e não temos a capacidade de identificar precisamente quem será salvo ou condenado.

Significa apenas que os limites no contexto do relacionamento conosco foram ultrapassados, que a oportunidade se passou, e o relacionamento não voltará a ser mais o mesmo. Pode (e deve) haver perdão e superação, mas na maioria dos casos não há mais recuperação da oportunidade perdida.

Esforcem-se para viver em paz para com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá ao Senhor. Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos; que não haja nenhum imoral ou profano como Esaú, que por uma única refeição vendeu os direitos de herança como filho mais velho. Como vocês sabem, posteriormente, quando quis herdar a benção, foi rejeitado; e não teve como alterar a decisão, embora buscasse a benção com lágrimas. Hebreus 12.14 à 17

Quinta ação: apresentando a causa diante de Deus. Mais que um problema relacional, é um problema espiritual.

…porque a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Efésios 6.12

Repito: se Deus quiser Ele pode mudar qualquer pessoa que desejar mudanças. Nossa oração pode beneficiar o nosso próximo. Contudo, seja qual for o destino do próximo, precisamos orar para o Senhor mudar em nós o que Ele deseja, mas também para nos proteger de todo assédio psicológico ou físico e prejuízos advindos da ação demoníaca.

Alguém poderia perguntar: Pastor, agir assim não é antibíblico?Não é antibíblico, é uma quebra de paradigma! É comum nos expormos sem necessidade ao dano e a violação da nossa integridade por achar que esta é a vontade de Deus.

Nós como IGREJA precisamos melhorar no que cerne a proteção das pessoas que sofrem maus tratos em nome de um amor que não é bíblico e de longe não é da vontade de Deus.

Até Jesus foi seletivo. Da multidão escolheu 12. Dos 12 foi próximo de 3. Dos 3 havia um que era muito amado, ao ponto de Jesus pedir para ele cuidar da sua mãe terrena. Ele não saiu divulgando o nome das pessoas que ocupavam as mais altas posições em sua escala de afeto e confiança. Ele apenas agia em silêncio.

De igual modo não precisamos divulgar nossas avaliações, mas somos autores da nossa história, tendo o direito e a responsabilidade de construir relacionamentos significativos e sadios no amor de Deus!

ORAÇÃO

Pai, ensina-nos a amar pela perspectiva bíblica, mas dá-nos sabedoria para não aplicar o amor bíblico em situações que possam nos causar dano.

Revela para nós a Sua verdadeira vontade e não nos deixe ser presos por pensamentos que parecem ser bíblicos, mas que na verdade não são.

Guarda-nos da violação da nossa integridade, do nosso bem estar e dos nossos direitos em nome de uma submissão que não bíblica.

Ajuda-nos a construir relacionamentos significativos e sadios fundamentados no Teu amor, para Glória do Teu Nome!

Em nome de Jesus!

Pr.Kendji Yasumura

FELIZ NOVO MUNDO

PARA UM MOMENTO COMO ESTE CHEGASTE A ESTA POSIÇÃO…Não pense que pelo fato de estar no palácio do rei, você será a única entre os judeus que escapará, pois, se você ficar calada nesta hora, socorro e livramento surgirão de outra parte para os judeus, mas você e a  família de seu pai morrerão. Quem sabe se não foi para um momento como este que chegaste à posição de rainha?/ Ester 4.12-14

Ao concluirmos nossa última campanha de oração do ano de 2019 (como fazemos todos os anos), na qual pedíamos ao Senhor que nos guiasse no próximo ano, protegendo, dando livramentos e sabedoria para permanecermos arraigados no Evangelho e testemunhando sobre Cristo, não imaginávamos nem de longe que 2020 seria um marco na história da humanidade.

Passaram-se aproximadamente 18 meses desde então e hoje podemos ver que o mundo provavelmente não será mais como conhecíamos. Ocorreram muitas mudanças na dinâmica da igreja local.Nossa comunidade era construída sob o paradigma de reuniões presenciais com eventos evangelísticos, de edificação bíblica e socialização, mas precisou alterar radicalmente os métodos de abordagem.

Eventos foram cancelados, as reuniões presenciais restringidas, a música silenciada, os relacionamentos distanciados, a adoração comunitária reduzida à individualidade ou virtualidade. Nas poucas reuniões presenciais, há somente o essencial: a oração e uma breve meditação bíblica.

Virtualização do mundo real

Não somente na formatação, mas também sofremos um impacto significativo no novo conceito de igreja que tem sido construído neste momento e como os membros de nossa comunidade passaram a interagir nesta nova realidade. Muitos cultuam somente em casa, no conforto do sofá, no período de tempo que dura uma transmissão. O templo tem sido uma plataforma de vídeos onde os conteúdos e os pregadores podem ser selecionados a critério pessoal. Hoje a informação trafega a uma velocidade jamais vista, mas a propagação das Boas Novas perdeu ritmo de maneira abrupta. Acredito que não seja apenas um fenômeno local, mas sim de nível global.

Apesar de todos os esforços para combater a pandemia e a insistência conservadora em conduzir a sociedade de volta ao estilo de vida pré-Corona, os governos apresentam sinais de que o “novo normal” veio para ficar.

Distanciamento Social

Como foi proclamado pelo Ministro da Recuperação Econômica do Japão, Yasutoshi Nishimura: “…provavelmente não conseguiremos eliminar o novo coronavírus, por isso precisamos aprender a conviver com ele”. A questão é que este novo estilo de vida significa o fim dos paradigmas sociais (modelos de comportamento que regem a sociedade) vigentes até o presente momento. Enquanto a maioria das pessoas está preocupada em sobreviver ao caos das incertezas sanitárias, econômicas e sociais, uma nova realidade está se configurando diante de nossos olhos.

A solicitação do governo japonês é para evitar a combinação de três pontos específicos: lugares fechados, aglomeração de pessoas e proximidade física. Estes três fatores combinados se resumem em uma ação única: o distanciamento social. Períodos de certa normalidade são intercalados com estados de emergência e fechamento de cidades (a depender do país). Contudo, a tônica da distância interpessoal permanece em todo o tempo.

O Novo Normal

O distanciamento social não é algo inofensivo. Pessoas precisam de pessoas. A comunicação vai muito além das simples palavras. É uma combinação de infinitos códigos que são decifrados e saboreados na presença uns dos outros. É uma mistura de sinais, de reações, de odores, de movimentos, de expressões, de sons, entre outros elementos que enriquecem todo o pano de fundo dos relacionamentos. Se a presença física não fosse importante Jesus não teria vindo ao mundo. Os discípulos não iriam querer ver a Deus. Além disso, nada substitui a presença tocante do Espírito Santo. Neste contexto Jesus mesmo disse: quem vê a mim vê o Pai! Ver, tocar, se relacionar com Ele.

Solidão e isolamento geram estresse e distúrbios mentais. Nós precisamos de Deus, mas também precisamos das pessoas. Jesus explicou esta verdade por meio da figura da árvore. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Todos ligados perfeitamente. Paulo disse que o amor é o vínculo da perfeição. O objetivo é a conexão das pessoas umas com as outras em Deus e tendo como base o amor altruísta. Não existe manifestação do amor fora do contexto dos relacionamentos.

Solidão e isolamento geram estresse.

Os relacionamentos interpessoais são o fundamento para construção de todas as culturas. A fé, o amor fraterno, a química da paixão que une duas pessoas, a família, as artes, a comunicação, o lazer, a educação, o tecido social, a política, a economia, o senso patriótico, até a tecnologia. Nada disso se desenvolve ou tem sentido sem os relacionamentos interpessoais presenciais. A única alternativa segura no momento é a transposição do campo presencial para o campo virtual (o qual é preocupantemente controlável e passível de quebra de privacidade). Por maior que sejam os esforços no sentido de nos adaptarmos, as relações sociais não conseguem se desenvolver plenamente somente em ambientes virtuais. Contudo, parece que essa revolução veio para ficar.

Organização Mundial da Saúde diz: talvez COVID 19 nunca nos deixe.

Em março deste ano (2021), houve um contagio em grupo durante um culto de jovens na cidade de Toyota, província de Aichi, onde residimos. Ate o governador da província (Sr.Omura) se manifestou em seu pronunciamento público contra as reuniões religiosas. Chegou até a sugerir o fechamento da igreja em questão, mas foi contido pela inconstitucionalidade da medida. Contudo, fica a questão: até quando a liberdade de associação prevalecerá sobre as novas regras de segurança sanitária? Uma realidade preocupante de quebra das liberdades fundamentais nas sociedades democráticas está se configurando diante dos nossos olhos nesta geração.

Não somente o distanciamento social, mas simultaneamente a crise sanitária (que é a mais visível fonte de mudanças) está acontecendo uma revolução social multidirecional. O fim da moeda física, a Internet das coisas por meio das novas redes 5G, a Quarta Revolução Industrial com o advento da propagação da inteligência artificial em todos os campos, o implante neural, o desemprego generalizado, a dependência de uma renda básica universal e a ascensão da China como a maior potência mundial fundamentada no conceito de Tecnocracia Totalitarista (crédito social, vigilância sanitária, passaporte de saúde, rastreamento perfeito, domínio da tecnologia mundial, fim da privacidade).

Este é o cenário que se instalou no mundo em 18 meses apenas! Este é o cenário da nossa missão! Adaptar-nos-emos incondicionalmente a estas mudanças ou ofereceremos resistência? Quais inovações nós adotaremos e quais ações nós conservaremos? Quais as consequências destes posicionamentos em longo prazo na dinâmica espiritual da Igreja? Estar na posição de liderança da Igreja neste tempo é desafiador e pessoalmente sinto um perigo e um temor imenso por conta da gigantesca responsabilidade. Meu objetivo não é apresentar soluções simplistas, mas sim agitar os pensamentos e despertar reflexões que possam equipar a Igreja com as estratégias específicas para cada contexto, por meio dos líderes que Deus mesmo levantou para pastorear o Seu rebanho em tão espantoso tempo.

Os apóstolos tiveram seus desafios, os pais da igreja, os reformadores e os avivalistas também tiveram. O cenário acima é nosso desafio! Foi para um tempo como este que Deus nos chamou. Que o Senhor nos conceda fé, sabedoria, misericórdia, graça e unção para percorrermos os caminhos sinuosos desta jornada, colocando em prática acima de tudo a Sua Vontade.

Que o Senhor nos abençoe!

Pr.Kendji Yasumura

Mensagem de Domingo

Podcast com resumo da mensagem do dia 07 de junho de 2020. Tenham uma boa semana, que o Senhor vos abençoe!

Pr.Kendji

Dia do Pastor

O CHAMADO PASTORAL

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Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. I Pedro 5.2-4

INTRODUÇÃO

No dia 10 de junho comemora-se o Dia do Pastor. Figura polêmica dos nossos dias. Pessoa amada e respeitada por muitos, mas perseguida, satirizada e vilipendiada (desrespeitada) por não poucos. Esta é uma boa ocasião para conhecermos um pouco mais sobre este ministério que é bíblico e tão relevante para a vida da Igreja de Jesus.

ELUCIDAÇÃO

O texto fala acerca de dois grupos de pessoas; os pastores e as ovelhas. Sobre os pastores e ovelhas está aquele que assim estabeleceu tal relação e posições; o Senhor Jesus. Primeiro entendimento sobre a temática é a Biblicidade do ministério pastoral.

  • Este ministério foi ordenado por Jesus (Ef 4.11-12);
  • Tem por objetivo cuidar do rebanho de Jesus (Jo 21.17);
  • Deve ser exercido com responsabilidade, pois trata de pessoas que Jesus comprou com Seu próprio sangue (At 20.28);
  • Quem almeja o pastorado excelente obra deseja (I Tm 3.1);
  • Agrega a si uma pesada responsabilidade com cobrança (Hb 13.17);
  • Mas há uma recompensa eterna muito acima da média para aqueles que procederem com fidelidade na causa do Evangelho (Dn 12.3).

O pastor é aquele que cuida da ovelha, protege-a, alimenta-a, oferece-lhes condições para sua multiplicação e extrai delas o melhor que podem dar para o benefício da Igreja como um todo. A ovelha conhece a voz do seu pastor (Jo 10.2-4 e 11 / Jo 21.15).

As ovelhas são de Jesus, mas Ele mesmo transfere aos pastores do rebanho a responsabilidade de conduzirem as mesmas para Si. De igual modo as ovelhas devem ser conduzidas por seus pastores como quem obedece àquele que o próprio mestre designou em seu lugar.

No texto de João Jesus disse; as ovelhas escutam nitidamente discernindo sua voz da dos outros. Há uma linha invisível que os liga profundamente. Esta mesma linha liga o pastor às ovelhas que lhe foram confiadas. Este elo é a confirmação do chamado pastoral e ao mesmo a provisão do Senhor para que cada pessoa receba um cuidado especial.

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Analisemos quatro aspectos do chamado pastoral

1º aspecto do chamado pastoral

A)-Deve haver um chamado (I Pe 5.2 / sob seus cuidados)

Jesus delegou pastores para cuidar de Seu rebanho. O texto nos diz que as ovelhas de Jesus passaram a estar sob cuidado do pastor. Esta responsabilidade é atribuída e confirmada pelo próprio Senhor. O Senhor escolhe pessoas específicas para lhes atribuir esta responsabilidade. Este é o Chamado Para o Ministério.

  • Sem chamado a pessoa não suporta as pressões ministeriais.
  • Sem a certeza do chamado não há convicção e a qualquer instante podem desistir de tudo (não tenho certeza, acho que eu não consigo).
  • Sem a certeza do chamado não há poder para continuar com perseverança no trabalho do Reino de Deus.
  • Sem a certeza do chamado não há coragem e esforço no preparo (bíblico, em santidade e oração) para enfrentar a oposição de satanás.
  • Sem a certeza do chamado não há forças para se recuperar caso haja um deslize (preciso me recuperar, pois sei o que Deus quer de mim).

A atitude de uma pessoa chamada para o ministério pastoral é como a de Davi; veio a ursa ele matou, veio o leão ele o enfrentou, veio Golias ele partiu para cima. Objetivo de vida, coragem, convicção, força em Deus!

Este chamado se processou com Pedro; durante três anos ele andou com Jesus, mas um dia, após a ressurreição, Jesus foi claro; Pedro, se você me ama, cuida das minhas ovelhas para mim! Com convicção, sua resposta verbal foi positiva; Tu sabes de todas as coisas e sabes que eu te amo!

Contudo, sua atitude falou mais alto; ele morreu cuidando do rebanho do Senhor, pregando o Evangelho do Reino e lutando pela causa do mestre! Isto só é possível se houver convicção do chamado.

2º aspecto do chamado pastoral

O perímetro indica uma comunidade (igreja local / Sl 92.12-15)

Existe um perímetro de ação (I Pe 5.2 / sob seus cuidados). As ovelhas são chamadas para estarem dentro de um rebanho; estabelecidas em uma igreja e não vagueando por várias, pelos montes. A condição para ser abençoado e próspero (DENTRO DA VONTADE DE DEUS) é estar plantado na Casa do Senhor. Estar plantado em uma igreja trás inúmeros benefícios:

  • Florescer como a palmeira; forte, resistente, resiliente no soprar do vento.
  • Ser como o cedro; uma madeira nobre, macia, maleável, fácil de ser modelada e quando assume uma forma preserva o que lhe foi esculpido. Muito utilizada no acabamento do Templo, valiosa, bela a vista e muito cheirosa.
  • Florescer nos átrios; cresce no meio do povo de Deus, entre àqueles que vêm oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus.
  • Mesmo em idade avançada não deixarão de ser produtivos e transparecer lucidez e vigor espiritual no anunciar as boas novas e ensinar a Sua justiça com sabedoria e maturidade.

O perímetro indica um pastoreio (sob uma autoridade pastoral). Debaixo da autoridade de um pastoreio. Exemplo: o irmão viúvo que quis casar-se no Paraguai com outra irmã viúva para a mesma não perder o benefício da aposentadoria do falecido marido. O seu pastor não aprovou, mas um pastor de outra igreja consentiu e até prontificou-se a realizar a cerimônia religiosa. O texto de II Tm 4.3-4 diz: Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.

Estamos vivendo um período na história da Igreja que mais do que nunca as pessoas têm buscado alternativas à sã doutrina que se adaptam aos próprios desejos, trazendo desordem para a comunidade do povo de Deus.

Por isso Paulo ensina a Tito; A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí (Tt 1.5).

A necessidade de um pastoreio (uma só direção) é a manutenção da ordem. Um dos maiores problemas enfrentados na educação dos filhos de pais divorciados é exatamente a contradição de informações, conceitos e meios disciplinares aplicados sem concordância. Os filhos manipulam os pais, buscando obedecer somente àquele que lhe oferece as melhores condições. Instaura-se uma confusão mental nestes jovens que perdura por toda a vida. Somente Jesus pode libertá-los.

De igual modo, quando uma ovelha não se conforma com um pastoreio (uma direção), instaura-se a desordem em sua vida pessoal. E esta é a preocupação do pastor: a saúde das ovelhas de Cristo.

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3º aspecto do chamado pastoral

Deve haver desejo (I Pe 5.2-3 / boa vontade)

O desejo, a ludicidade (sensação de diversão no exercício de alguma atividade) e o prazer dispensam recompensas. Quando alguém nos pede um favor em uma área que gostamos de trabalhar, recusamos recompensas e ainda dizemos: Foi um prazer!

Quem deseja e tem prazer no ministério pastoral dificilmente trabalhará por obrigação, consequentemente não será ganancioso e não agirá com mão de ferro (dominador), mas com amor! A alegria de servir a Deus já é sua recompensa. Esta é uma das primeiras lições do discípulo e do candidato ao ministério; servir com alegria sem almejar recompensas terrenas.

Primeiro vem a fé com contentamento, o espírito voluntário, a entrega pessoal e conseqüentemente o Senhor supre as necessidades. Como disse Paulo a Timóteo: A fé com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (I Tm 6.6-8).

Desejo e boa vontade estão intimamente ligados à satisfação. Este sentimento é fundamental para qualquer área de nossa vida.

Satisfação é o estado de não precisar de mais nada para se sentir completo. Uma pessoa satisfeita está automaticamente liberta da ganância, e esta é a chave para um ministério equilibrado e bem sucedido diante de Deus!

4º aspecto do chamado pastoral

Deve haver exemplo (I Pe 5.2-3)

A palavra exemplo no texto original significa cunha de modelagem, ou, forma. Isto significa um modelo a ser utilizado para reprodução. É como uma forma de bolo; saindo todos com o mesmo formato.

  • Exemplo de boas obras (moralidade): ações corretas em conformidade com a Santa Lei de nosso Senhor Jesus Cristo.
  • Exemplo de consagração (entrega, esforço, santidade).
  • Exemplo de fé (conquistando na oração e não na força humana): não conquistando tudo o que quer, mas colocando todas as necessidades diante do Senhor em oração e lentamente obtendo vitórias duradouras.
  • Exemplo de estabilidade, uma âncora (um referencial e segurança de cuidado e abrigo): os ventos sopram, as estações mudam, mas permanecendo firmes fazendo a obra do Senhor.
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CONCLUSÃO

Paulo ensinou sobre o reconhecimento do esforço no exercício do ministério pastoral (II Co 11.23-30); E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra(I Ts 5.12-13). O autor da carta aos Hebreus também diz: Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória (I Pe 5.4).

Quanto ao reconhecimento pelo esforço com fidelidade Pedro complementa: Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus…(Hb 13.7).

Quanto ao esforço em benefício do povo de Deus, Paulo também nos dá seu testemunho: “…em trabalhos…; em açoites…; em prisões…; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza(II Co 11.23-30).

No atual contexto de grande turbulência espiritual, o mundo precisa de referenciais de fidelidade e estabilidade.

De igual modo, os pastores precisam da proteção do alto e grandes livramentos para não sucumbirem diante dos cruéis ataques do inimigo, pois estão na linha de frente.

Que a igreja possa se lembrar de seus obreiros e suas famílias todos os dias, ajudando-os em oração!

Pr.Luís Kendji G.Yasumura

21 Days of Prayer

Like every year, we will begin the three-week preparation period for next year. December is a time of celebration, festivities, communion, rest with family and friends. However, it is also a period of reflection, strategic pause, planning and the start of new projects.

In this context I call upon our whole community to pray and seek the face of our Lord to guide us all along with His wise counsel (Psalm 73:24), aware that many are the plans of the heart of man, but the Lord’s purpose is that always prevails (Proverbs 19:21), that His Word is light to our way (Psalm 119: 105) and if the Lord does not build the house in vain we will work (Psalm 127: 1).

Our meetings will be held on weekdays from 8 pm. On Saturdays at 19hs. On Sundays we will have a period of prayer in public worship that always starts at 10am. If you cannot attend every day, make a personal purpose by setting a time and period (number of days) that is possible for you.

In addition to your personal requests, I advise you to seek renewal of your faith and spiritual revival for our community.

May the Lord bless you all richly in Christ Jesus!

Pr.Kendji

21 Days of Prayer 2020

21 Dias de Oração

Como todos os anos, iniciaremos o período de três semanas de preparação para o próximo ano. O mês de dezembro é um período de celebração, de festividades, de comunhão, de descanso com família e amigos. Porém, também é um período de reflexão, de pausa estratégica, de planejamento e início de novos projetos.

Neste contexto convoco toda nossa comunidade a orar e buscar a face do nosso Senhor para que Ele nos guie em todo percurso com Seu conselho sábio (Salmo 73.24), conscientes que muitos são os planos do coração do homem, mas o propósito do Senhor é que sempre prevalece (Provérbios 19.21), que Sua Palavra é luz para o nosso caminho (Salmo 119.105) e se o Senhor não edificar a casa em vão trabalharemos (Salmo 127.1).

Nossas reuniões se realizarão nos dias de semana a partir das 20hs. Aos sábados as 19hs. Aos domingos teremos um período de oração no culto público que sempre se inicia as 10hs. Se não puder comparecer todos os dias faça um propósito pessoal determinando um período (número de dias) e horário que seja possível para si.

Além de seus pedidos pessoais aconselho a buscar a renovação da vossa fé e o avivamento espiritual para nossa comunidade.

Que o Senhor abençoe a todos vós ricamente em Cristo Jesus!

Pr.Kendji

21 Days of Prayer 2020

Dia do Pastor

O CHAMADO PASTORAL

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Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. I Pedro 5.2-4

INTRODUÇÃO

No dia 10 de junho comemora-se o Dia do Pastor. Figura polêmica dos nossos dias. Pessoa amada e respeitada por muitos, mas perseguida, satirizada e vilipendiada (desrespeitada) por não poucos. Esta é uma boa ocasião para conhecermos um pouco mais sobre este ministério que é bíblico e tão relevante para a vida da Igreja de Jesus.

ELUCIDAÇÃO

O texto fala acerca de dois grupos de pessoas; os pastores e as ovelhas. Sobre os pastores e ovelhas está aquele que assim estabeleceu tal relação e posições; o Senhor Jesus. Primeiro entendimento sobre a temática é a Biblicidade do ministério pastoral.

  • Este ministério foi ordenado por Jesus (Ef 4.11-12);
  • Tem por objetivo cuidar do rebanho de Jesus (Jo 21.17);
  • Deve ser exercido com responsabilidade, pois trata de pessoas que Jesus comprou com Seu próprio sangue (At 20.28);
  • Quem almeja o pastorado excelente obra deseja (I Tm 3.1);
  • Agrega a si uma pesada responsabilidade com cobrança (Hb 13.17);
  • Mas há uma recompensa eterna muito acima da média para aqueles que procederem com fidelidade na causa do Evangelho (Dn 12.3).

O pastor é aquele que cuida da ovelha, protege-a, alimenta-a, oferece-lhes condições para sua multiplicação e extrai delas o melhor que podem dar para o benefício da Igreja como um todo. A ovelha conhece a voz do seu pastor (Jo 10.2-4 e 11 / Jo 21.15).

As ovelhas são de Jesus, mas Ele mesmo transfere aos pastores do rebanho a responsabilidade de conduzirem as mesmas para Si. De igual modo as ovelhas devem ser conduzidas por seus pastores como quem obedece àquele que o próprio mestre designou em seu lugar.

No texto de João Jesus disse; as ovelhas escutam nitidamente discernindo sua voz da dos outros. Há uma linha invisível que os liga profundamente. Esta mesma linha liga o pastor às ovelhas que lhe foram confiadas. Este elo é a confirmação do chamado pastoral e ao mesmo a provisão do Senhor para que cada pessoa receba um cuidado especial.

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Analisemos quatro aspectos do chamado pastoral

1º aspecto do chamado pastoral

A)-Deve haver um chamado (I Pe 5.2 / sob seus cuidados)

Jesus delegou pastores para cuidar de Seu rebanho. O texto nos diz que as ovelhas de Jesus passaram a estar sob cuidado do pastor. Esta responsabilidade é atribuída e confirmada pelo próprio Senhor. O Senhor escolhe pessoas específicas para lhes atribuir esta responsabilidade. Este é o Chamado Para o Ministério.

  • Sem chamado a pessoa não suporta as pressões ministeriais.
  • Sem a certeza do chamado não há convicção e a qualquer instante podem desistir de tudo (não tenho certeza, acho que eu não consigo).
  • Sem a certeza do chamado não há poder para continuar com perseverança no trabalho do Reino de Deus.
  • Sem a certeza do chamado não há coragem e esforço no preparo (bíblico, em santidade e oração) para enfrentar a oposição de satanás.
  • Sem a certeza do chamado não há forças para se recuperar caso haja um deslize (preciso me recuperar, pois sei o que Deus quer de mim).

A atitude de uma pessoa chamada para o ministério pastoral é como a de Davi; veio a ursa ele matou, veio o leão ele o enfrentou, veio Golias ele partiu para cima. Objetivo de vida, coragem, convicção, força em Deus!

Este chamado se processou com Pedro; durante três anos ele andou com Jesus, mas um dia, após a ressurreição, Jesus foi claro; Pedro, se você me ama, cuida das minhas ovelhas para mim! Com convicção, sua resposta verbal foi positiva; Tu sabes de todas as coisas e sabes que eu te amo!

Contudo, sua atitude falou mais alto; ele morreu cuidando do rebanho do Senhor, pregando o Evangelho do Reino e lutando pela causa do mestre! Isto só é possível se houver convicção do chamado.

2º aspecto do chamado pastoral

O perímetro indica uma comunidade (igreja local / Sl 92.12-15)

Existe um perímetro de ação (I Pe 5.2 / sob seus cuidados). As ovelhas são chamadas para estarem dentro de um rebanho; estabelecidas em uma igreja e não vagueando por várias, pelos montes. A condição para ser abençoado e próspero (DENTRO DA VONTADE DE DEUS) é estar plantado na Casa do Senhor. Estar plantado em uma igreja trás inúmeros benefícios:

  • Florescer como a palmeira; forte, resistente, resiliente no soprar do vento.
  • Ser como o cedro; uma madeira nobre, macia, maleável, fácil de ser modelada e quando assume uma forma preserva o que lhe foi esculpido. Muito utilizada no acabamento do Templo, valiosa, bela a vista e muito cheirosa.
  • Florescer nos átrios; cresce no meio do povo de Deus, entre àqueles que vêm oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus.
  • Mesmo em idade avançada não deixarão de ser produtivos e transparecer lucidez e vigor espiritual no anunciar as boas novas e ensinar a Sua justiça com sabedoria e maturidade.

O perímetro indica um pastoreio (sob uma autoridade pastoral). Debaixo da autoridade de um pastoreio. Exemplo: o irmão viúvo que quis casar-se no Paraguai com outra irmã viúva para a mesma não perder o benefício da aposentadoria do falecido marido. O seu pastor não aprovou, mas um pastor de outra igreja consentiu e até prontificou-se a realizar a cerimônia religiosa. O texto de II Tm 4.3-4 diz: Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.

Estamos vivendo um período na história da Igreja que mais do que nunca as pessoas têm buscado alternativas à sã doutrina que se adaptam aos próprios desejos, trazendo desordem para a comunidade do povo de Deus.

Por isso Paulo ensina a Tito; A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí (Tt 1.5).

A necessidade de um pastoreio (uma só direção) é a manutenção da ordem. Um dos maiores problemas enfrentados na educação dos filhos de pais divorciados é exatamente a contradição de informações, conceitos e meios disciplinares aplicados sem concordância. Os filhos manipulam os pais, buscando obedecer somente àquele que lhe oferece as melhores condições. Instaura-se uma confusão mental nestes jovens que perdura por toda a vida. Somente Jesus pode libertá-los.

De igual modo, quando uma ovelha não se conforma com um pastoreio (uma direção), instaura-se a desordem em sua vida pessoal. E esta é a preocupação do pastor: a saúde das ovelhas de Cristo.

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3º aspecto do chamado pastoral

Deve haver desejo (I Pe 5.2-3 / boa vontade)

O desejo, a ludicidade (sensação de diversão no exercício de alguma atividade) e o prazer dispensam recompensas. Quando alguém nos pede um favor em uma área que gostamos de trabalhar, recusamos recompensas e ainda dizemos: Foi um prazer!

Quem deseja e tem prazer no ministério pastoral dificilmente trabalhará por obrigação, consequentemente não será ganancioso e não agirá com mão de ferro (dominador), mas com amor! A alegria de servir a Deus já é sua recompensa. Esta é uma das primeiras lições do discípulo e do candidato ao ministério; servir com alegria sem almejar recompensas terrenas.

Primeiro vem a fé com contentamento, o espírito voluntário, a entrega pessoal e conseqüentemente o Senhor supre as necessidades. Como disse Paulo a Timóteo: A fé com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (I Tm 6.6-8).

Desejo e boa vontade estão intimamente ligados à satisfação. Este sentimento é fundamental para qualquer área de nossa vida.

Satisfação é o estado de não precisar de mais nada para se sentir completo. Uma pessoa satisfeita está automaticamente liberta da ganância, e esta é a chave para um ministério equilibrado e bem sucedido diante de Deus!

4º aspecto do chamado pastoral

Deve haver exemplo (I Pe 5.2-3)

A palavra exemplo no texto original significa cunha de modelagem, ou, forma. Isto significa um modelo a ser utilizado para reprodução. É como uma forma de bolo; saindo todos com o mesmo formato.

  • Exemplo de boas obras (moralidade): ações corretas em conformidade com a Santa Lei de nosso Senhor Jesus Cristo.
  • Exemplo de consagração (entrega, esforço, santidade).
  • Exemplo de fé (conquistando na oração e não na força humana): não conquistando tudo o que quer, mas colocando todas as necessidades diante do Senhor em oração e lentamente obtendo vitórias duradouras.
  • Exemplo de estabilidade, uma âncora (um referencial e segurança de cuidado e abrigo): os ventos sopram, as estações mudam, mas permanecendo firmes fazendo a obra do Senhor.
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CONCLUSÃO

Paulo ensinou sobre o reconhecimento do esforço no exercício do ministério pastoral (II Co 11.23-30); E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra(I Ts 5.12-13). O autor da carta aos Hebreus também diz: Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória (I Pe 5.4).

Quanto ao reconhecimento pelo esforço com fidelidade Pedro complementa: Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus…(Hb 13.7).

Quanto ao esforço em benefício do povo de Deus, Paulo também nos dá seu testemunho: “…em trabalhos…; em açoites…; em prisões…; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza(II Co 11.23-30).

No atual contexto de grande turbulência espiritual, o mundo precisa de referenciais de fidelidade e estabilidade.

De igual modo, os pastores precisam da proteção do alto e grandes livramentos para não sucumbirem diante dos cruéis ataques do inimigo, pois estão na linha de frente.

Que a igreja possa se lembrar de seus obreiros e suas famílias todos os dias, ajudando-os em oração!

Pr.Luís Kendji G.Yasumura

Cristãos Sem Igreja

POSSO SER UM CRISTÃO SEM IGREJA

Maturidade ou Sofisma?

caminho banner_edited-1INTRODUÇÃO

Um pensamento muito comum em nossos dias é o achar que podemos ser cristãos sem precisarmos freqüentar uma igreja ou sem termos um compromisso regular. A justificativa se aperfeiçoa dizendo que são muito mais corretos e possuem um melhor testemunho que muitos freqüentadores de igreja. Contudo, apesar da aparente razão, será que este pensamento é biblicamente fundamentado? É sobre este assunto que eu gostaria de conversar com vocês neste dia.

ELUCIDAÇÃO

Neste contexto, a primeira vertente a se considerar é a necessidade e relevância da Igreja. De acordo com as Escrituras ela é parte essencial da vida cristã.

  • Ela é o Corpo de Cristo; a Noiva de Cristo;
  • Reunião dos que são chamados por Jesus para herdar a Salvação;
  • Representante do Reino dos Céus na Terra;
  • Razão pela qual o mundo não é consumido mal;
  • Voz profética em meio a uma geração cega pelo pecado;
  • Porta do caminho estreito que conduz à Salvação;
  • Lugar onde somos batizados e alimentados da Palavra de Deus;
  • Aonde somos auxiliados e socorridos;
  • Lugar onde se manifestam os dons do Espírito Santo;
  • Lugar onde temos comunhão com outros salvos;
  • Onde nos estimulamos mutuamente no caminho da Salvação;
  • Lugar onde nos alegramos e choramos;
  • Onde praticamos o amor de Cristo;
  • Onde Sua Graça é manifesta em nós;
  • Tantos outros valores e méritos.

Hoje em dia existe uma forte tendência à banalização da Igreja. Muitos a desprezam, zombam, escarnecem, julgam, consideram-na dispensável. Pensam poder dividí-la em pequenos fragmentos, manipulá-la como fonte poder, utilizá-la como fonte de recursos, etc. Porém se esquecem de que esta é a menina dos olhos do Senhor. Jesus tem forte ciúme desta. Ele é um Noivo Zeloso. Ele nunca deixou nem deixará impune os que prejudicam, desmerecem ou desprezam-na. Jesus nunca deixou de lutar por sua Igreja. Esta é Sua Noiva e Ele prometeu estar com Ela todos os dias até a consumação dos séculos, guardada e guiada pelo Espírito Santo.

PROPOSIÇÃO

Deus planejou a Igreja para preparar individualmente as pessoas que herdarão a salvação

Vamos fazer uma breve análise do plano de Deus para compreendermos melhor a importância da Igreja

TÓPICOS

A)-Jesus planejou a Igreja (Mt 16.18-19) A Igreja era um plano não revelado no período do Antigo Testamento. Contudo, profecias apontavam para uma nova organização do povo de Deus a partir da vinda do Messias.

E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, pois, conforme prometeu o Senhor, no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar. E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias.  Joel 2.28-29 e 32

Paulo declarou que Jesus construiu sua Igreja sobre o fundamento dos apóstolos e profetas. Não especificamente sobre Pedro, mas sim sobre o trabalho de todos, liderados por Pedro.

“edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular” Efésios 2.20

Esta igreja é a reunião de todos os santos, de todas as eras e forma um corpo invisível. Contudo, este corpo invisível aponta para um corpo visível que são as igrejas locais; lugar onde os santos se reúnem para colocarem em prática a sua fé em Cristo. As igrejas locais, que são a manifestação visível da Igreja invisível, são muito amadas por Jesus. Ele as conhece individualmente, em seus detalhes e peculiaridades.

Ao anjo da igreja em Laodicéia escreva: Conheço as suas obras! Apocalipse 3.14-15

Seu amor é tão profundo que Ele morreu para sua salvação. A Igreja é o Seu próprio corpo. Jesus disse;

“Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim” I Coríntios 11.24-25

Desta forma compreendemos que é impossível ter um relacionamento com Deus sem estarmos em harmonia com o Corpo de Cristo.

uniaoB)-Jesus planejou a unidade da Igreja

A unidade como parte essencial da estrutura (I Co 12.12 e 26-27)

A unidade da Igreja é estrutural. Deus a criou para ser unida. Não há como pensar em igreja sem unidade. Seria como tentar separar a umidade da água ou o calor das chamas. Como sabemos isto? Porque a Igreja é chamada de Corpo de Cristo. Os membros do corpo humano não foram projetados para terem vida autônoma. Não vemos pernas andando sozinhas. Isso seria uma aberração. Da mesma forma, os ramos de uma árvore não foram projetados para sobreviverem sem estarem ligados à raiz.

Desta forma, todos aqueles estão em Cristo se harmonizam na unidade do Corpo de Cristo, pois, separado do corpo não há vida. A isto denominamos unidade orgânica; uma composição unificada com vida dinâmica. O apóstolo João disse; como posso dizer que amo a Deus que não vejo se não amo a meu irmão a quem vejo? Nós precisamos vitalmente uns dos outros.

Se a minha ação individual ou minha qualidade de vida influencia de alguma forma a comunidade cristã local é porque fazemos parte deste corpo. Se não somos afetados ou não influenciamos em nada é porque estamos fora do corpo.

Por outro lado, se a atmosfera espiritual de nossa comunidade é cheia da presença de Deus, ao fazermos parte deste corpo nós somos igualmente influenciados e abençoados. A atmosfera de vitória, paz e prosperidade entra no seu lar e na sua vida espiritual. E nesta dinâmica reversa, nesta sinergia, quando você é abençoado, todo o corpo é abençoado também!

A Importância de cada membro (I Co 12.21-25)

Nesta unidade o Senhor planejou a colocação de cada membro de tal maneira que todos sentissem a sua importância, o seu valor. Aqueles que possuem uma função estrutural não foram providos de uma imagem impactante, pois seu valor está em sua necessidade imprescindível. Não precisam ser vistos para se sentirem relevantes. Aqueles que possuem uma função complementar foram providos de beleza exterior, aparência, impacto, para que se sintam valorizados (comparação da importância funcional e cuidado entre cabelo e do coração). Desta forma todos encontram o seu espaço com satisfação dentro do Corpo de Cristo.

A graça da unidade (Ef 4.1-3)

Unidade não é Uniformidade: unidade vem de dentro, é uma graça espiritual; enquanto uniformidade é o resultado de uma pressão de fora. Unidade não é a adoção de um padrão ou um perfil, mas sim uma qualidade de relacionamento.

A unidade não é criada, mas preservada (vs.3). Ela já existe, por obra de Deus e não do homem. Portanto, a unidade da igreja não é construída pelo homem, mas pelo Deus Triuno.

A unidade não é produzida em atividades sociais; um churrasco, uma festa nunca produzirá unidade. Esta é uma propriedade original da Igreja. Somente podemos mantê-la, cultivá-la.

Ilustração: a planta da orquídea. Forte, mas ao mesmo tempo frágil. Frágil, pois sua flor não dura muito tempo. Forte, pois se cuidada, surgirão novas flores no período certo da floração. Ao cair da flor pensamos que a vida se foi, mas se perseveramos no cuidado sempre haverão novos períodos de floração. Há tempo de beleza, há tempo de poda e estes ciclos são necessários para que a vida continue a existir (Jo 15.1-6). amizadePreservando a unidade do Espírito no vínculo da paz: a unidade precisa ser preservada. Precisamos lutar para preservar a unidade da família. Mas como? Humildade (húmus/terra): A palavra humildade foi cunhada pela fé cristã. A humildade era desprezada pelos romanos. Era sinal de fraqueza.

  • Humildade é o oposto do orgulho. O orgulho fundamenta-se na ética da negação; o erro nunca é meu, é sempre dos outros; eu não machuco somente sou machucado, eu sou o exemplo os outros devem se amoldar a mim. Os outros são bons, mas eu sou um pouco melhor.
  • Humildade é reconhecer que somos pó. Que nada temos de nós mesmos. Não há razão para a vã glória.
  • Humildade significa colocar Cristo em primeiro lugar, os outros em segundo lugar e o eu em último lugar.
  • Cristo apresentou-se como alguém manso e humilde de coração. A primeira bem-aventurança cristã é ser humilde de espírito.
  • Quem sabe que veio do pó, é pó e voltará ao pó não pode orgulhar-se.
  • Não podemos pensar de nós mesmos além do que convém (Rm 12:3). Jesus é o exemplo máximo de humildade: ele esvaziou-se a si mesmo.

Mansidão: uma pessoa mansa é aquela que abre mão dos seus direitos. Ela prefere sofrer o dano (I Co 6.7). Assim como Abraão, ele prefere deixar Ló fazer a melhor escolha (Gn 13.7-18).

  • A mansidão é poder sob controle. É a virtude de não perder o controle. Moisés era manso e, no entanto ele exerceu um tremendo poder. Jesus era manso e virou a mesa dos cambistas. Você tem poder, mas esse poder deve estar sob controle.
  • Este era o termo usado para um animal adestrado: controlar seu temperamento, impulsos, língua, desejos. É a pessoa que possui completo domínio de si mesmo. A verdadeira mansidão se transparece quando somos investidos de poder (dinheiro, autoridade, escalada social). Poder para nos vingarmos, mas escolher fazer o bem.

Longanimidade: palavra aqui é paciência com pessoas. É um ânimo espichado ao máximo. É a pessoa que suporta o insulto sem amargura nem lamento. Esquece-se do mal sofrido. O amor tudo suporta! O amor que suporta: a palavra suportar aqui não é aguentar o outro, mas servir de amparo e suporte. Não por um dever amargo, mas com amor.

A unidade como base para o crescimento (Jo 17.20-23)

A unidade da Igreja faz o mundo entender que Jesus Cristo é Deus e Senhor de todas as coisas. Portanto, a obra de evangelização, que é a tarefa primária da Igreja, passa pelo trabalho de edificação da unidade.

Significa que todos aqueles que virão a crer na mensagem do Evangelho terão que passar inevitavelmente pela porta da santificação pela verdade (17.17 / normalmente é o foco principal – eu faço tudo certo), mas também pela porta da unidade (estar em harmonia com o Corpo de Cristo).

Uma igreja travada na unidade não cresce. Tende a atrofiar e morrer. E esta é a estratégia de satanás. Destruir a obra de salvação destruindo a unidade da Igreja. Pois nosso inimigo sabe que quando estamos unidos em amor, a Presença de Deus se manifesta entre nós e desta forma nada pode deter nossa marcha, pois se Deus é por nós quem será contra nós! Portanto, a comunidade que cresce é porque a força da unidade é maior que a força de desunião. Os dois vetores sempre existirão, mas a unidade deve prevalecer para que a Igreja permaneça viva, ativa e crescente. river-stones,-water-151860C)-Jesus planejou o aperfeiçoamento dos santos (I Sm 17.40)

Analisando além do contexto histórico desta passagem bíblica, encontramos Davi retirando 5 pedras lisas do ribeiro para fazer delas munição contra Golias. As melhores pedras para serem utilizadas em uma funda seriam as lisas, pois escorregariam perfeitamente dando precisão no arremesso. Onde estas pedras poderiam ser encontradas? Somente em um ribeiro. Lugar onde a força da água provocaria um atrito continuo entre elas tirando-lhes as arestas, a aspereza, e as transformando em belas pedras ovais e lisas.

Esta figura é perfeita para ilustrar o processo de amadurecimento dos relacionamentos entre cristãos e a edificação da Igreja. Deus planejou o amadurecimento dos cristãos por meio de seus conflitos, divergências e necessidades.

O objetivo é aperfeiçoar em nós a paciência, a bondade, o perdão, a misericórdia, a generosidade, o amor, entre outros sentimentos altruísticos. Este amadurecimento somente é alcançado por meio dos relacionamentos.

Assim como a unidade da Igreja é reflexo da triunidade de Deus, de igual modo o ser humano foi criado para viver em comunidade. E de um modo especial os cristãos, criados para viver no Reino de Deus. Em Gênesis, nos primeiros momentos da concepção criativa de Deus, Ele mesmo declarou que o homem não foi planejado para ser sozinho.

“Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda”. Gênesis 2.18

Nós somos seres relacionais. Acerca do isolamento provérbios declara; “Quem se isola, busca interesses egoístas, e se rebela contra a sabedoria”. Provérbios 18.1

O ser humano é por natureza egoísta, voltado somente para suas necessidades, tendo a si como centro do universo. Isto é compreensível visto que é uma técnica de sobrevivência; uma maneira de nos preservarmos de desgastes emocionais, conflitos e decepções. A esta habilidade de auto-defesa nossa cultura denomina maturidade.

Contudo, a contra-cultura bíblica afirma que a verdadeira maturidade é tudo sofrer, tudo padecer e não deixar de crer que o amar o próximo é bom, mesmo quando há grandes chances de nos machucarmos.

Maturidade pela visão bíblica também é ser paciente e forte para esperar Deus transformar as feridas em cicatrizes fechadas, indolores, e não guardar amargura, mas perdoar.

O objetivo do perdão não é apagar os fatos da memória, mas ser curados na alma ao ponto de não reviver a dor do que passou. Estes sentimentos, esta maturidade, esta grandeza de alma, somente se alcança no contexto dos relacionamentos. O Senhor deseja formar em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus; não fazer a sua própria vontade, mas a de Deus e entregar-se por amor do próximo.

“Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito”. Colossenses 3.12-14

Somos aperfeiçoados quando nos revestimos de profunda compaixão; compreender o estado emocional de outrem e desejar profundamente lhe aliviar o sofrimento. Ser bom quando há motivos para não sermos, ser humildes (desprovidos de orgulho) reconhecendo que tudo o que somos e temos é por que Deus nos deu por sua Graça e não por mérito. Ser mansos quando somos tentados a agir com ira, rispidez. Ser pacientes quando as pessoas abusam de nossa boa vontade. Suportar quando somos ofendidos. Estar disposto a perdoar assim como fomos perdoados, pois somos miseráveis pecadores. Estar dispostos a nos revestirmos de amor, pois o amor não busca motivos para amar, apenas ama (não porque, mas apesar de). Este é o elo perfeito (o vínculo da perfeição). Nenhuma destas qualidades serão desenvolvidas se fugirmos dos relacionamentos e conflitos que naturalmente surgirão.

Não adianta sairmos de uma igreja para outra como meio para solucionar os problemas relacionais. Nós levaremos os mesmos problemas conosco, pois estão em nós mesmos e pior; levaremos muitas feridas.

A fuga é impulsionada pela dor, e isso é compreensível. Por trás de toda aparência de força, auto-suficiência e segurança existe uma alma frágil que criou toda espécie de escudos e cavernas para se refugiar do sofrimento. O Senhor entende. Mas esta estratégia que desenvolvemos não é a melhor para nós. Por isso Ele insiste tanto que nos libertemos deste medo.

Nós não precisamos ser transferidos de igreja, mas sim transformados na igreja que Jesus nos plantou. Somente assim seremos aperfeiçoados conforme a imagem de Jesus, de acordo com Seu plano perfeito. E se a dor de alma for o caminho, que doa se preciso for, para que eu seja cada vez mais parecido com meu Mestre! worshipCONCLUSÃO

O objetivo desta mensagem é apresentar duas importantes lições;

1-Pensar que podemos viver a vida cristã sem estar na igreja, ou apenas frequentá-la esporadicamente sem envolvimento, é um grande engano. Nós somente temos vida quando estamos bem ligados ao Corpo de Cristo.

2-Problemas de relacionamento não devem ser a causa para mudança de igreja local.

  • Podemos ser transferidos por mudança de endereço, diferente posição teológica ou outras necessidades e motivações que fujam do nosso controle. Porém, não é aconselhável deixar a igreja por causa de divergências nos relacionamentos.
  • É por meio dos conflitos e necessidades mútuas que amadurecemos o mais sublime aspecto do caráter de Cristo; o amor, a bondade, o perdão, a compaixão, a misericórdia, a generosidade.
  • Ao fugir dos conflitos os levaremos conosco além das muitas feridas.

Que o Senhor nos ajude para não cairmos nestes sofismas (pois é um mal que visita a todos) e ajudemos outros a se libertarem deste mal.

Pr.Luís Kendji G.Yasumura