Dia do Pastor

O CHAMADO PASTORAL

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Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. I Pedro 5.2-4

INTRODUÇÃO

No dia 10 de junho comemora-se o Dia do Pastor. Figura polêmica dos nossos dias. Pessoa amada e respeitada por muitos, mas perseguida, satirizada e vilipendiada (desrespeitada) por não poucos. Esta é uma boa ocasião para conhecermos um pouco mais sobre este ministério que é bíblico e tão relevante para a vida da Igreja de Jesus.

ELUCIDAÇÃO

O texto fala acerca de dois grupos de pessoas; os pastores e as ovelhas. Sobre os pastores e ovelhas está aquele que assim estabeleceu tal relação e posições; o Senhor Jesus. Primeiro entendimento sobre a temática é a Biblicidade do ministério pastoral.

  • Este ministério foi ordenado por Jesus (Ef 4.11-12);
  • Tem por objetivo cuidar do rebanho de Jesus (Jo 21.17);
  • Deve ser exercido com responsabilidade, pois trata de pessoas que Jesus comprou com Seu próprio sangue (At 20.28);
  • Quem almeja o pastorado excelente obra deseja (I Tm 3.1);
  • Agrega a si uma pesada responsabilidade com cobrança (Hb 13.17);
  • Mas há uma recompensa eterna muito acima da média para aqueles que procederem com fidelidade na causa do Evangelho (Dn 12.3).

O pastor é aquele que cuida da ovelha, protege-a, alimenta-a, oferece-lhes condições para sua multiplicação e extrai delas o melhor que podem dar para o benefício da Igreja como um todo. A ovelha conhece a voz do seu pastor (Jo 10.2-4 e 11 / Jo 21.15).

As ovelhas são de Jesus, mas Ele mesmo transfere aos pastores do rebanho a responsabilidade de conduzirem as mesmas para Si. De igual modo as ovelhas devem ser conduzidas por seus pastores como quem obedece àquele que o próprio mestre designou em seu lugar.

No texto de João Jesus disse; as ovelhas escutam nitidamente discernindo sua voz da dos outros. Há uma linha invisível que os liga profundamente. Esta mesma linha liga o pastor às ovelhas que lhe foram confiadas. Este elo é a confirmação do chamado pastoral e ao mesmo a provisão do Senhor para que cada pessoa receba um cuidado especial.

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Analisemos quatro aspectos do chamado pastoral

1º aspecto do chamado pastoral

A)-Deve haver um chamado (I Pe 5.2 / sob seus cuidados)

Jesus delegou pastores para cuidar de Seu rebanho. O texto nos diz que as ovelhas de Jesus passaram a estar sob cuidado do pastor. Esta responsabilidade é atribuída e confirmada pelo próprio Senhor. O Senhor escolhe pessoas específicas para lhes atribuir esta responsabilidade. Este é o Chamado Para o Ministério.

  • Sem chamado a pessoa não suporta as pressões ministeriais.
  • Sem a certeza do chamado não há convicção e a qualquer instante podem desistir de tudo (não tenho certeza, acho que eu não consigo).
  • Sem a certeza do chamado não há poder para continuar com perseverança no trabalho do Reino de Deus.
  • Sem a certeza do chamado não há coragem e esforço no preparo (bíblico, em santidade e oração) para enfrentar a oposição de satanás.
  • Sem a certeza do chamado não há forças para se recuperar caso haja um deslize (preciso me recuperar, pois sei o que Deus quer de mim).

A atitude de uma pessoa chamada para o ministério pastoral é como a de Davi; veio a ursa ele matou, veio o leão ele o enfrentou, veio Golias ele partiu para cima. Objetivo de vida, coragem, convicção, força em Deus!

Este chamado se processou com Pedro; durante três anos ele andou com Jesus, mas um dia, após a ressurreição, Jesus foi claro; Pedro, se você me ama, cuida das minhas ovelhas para mim! Com convicção, sua resposta verbal foi positiva; Tu sabes de todas as coisas e sabes que eu te amo!

Contudo, sua atitude falou mais alto; ele morreu cuidando do rebanho do Senhor, pregando o Evangelho do Reino e lutando pela causa do mestre! Isto só é possível se houver convicção do chamado.

2º aspecto do chamado pastoral

O perímetro indica uma comunidade (igreja local / Sl 92.12-15)

Existe um perímetro de ação (I Pe 5.2 / sob seus cuidados). As ovelhas são chamadas para estarem dentro de um rebanho; estabelecidas em uma igreja e não vagueando por várias, pelos montes. A condição para ser abençoado e próspero (DENTRO DA VONTADE DE DEUS) é estar plantado na Casa do Senhor. Estar plantado em uma igreja trás inúmeros benefícios:

  • Florescer como a palmeira; forte, resistente, resiliente no soprar do vento.
  • Ser como o cedro; uma madeira nobre, macia, maleável, fácil de ser modelada e quando assume uma forma preserva o que lhe foi esculpido. Muito utilizada no acabamento do Templo, valiosa, bela a vista e muito cheirosa.
  • Florescer nos átrios; cresce no meio do povo de Deus, entre àqueles que vêm oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus.
  • Mesmo em idade avançada não deixarão de ser produtivos e transparecer lucidez e vigor espiritual no anunciar as boas novas e ensinar a Sua justiça com sabedoria e maturidade.

O perímetro indica um pastoreio (sob uma autoridade pastoral). Debaixo da autoridade de um pastoreio. Exemplo: o irmão viúvo que quis casar-se no Paraguai com outra irmã viúva para a mesma não perder o benefício da aposentadoria do falecido marido. O seu pastor não aprovou, mas um pastor de outra igreja consentiu e até prontificou-se a realizar a cerimônia religiosa. O texto de II Tm 4.3-4 diz: Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.

Estamos vivendo um período na história da Igreja que mais do que nunca as pessoas têm buscado alternativas à sã doutrina que se adaptam aos próprios desejos, trazendo desordem para a comunidade do povo de Deus.

Por isso Paulo ensina a Tito; A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí (Tt 1.5).

A necessidade de um pastoreio (uma só direção) é a manutenção da ordem. Um dos maiores problemas enfrentados na educação dos filhos de pais divorciados é exatamente a contradição de informações, conceitos e meios disciplinares aplicados sem concordância. Os filhos manipulam os pais, buscando obedecer somente àquele que lhe oferece as melhores condições. Instaura-se uma confusão mental nestes jovens que perdura por toda a vida. Somente Jesus pode libertá-los.

De igual modo, quando uma ovelha não se conforma com um pastoreio (uma direção), instaura-se a desordem em sua vida pessoal. E esta é a preocupação do pastor: a saúde das ovelhas de Cristo.

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3º aspecto do chamado pastoral

Deve haver desejo (I Pe 5.2-3 / boa vontade)

O desejo, a ludicidade (sensação de diversão no exercício de alguma atividade) e o prazer dispensam recompensas. Quando alguém nos pede um favor em uma área que gostamos de trabalhar, recusamos recompensas e ainda dizemos: Foi um prazer!

Quem deseja e tem prazer no ministério pastoral dificilmente trabalhará por obrigação, consequentemente não será ganancioso e não agirá com mão de ferro (dominador), mas com amor! A alegria de servir a Deus já é sua recompensa. Esta é uma das primeiras lições do discípulo e do candidato ao ministério; servir com alegria sem almejar recompensas terrenas.

Primeiro vem a fé com contentamento, o espírito voluntário, a entrega pessoal e conseqüentemente o Senhor supre as necessidades. Como disse Paulo a Timóteo: A fé com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (I Tm 6.6-8).

Desejo e boa vontade estão intimamente ligados à satisfação. Este sentimento é fundamental para qualquer área de nossa vida.

Satisfação é o estado de não precisar de mais nada para se sentir completo. Uma pessoa satisfeita está automaticamente liberta da ganância, e esta é a chave para um ministério equilibrado e bem sucedido diante de Deus!

4º aspecto do chamado pastoral

Deve haver exemplo (I Pe 5.2-3)

A palavra exemplo no texto original significa cunha de modelagem, ou, forma. Isto significa um modelo a ser utilizado para reprodução. É como uma forma de bolo; saindo todos com o mesmo formato.

  • Exemplo de boas obras (moralidade): ações corretas em conformidade com a Santa Lei de nosso Senhor Jesus Cristo.
  • Exemplo de consagração (entrega, esforço, santidade).
  • Exemplo de fé (conquistando na oração e não na força humana): não conquistando tudo o que quer, mas colocando todas as necessidades diante do Senhor em oração e lentamente obtendo vitórias duradouras.
  • Exemplo de estabilidade, uma âncora (um referencial e segurança de cuidado e abrigo): os ventos sopram, as estações mudam, mas permanecendo firmes fazendo a obra do Senhor.
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CONCLUSÃO

Paulo ensinou sobre o reconhecimento do esforço no exercício do ministério pastoral (II Co 11.23-30); E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra(I Ts 5.12-13). O autor da carta aos Hebreus também diz: Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória (I Pe 5.4).

Quanto ao reconhecimento pelo esforço com fidelidade Pedro complementa: Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus…(Hb 13.7).

Quanto ao esforço em benefício do povo de Deus, Paulo também nos dá seu testemunho: “…em trabalhos…; em açoites…; em prisões…; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza(II Co 11.23-30).

No atual contexto de grande turbulência espiritual, o mundo precisa de referenciais de fidelidade e estabilidade.

De igual modo, os pastores precisam da proteção do alto e grandes livramentos para não sucumbirem diante dos cruéis ataques do inimigo, pois estão na linha de frente.

Que a igreja possa se lembrar de seus obreiros e suas famílias todos os dias, ajudando-os em oração!

Pr.Luís Kendji G.Yasumura

21 Days of Prayer

Like every year, we will begin the three-week preparation period for next year. December is a time of celebration, festivities, communion, rest with family and friends. However, it is also a period of reflection, strategic pause, planning and the start of new projects.

In this context I call upon our whole community to pray and seek the face of our Lord to guide us all along with His wise counsel (Psalm 73:24), aware that many are the plans of the heart of man, but the Lord’s purpose is that always prevails (Proverbs 19:21), that His Word is light to our way (Psalm 119: 105) and if the Lord does not build the house in vain we will work (Psalm 127: 1).

Our meetings will be held on weekdays from 8 pm. On Saturdays at 19hs. On Sundays we will have a period of prayer in public worship that always starts at 10am. If you cannot attend every day, make a personal purpose by setting a time and period (number of days) that is possible for you.

In addition to your personal requests, I advise you to seek renewal of your faith and spiritual revival for our community.

May the Lord bless you all richly in Christ Jesus!

Pr.Kendji

21 Days of Prayer 2020

21 Dias de Oração

Como todos os anos, iniciaremos o período de três semanas de preparação para o próximo ano. O mês de dezembro é um período de celebração, de festividades, de comunhão, de descanso com família e amigos. Porém, também é um período de reflexão, de pausa estratégica, de planejamento e início de novos projetos.

Neste contexto convoco toda nossa comunidade a orar e buscar a face do nosso Senhor para que Ele nos guie em todo percurso com Seu conselho sábio (Salmo 73.24), conscientes que muitos são os planos do coração do homem, mas o propósito do Senhor é que sempre prevalece (Provérbios 19.21), que Sua Palavra é luz para o nosso caminho (Salmo 119.105) e se o Senhor não edificar a casa em vão trabalharemos (Salmo 127.1).

Nossas reuniões se realizarão nos dias de semana a partir das 20hs. Aos sábados as 19hs. Aos domingos teremos um período de oração no culto público que sempre se inicia as 10hs. Se não puder comparecer todos os dias faça um propósito pessoal determinando um período (número de dias) e horário que seja possível para si.

Além de seus pedidos pessoais aconselho a buscar a renovação da vossa fé e o avivamento espiritual para nossa comunidade.

Que o Senhor abençoe a todos vós ricamente em Cristo Jesus!

Pr.Kendji

21 Days of Prayer 2020

Dia do Pastor

O CHAMADO PASTORAL

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Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. I Pedro 5.2-4

INTRODUÇÃO

No dia 10 de junho comemora-se o Dia do Pastor. Figura polêmica dos nossos dias. Pessoa amada e respeitada por muitos, mas perseguida, satirizada e vilipendiada (desrespeitada) por não poucos. Esta é uma boa ocasião para conhecermos um pouco mais sobre este ministério que é bíblico e tão relevante para a vida da Igreja de Jesus.

ELUCIDAÇÃO

O texto fala acerca de dois grupos de pessoas; os pastores e as ovelhas. Sobre os pastores e ovelhas está aquele que assim estabeleceu tal relação e posições; o Senhor Jesus. Primeiro entendimento sobre a temática é a Biblicidade do ministério pastoral.

  • Este ministério foi ordenado por Jesus (Ef 4.11-12);
  • Tem por objetivo cuidar do rebanho de Jesus (Jo 21.17);
  • Deve ser exercido com responsabilidade, pois trata de pessoas que Jesus comprou com Seu próprio sangue (At 20.28);
  • Quem almeja o pastorado excelente obra deseja (I Tm 3.1);
  • Agrega a si uma pesada responsabilidade com cobrança (Hb 13.17);
  • Mas há uma recompensa eterna muito acima da média para aqueles que procederem com fidelidade na causa do Evangelho (Dn 12.3).

O pastor é aquele que cuida da ovelha, protege-a, alimenta-a, oferece-lhes condições para sua multiplicação e extrai delas o melhor que podem dar para o benefício da Igreja como um todo. A ovelha conhece a voz do seu pastor (Jo 10.2-4 e 11 / Jo 21.15).

As ovelhas são de Jesus, mas Ele mesmo transfere aos pastores do rebanho a responsabilidade de conduzirem as mesmas para Si. De igual modo as ovelhas devem ser conduzidas por seus pastores como quem obedece àquele que o próprio mestre designou em seu lugar.

No texto de João Jesus disse; as ovelhas escutam nitidamente discernindo sua voz da dos outros. Há uma linha invisível que os liga profundamente. Esta mesma linha liga o pastor às ovelhas que lhe foram confiadas. Este elo é a confirmação do chamado pastoral e ao mesmo a provisão do Senhor para que cada pessoa receba um cuidado especial.

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Analisemos quatro aspectos do chamado pastoral

1º aspecto do chamado pastoral

A)-Deve haver um chamado (I Pe 5.2 / sob seus cuidados)

Jesus delegou pastores para cuidar de Seu rebanho. O texto nos diz que as ovelhas de Jesus passaram a estar sob cuidado do pastor. Esta responsabilidade é atribuída e confirmada pelo próprio Senhor. O Senhor escolhe pessoas específicas para lhes atribuir esta responsabilidade. Este é o Chamado Para o Ministério.

  • Sem chamado a pessoa não suporta as pressões ministeriais.
  • Sem a certeza do chamado não há convicção e a qualquer instante podem desistir de tudo (não tenho certeza, acho que eu não consigo).
  • Sem a certeza do chamado não há poder para continuar com perseverança no trabalho do Reino de Deus.
  • Sem a certeza do chamado não há coragem e esforço no preparo (bíblico, em santidade e oração) para enfrentar a oposição de satanás.
  • Sem a certeza do chamado não há forças para se recuperar caso haja um deslize (preciso me recuperar, pois sei o que Deus quer de mim).

A atitude de uma pessoa chamada para o ministério pastoral é como a de Davi; veio a ursa ele matou, veio o leão ele o enfrentou, veio Golias ele partiu para cima. Objetivo de vida, coragem, convicção, força em Deus!

Este chamado se processou com Pedro; durante três anos ele andou com Jesus, mas um dia, após a ressurreição, Jesus foi claro; Pedro, se você me ama, cuida das minhas ovelhas para mim! Com convicção, sua resposta verbal foi positiva; Tu sabes de todas as coisas e sabes que eu te amo!

Contudo, sua atitude falou mais alto; ele morreu cuidando do rebanho do Senhor, pregando o Evangelho do Reino e lutando pela causa do mestre! Isto só é possível se houver convicção do chamado.

2º aspecto do chamado pastoral

O perímetro indica uma comunidade (igreja local / Sl 92.12-15)

Existe um perímetro de ação (I Pe 5.2 / sob seus cuidados). As ovelhas são chamadas para estarem dentro de um rebanho; estabelecidas em uma igreja e não vagueando por várias, pelos montes. A condição para ser abençoado e próspero (DENTRO DA VONTADE DE DEUS) é estar plantado na Casa do Senhor. Estar plantado em uma igreja trás inúmeros benefícios:

  • Florescer como a palmeira; forte, resistente, resiliente no soprar do vento.
  • Ser como o cedro; uma madeira nobre, macia, maleável, fácil de ser modelada e quando assume uma forma preserva o que lhe foi esculpido. Muito utilizada no acabamento do Templo, valiosa, bela a vista e muito cheirosa.
  • Florescer nos átrios; cresce no meio do povo de Deus, entre àqueles que vêm oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus.
  • Mesmo em idade avançada não deixarão de ser produtivos e transparecer lucidez e vigor espiritual no anunciar as boas novas e ensinar a Sua justiça com sabedoria e maturidade.

O perímetro indica um pastoreio (sob uma autoridade pastoral). Debaixo da autoridade de um pastoreio. Exemplo: o irmão viúvo que quis casar-se no Paraguai com outra irmã viúva para a mesma não perder o benefício da aposentadoria do falecido marido. O seu pastor não aprovou, mas um pastor de outra igreja consentiu e até prontificou-se a realizar a cerimônia religiosa. O texto de II Tm 4.3-4 diz: Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.

Estamos vivendo um período na história da Igreja que mais do que nunca as pessoas têm buscado alternativas à sã doutrina que se adaptam aos próprios desejos, trazendo desordem para a comunidade do povo de Deus.

Por isso Paulo ensina a Tito; A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí (Tt 1.5).

A necessidade de um pastoreio (uma só direção) é a manutenção da ordem. Um dos maiores problemas enfrentados na educação dos filhos de pais divorciados é exatamente a contradição de informações, conceitos e meios disciplinares aplicados sem concordância. Os filhos manipulam os pais, buscando obedecer somente àquele que lhe oferece as melhores condições. Instaura-se uma confusão mental nestes jovens que perdura por toda a vida. Somente Jesus pode libertá-los.

De igual modo, quando uma ovelha não se conforma com um pastoreio (uma direção), instaura-se a desordem em sua vida pessoal. E esta é a preocupação do pastor: a saúde das ovelhas de Cristo.

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3º aspecto do chamado pastoral

Deve haver desejo (I Pe 5.2-3 / boa vontade)

O desejo, a ludicidade (sensação de diversão no exercício de alguma atividade) e o prazer dispensam recompensas. Quando alguém nos pede um favor em uma área que gostamos de trabalhar, recusamos recompensas e ainda dizemos: Foi um prazer!

Quem deseja e tem prazer no ministério pastoral dificilmente trabalhará por obrigação, consequentemente não será ganancioso e não agirá com mão de ferro (dominador), mas com amor! A alegria de servir a Deus já é sua recompensa. Esta é uma das primeiras lições do discípulo e do candidato ao ministério; servir com alegria sem almejar recompensas terrenas.

Primeiro vem a fé com contentamento, o espírito voluntário, a entrega pessoal e conseqüentemente o Senhor supre as necessidades. Como disse Paulo a Timóteo: A fé com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (I Tm 6.6-8).

Desejo e boa vontade estão intimamente ligados à satisfação. Este sentimento é fundamental para qualquer área de nossa vida.

Satisfação é o estado de não precisar de mais nada para se sentir completo. Uma pessoa satisfeita está automaticamente liberta da ganância, e esta é a chave para um ministério equilibrado e bem sucedido diante de Deus!

4º aspecto do chamado pastoral

Deve haver exemplo (I Pe 5.2-3)

A palavra exemplo no texto original significa cunha de modelagem, ou, forma. Isto significa um modelo a ser utilizado para reprodução. É como uma forma de bolo; saindo todos com o mesmo formato.

  • Exemplo de boas obras (moralidade): ações corretas em conformidade com a Santa Lei de nosso Senhor Jesus Cristo.
  • Exemplo de consagração (entrega, esforço, santidade).
  • Exemplo de fé (conquistando na oração e não na força humana): não conquistando tudo o que quer, mas colocando todas as necessidades diante do Senhor em oração e lentamente obtendo vitórias duradouras.
  • Exemplo de estabilidade, uma âncora (um referencial e segurança de cuidado e abrigo): os ventos sopram, as estações mudam, mas permanecendo firmes fazendo a obra do Senhor.
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CONCLUSÃO

Paulo ensinou sobre o reconhecimento do esforço no exercício do ministério pastoral (II Co 11.23-30); E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra(I Ts 5.12-13). O autor da carta aos Hebreus também diz: Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória (I Pe 5.4).

Quanto ao reconhecimento pelo esforço com fidelidade Pedro complementa: Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus…(Hb 13.7).

Quanto ao esforço em benefício do povo de Deus, Paulo também nos dá seu testemunho: “…em trabalhos…; em açoites…; em prisões…; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza(II Co 11.23-30).

No atual contexto de grande turbulência espiritual, o mundo precisa de referenciais de fidelidade e estabilidade.

De igual modo, os pastores precisam da proteção do alto e grandes livramentos para não sucumbirem diante dos cruéis ataques do inimigo, pois estão na linha de frente.

Que a igreja possa se lembrar de seus obreiros e suas famílias todos os dias, ajudando-os em oração!

Pr.Luís Kendji G.Yasumura

O Que é Fé

O Que é Fé

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Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. Hebreus 11.6

Temos fé em Deus? Se tenho fé, como às vezes penso que não tenho fé? Por que às vezes me dizem que não tenho fé? Mas, se tenho fé por que não consigo dizer à este monte mova-te daqui para lá? Então, a fé deve ter uma dimensão! Qual é então o tamanho da minha fé? O que é ter fé? Como por a fé em ação? Quais são os resultados desta?

O objetivo desta mensagem é que compreendamos de modo simples o que é a fé! Sem mitos, complicações ou explicações sem definição clara.

A)-O que é fé e o que não é fé? (Hb 11.6)

  • Fé é acreditar na existência de Deus; não ter dúvida da sua existência.
  • Fé é acreditar na Palavra de Deus (II Tm 3.16); Paulo disse que toda a Escritura é inspirada por Deus. Não há falhas na Bíblia. Nós que precisamos entendê-la melhor e corretamente.
  • Fé é acreditar no que Deus fala especificamente para nós do modo como conseguimos compreende-lo (promessas bíblicas, orientação pastoral, revelação específica diretamente a nós / Hb 11.8); Abraão creu na palavra específica dada a ele e reconstruiu toda sua vida sobre esta direção.
  • A fé inclui o elemento racional (II Pe 1.16 / ele não criou fábulas, mas foi testemunha ocular): Pedro falou do que pode testificar como verdadeiro.
  • A fé inclui o elemento investigativo (Lc 1.3 / At 17.11): pelo fato de não ter sido uma testemunha ocular de Jesus, Lucas, antes ensinar qualquer coisa, procurou fazer uma investigação precisa sobre os eventos de Cristo e realizar o registro de tudo para não haverem enganos. Os crentes de Beréia examinavam as escrituras para ver se de fato as profecias falavam acerca de Cristo, para assim lançar sobre esta Palavra a sua fé!
  • Paulo quando afirma a ressurreição ele toma por base o testemunho ocular de Pedro, dos discípulos e por fim, o seu próprio testemunho de ter visto Jesus ressuscitado (I Co 15.3-8). Ele está dizendo que crê na ressurreição por que houve muitas testemunhas oculares e porque ele também viu.
  • A fé não é uma confiança cega, mas dar crédito a alguém que é real, que se revela a nós e que nunca falha!
  • Para compreendermos o que não é fé, precisamos diferenciar fé de esperança (ICo 13.13 / fé, esperança e amor); Existem dois tipos de esperança totalmente distintas.
  • A primeira é um estado emocional de desejo, em nosso coração, a respeito do que gostaríamos que acontecesse no futuro, mas não estamos certos de que isso acontecerá.
  • A segunda é a esperança de coisas que Deus já prometeu que irá cumprir (Rm 5.5). Esta esperança é designada “âncora da alma” (Hb 6.19).
  • Uma âncora é o que dá a um navio a proteção contra flutuar sem rumo no mar. As promessas de Deus, quanto o amanhã, são a âncora para os crentes, hoje.
  • Desta forma, a fé é a certeza das coisas que esperamos (Hb 11.1). Não estamos vendo, mas cremos que acontecerá por causa daquele que prometeu.
  • Por outro lado, não há como crer se Ele não prometer. Deus precisa falar para crermos no que Ele diz. Crer no que desejamos e no que Deus não prometeu, é crer na esperança (desejo, fantasia), e não em Deus.
  • A Bíblia nunca afirma que devemos dar um salto no escuro. Na verdade, a exortação bíblica é que saiamos das trevas para a luz (Jo 3.19). A fé não é cega, sem sentido, sem razão, arbitrária, excêntrica ou uma mera expressão do desejo humano. Se fosse assim o autor de Hebreus diria que a fé é a certeza do que eu quero que aconteça.
  • A ideia é essa: eu não sei o que acontecerá amanhã, mas Deus sabe. Portanto, se Deus promete que irá fazer algo amanhã, não sei de que modo acontecerá, mas certamente Deus fará acontecer, pois Ele tem uma reputação infalível; Ele existe, diz a verdade, nunca mente e não falha!

Fé 01

B)-Eu tenho fé? (Hb 11.8)

  • Todo aquele que crê em Deus procura agradá-lo; dá a Deus sua vida inteira. Sem fé não há motivação no coração humano para viver de uma maneira que honra a Deus.
  • Isso acontece porque ninguém se importa em honrar uma pessoa na qual ele não crê que exista o que seja digna de honra.
  • Portanto, posso saber se tenho fé ou não por meio da força que empregamos para viver de uma maneira que agrade a Deus.
  • Se dissermos que cremos em Deus, mas não empregamos força para viver de uma maneira que o agrade, então, na prática, somos ateus.
  • Podemos analisar se temos fé ou não por meio de como investimos nossos recursos e nosso tempo; Como disse Jesus; Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (Lc 12.34). Investimos tempo e dinheiro no Reino de Deus ou em nosso próprio reino apenas?
  • Podemos analisar se temos fé pelos assuntos que predominam nos nossos pensamentos e nossas conversas diárias (Mt 12.34 / boca fala do coração);
  • Podemos reconhecer que temos fé quando Deus ocupa o primeiro lugar em nossas vidas (Mt 6.33): meus projetos e opções vão subtrair meu tempo com Deus? Construo minha vida ao redor da vontade de Deus?
  • Ou planejo e realizo todas as coisas e depois dedico o que sobra do meu tempo e dos meus recursos para Deus?
  • Na verdade, esta análise é clara e simples; nós que não gostamos de olhar no espelho e confrontar a situação.
  • Porém, melhor é o incômodo momentâneo da confrontação com salvação, do que um prazer momentâneo e a eternidade para chorar e ranger os dentes!
  • Lembre-se: O pecado não trás felicidade; trás um rápido prazer para carne. Porém a vida de fé proporciona felicidade e sensação de bem estar prolongados!
  • Agora você consegue ver pelo diagnóstico da sua vida se tem fé ou não?

C)-Qual a origem da fé? (Hb 12.2 / Jesus é o Autor)

  • Precisamos analisar a ordem cronológica da salvação (ordo salutis);
  • Na opinião popular, precisamos ter fé para nascer de novo, ou seja, a fé vem antes do novo nascimento (regeneração). Essa ideia implica que, em nossa condição caída (afastados de Deus), podemos sozinhos gerar a fé em Deus para salvação. Esse não é o ensinamento bíblico!
  • A Bíblia diz que primeiro vem a eleição de Deus (Ele nos escolheu / Jo 15.16) (Ele nos deu vida quando estávamos mortos no pecado / Ef 2.1).
  • Segundo vem o Novo Nascimento por meio do Espírito Santo vindo habitar em nós (Foi o que Jesus falou a Nicodemos / Jo 3.3-5);
  • Terceiro, o Espírito Santo nos capacita a crer em Deus, na Palavra de Deus e no que Deus nos diz, nos convence do pecado, da justiça e do juízo (passamos a ter fé), e nos arrependemos (Jo 16.7-8 e 13);
  • Quarto, a fé com o arrependimento produz a justificação (Rm 5.1); nos apropriamos da justiça de Jesus na cruz e somos purificados pelo seu sangue para entrar na presença de Deus. Também conseguimos entender e obedecer a Sua vontade (soberana, moral e revelada). Desta forma permanecemos em comunhão com Deus.
  • Desta forma compreendemos que a fé é um presente de Deus. O Senhor primeiramente nos dá e começamos a colocar em prática pelos primeiros passos de obediência. Ela é um talento, um dom, um presente. Precisamos usá-la, colocá-la em prática.
  • A obediência aperfeiçoa a fé que por sua vez viabiliza mais boas obras. É uma dinâmica sinergética (Tg 2.21-22).
  • Deus mesmo direciona nossa fé para aquilo que Ele quer que realizemos. Abraão viveu peregrino, Noé construiu a Arca, Moisés recusou ser chamado filho da filha de faraó, os profetas pregaram sob risco de morte, os mártires se entregaram em sacrifício, os guerreiros tiraram forças da fraqueza, a assim por diante.
  • A fé vem de Deus para obedecermos a vontade de Deus no propósito que Ele tem para cada um de nós!

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D)-Como posso cultivar a fé? (I Ts 1.3 / vossa fé tem crescido muito)

  • O começo da fé depende da graça sobrenatural de Deus, e o fortalecimento dessa fé depende da graça santificadora de Deus. É o que chamamos de meios da graça.
  • Por meio da Palavra de Deus (Rm 10.17 / a fé vem pelo ouvir):
    • Quanto mais me exponho à Palavra de Deus, maior será minha fé.
    • De igual modo, se eu sou negligente em ler as Escrituras, eu abro a minha mente para que seja tomada por ideias procedentes do mundo secular e isso enfraquece o ardor da minha fé.
    • À medida que leio as Escrituras digo: isso é verdade e minha alma é encorajada.
    • É por essa razão que não podemos negligenciar as reuniões na igreja (Hb 10.24-25). Precisamos nos alimentar da Palavra de Deus.
  • Por meio dos sacramentos:
    • O Batismo confirma a ordenança bíblica e fortalece nossa fé por meio da obediência a vontade de Cristo (Mc 16.16 / fazei discípulos, batizando-os).
    • A participação na Ceia do Senhor reforça a necessidade de santidade para manutenção da comunhão com Cristo, consistindo em um momento de reflexão, arrependimento, contrição, gratidão e por fim, fortalecimento da vida com Deus (I Co 11.28-29 / examine a si mesmo).
  • Por meio da oração (Jr 29.12-13 / buscar-me-eis e me achareis).
    • A oração é um meio dado por Deus para gastarmos tempo com ele, louvá-lo, agradecer-lhe e apresentar-lhe nossas petições.
    • Quando saímos deste período de oração percebemos sua providência em nossa vida e o vemos respondendo à nossas orações.
    • Consequentemente, o consolo, sua presença tangível (capaz de ser sentida) e respostas, fortalecem a nossa fé.
  • Na medida em que nos empenhamos nestes meios da graça, nossa fé se renova, revigora e cresce. O oposto também é verdadeiro.
  • Muitas pessoas pensam que estes elementos são dispensáveis. Contudo, o nosso nível de esforço nestas áreas também consiste em um meio para identificar a qualidade de fé que estamos vivendo.
  • Precisamos nos esforçar no cultivo da nossa fé! Lembre-se; as pessoas mais próximas de Deus sempre foram as mais felizes, usadas e beneficiadas!

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CONCLUSÃO

Como ponho a fé em ação?

  • Obediência é fé na prática: viver em submissão ao que Deus ordena é a essência da fé.
  • Quanto mais fé, mais somos cheios do amor de Deus;
  • Quanto mais entendemos a grandeza de Deus, mais humildes e dependentes nos tornamos;
  • Quanto mais fé, mais aprendemos a descansar em suas promessas;
    • Ele suprirá todas as nossas necessidades (Fp 4.19);
    • Se arrependermos e confessarmos, Ele perdoará todos os nossos pecados (I Jo 1.9);
    • Ele nos diz que nos daria o espírito de coragem, de amor e de moderação para que pudéssemos vencer toda forma de medo e covardia (II Tm 1.7);
    • Deus promete proteção do mal e do perigo (Sl 91.10-11);
    • Deus não nos deixará ser tentados além do nosso limite (I Co 10.13);
    • Deus não nos negará o que é bom para nós (Sl 84.11);
    • Ele nos prometeu o dom do Espírito Santo (Lc 11.13);
    • Ele nos promete sabedoria (Tg 1.5);
    • Ele nos promete paz a despeito das lutas (Is 26.3);
    • Ele promete que voltará para nos buscar (Jo 14.2-3);
    • Ele promete que porá fim à morte física, à tristeza e à dor (Ap 21.4);
    • Ele promete que ninguém ficará impune das maldades praticadas que não foram perdoadas. Ele julgará o ímpio (Ec 3.17);
    • Mas Ele nos promete a seus filhos a Vida Eterna (I Jo 2.25).
  • A fé nos fortalece para passarmos pelas dores da vida. Ao atravessarmos as dificuldades nos tornamos mais maduros, pacientes e misericordiosos;
  • Por fim, o que é ter fé? Não é nos tornarmos super-crentes, capazes de realizar todos os desejos humanos e solucionar todos os problemas dos que sofrem.
  • Ter fé é sermos maduros e fortes o suficiente para dizermos como Paulo:

“Sei passar necessidade e sei também ter muito; tenho experiência diante de qualquer circunstância, tanto na fartura como de fome; assim na abundância como na escassez; tudo posso naquele que me fortalece!” Filipenses 4.12-13

O Que Importa e O Que Não Importa na Vida

O QUE IMPORTA E O QUE NÃO IMPORTA NA VIDA

Aliviando a Alma Para Ter Qualidade de Vida em Cristo

O Que Importa Materia Banner…deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta (Hebreus 12.1)

O Que Importa e o Que Não Importa na Vida? Parece uma pergunta displicente e simplória, mas por trás desta abriga-se um turbilhão de emoções, ações e escolhas, exercendo influência direta sobre nossa qualidade de vida.

A Ponta do Iceberg: Muitas pessoas possuem dificuldades com críticas. Quando confrontadas, se não houver alternativa, aceitam. Contudo consideram mais como um problema de compreensão e aceitação dos outros do que algo que devam aplicar a si mesmos (os outros é que estão com problema / transferência de culpa).

A crítica trata não somente do que fazemos, mas também do que somos e que não intensionamos mudar, causando por isso uma grande dor.

Nossa odisséia inicia-se antes do estágio operatório formal (período no qual a criança começa a raciocinar lógica e sistematicamente). Conquistamos a capacidade de abstração e atravessamos a adolescencia buscando o equilíbrio entre o pensamento e a realidade.

Demoramos tanto tempo procurando a acomodação emocional que quando a atingimos em certa medida não queremos mais mexer para não piorar. Por sua complexidade optamos consciente e inconscientemente por não tocar em hipótese nenhuma no que somos; somente em último caso.

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Mas o fato é que sentimos dor quando NOSSO SER (nosso jeito, os nossos hábitos, gostos, desejos, atitudes) é questionado. A primeira reação é a rejeição.

A crítica machuca, mas o NOSSO JEITO DE SER machuca aqueles que se relacionam conosco também. Quanto mais perto, mais expostos estamos, e o pior; normalmente nos recusamos a admitir. Mas como Deus nos ama, ele nos confronta para sermos transformados à imagem de Jesus Cristo. Ele tem algo melhor para nós. O problema é que não queremos mudanças, somente alguns acessórios morais para customizar nossa imagem religiosa.

Porém, Ele tem um plano para nós, e este plano inclui grandes mudanças. Para isso o Espírito Santo passa a habitar em nós; para mover as pedras, mudar os fixos, redirecionar os fluxos, e reorganizar nossa filosofia de vida.

A nossa filosofia de vida, por sinal, é construída sobre um conjunto de valores morais e emocionais internalizados desde a tenra infância (bom-ruim / certo-errado / mais importante-menos importante-desnecessario / agradável-desagradável / egoísmo-atruísmo / outros).

Em um piso mais profundo encontramos a origem; a exposição a inexorável influência do pecado que direciona a formação deste conjunto de valores.

Paulo compreendeu isso e encontrou respostas práticas para estes questionamentos que quebrou as cadeias dos sofismas que o prendia.

Um dos objetivos principais da carta é o combate ao legalismo (doutrina que busca justificação de Deus por meio do cumprimento das Leis Bíblicas).

Obedecer a Lei não é errado; pelo contrário é certo. Errado é pensar que somos bons e justos e que não precisamos da justiça de Jesus (ou que esta é apenas um complemento).

Paulo ensina aos flipenses algo que bem compreendia; ele mesmo era um legalista e se arrependeu amargamente disto, e provou uma completa transformação de mente.

A confiança na carne, a convicção de que seus atos eram corretos estava fundamentada em um conjunto de valores distorcidos que Jesus transformou radicalmente. Paulo entendeu então O Que Importa e o Que Não Importa na Vida!

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A conversão é marcada por uma clara mudança de valores

Analisemos o que é importante e o que não é na vida , pela perspectiva de Deus, no universo mental de Saulo de Tarso

A)-O QUE NÃO IMPORTA NA VIDA

Saulo valorizava sua raça (linhagem de Israel / 3.5)

Saulo valorizava sua linhagem israelita, considerava-se uma raça escolhida. Esta visão o tornava intolerante; considerava-se superior aos gentios e no direito de perseguir com violência os cristãos. Ele valorizava as tradições de seu povo, a sua história, a sua cultura ao ponto de considerá-la superior às pessoas (pois perseguia e maltratava pela não observância das tradições).

Saulo valorizava o seu nome (da Tribo de Benjamim / 3.5)

Quando valorizamos o nosso nome não aceitamos a possibilidade de falhas, não suportamos a rejeição. O seu nome é o cartão de visita; um diferencial para melhor aceitação e inclusão (necessidade de relacionamento e impacto). Todos o conheciam; aquele é Saulo!

Por outro lado, torna-se exigente consigo mesmo e sofre quando os padrões requeridos não são alcançados. A impossibilidade de atender as expectativas produz a ansiedade e medo da rejeição.Um nome não se constrói em poucos meses; são necessarios anos de trabalho árduo, relevante, e reconhecimento por parte de certo número de pessoas. Saulo havia constuido um nome que inspirava respeito e temor.

Saulo valorizava sua posição social (fariseu / 3.5)

Algumas pessoas nascem em berço de ouro, mas a grande maioria galga posições mais altas através do esforço ou por meios ilícitos. Aquele que valoriza a posição social não suporta a possibilidade da não aceitação, da perda, da exclusão e da rejeição. Quem supervaloriza a posição social passa sobre pessoas, direitos e emoções.

Saulo não era zelote, nem essênio, nem saduceu; ele era melhor. Fazia parte da elite teológica sacerdotal. Era membro da classe mais respeitada. O grupo que tinha respostas coerentes para todo o povo. O ser farizeu o colocava em uma posição de destaque e ele se orgulhava disso. Ser fariseu significava que tinha superado um rigoroso processo seletivo, pois nem todos poderiam ser incluidos nesta classe. Ele estudou com o grande mestre Gamaliel.

Dominante

Saulo era orgulhoso de si (irrepreensível / 3.6)

Aos seus olhos, ele era irrepreensível; os zelotes, essênios, saduceus, gentios, cristãos, todos estavam errados. Ele fazia parte de um grupo melhor, que buscava a perfeição; os verdadeiros representantes de Deus.

Quando somos orgulhosos não suportamos a ideia da fraqueza, da humilhação, da dependência.O orgulho também é o pano de fundo da hipersensibilidade e do radicalismo.

Paulo, mesmo após sua conversão e certo amadurecimento na fé tem seus valores provados na questão que envolveu Barnabé e João Marcos. Hipersensível, não suportou a discordância de Marcos em relação as diretrizes da viagem missionária e rejeitou radicalmente um novo envolvimento ministerial.

B)-A METANÓIA (mudança de mente)

Deus lhe ensinou que tudo deste mundo é nada (considero tudo perda / 3.8); naquele quarto, após cair do cavalo, Saulo começou a meditar em sua vida de enganos, nas suas escolhas erradas e teve que reavaliar seus valores. O Senhor começou a falar com ele!

Reflexao

Sua raça não é importante Saulo

Quando você estava cego e jogado em um quarto, foi um humilde discípulo usado por Deus que lhe restituiu a visão. Na sua trajetória ministerial foram os gentios que lhe deram suporte financeiro. Timóteo, seu companheiro e filho na fé era um judeu mestiço. As pessoas que mais valorizaram as tuas palavras foram os não judeus.

Diante de Deus não há judeu, grego, brasileiro, filipino, japonês, nortista, sulista, branco, negro, pois Cristo é tudo em todos! O Egito foi um grande império hoje só sobraram umas pilhas de pedras grandes e camelos. Roma dominou toda a Europa e subjulgou milhares; hoje a melhor lembrança é a Torre de Pizza e o Coliseu.

Os tempos de glória desvanecem como a neblina. Sua raça, seu país, não te faz melhor que ninguém. Todos são aceitos, incluídos, reconhecidos e perdoados mediante a fé em Cristo. As diferenças raciais ficarão neste mundo que será destruído. Não vale a pena lutar por isso Saulo!

Sua fama não é importante Saulo

Quando Saulo tornou-se Paulo ele perdeu a aprovação de seus amigos. Ao tornar-se diferente passou a ser rejeitado.

Não adianta tentar fazer de tudo para agradar as pessoas, não adianta buscar em tudo a aprovação. Não adianta ser perfeccionista e radicalmente exigente, polir a aparência, sacrificar a qualidade de vida para mostrar o que não tem.

Não vale a pena querer ser famoso, estar em evidência, aparecer fazendo grandes coisas, buscar os aplausos e reconhecimento. Um dia a multidão se cansa das estrelas (mas o humilde sempre acha graça diante dos olhos de Deus e dos homens).

Como diz um provérbio japonês: prego que desponta é martelado. Da mesma maneira que somos celebrados, quando nos tornamos diferentes da maioria o diabo não exita em usar as pessoas para nos martelar.

Ser reconhecido e celebrado não é importante. Quando morrermos seremos apagados da memória das pessoas. Não vale a pena dedicar-se a isso Saulo!

Sua posição não é importante Saulo

Quando Saulo aceitou a Cristo ele perdeu sua posição no sinédrio. Já não era mais convocado para as assembleias, já não participava das decisões, perdeu o prestígio político-religioso, foi exonerado do poder.

Posições de governo são como uma vaga de estacionamento de supermercado; cada hora tem um carro diferente. Vagas exclusivas são apenas para os donos do mercado.

Não adianta tentar manter tudo e todos sobre seu próprio controle. Não vale a pena manipular, atacar os outros para se defender, justificar-se em tudo. Não vale a pena empurrar os outros para fora, obstruir o crescimento de quem tem mais habilidades que você, usar tudo e todos como trampolim para alcançar uma posição confortável, competir.

Ter posição não é importante, pois quando não formos mais úteis seremos destituídos desta sem o menor peso de consciência; é a ordem natural das coisas! Por isso Saulo, desça do pedestal!

Seu orgulho pode te destruir Saulo

Saulo, Saulo, dura coisa é recalcitrar contra os aguilhões (At 9.5). Você não é melhor que os cristãos que você tem perseguido e executado. O orgulho pode ser positivo (no sentido de boa autoestima), mas quando exacerbado produz:

  • A soberba (ser pretensioso, achar-se melhor);
  • A arrogância (falta de humildade);
  • A hipersensibilidade (tudo ofende);
  • A xenofobia (aversão a outras raças);
  • O racismo (superioridade racial);
  • O corporativismo (excluir a colaboração, não aceitar opinião e manter a diferença de classes);
  • O elitismo (poder nas mãos de poucas pessoas consideradas especiais).
  • O radicalismo (tendência ao extremismo, com falta de equilíbrio)

Não vale a pena ser orgulhoso, não vale a pena achar-se melhor, não compensa se ofender com tudo e guardar rancor de pequenas e nem de grandes coisas, não vale a pena ficar ressuscitando o passado. É pesado demais fazer tudo sozinho e não aceitar opiniões. Se quiser falar, desabafar, me criticar, não tem problema. Não vale a pena nos aborrecermos com nada ou nos sentirmos com o orgulho ferido. Eu tenho erros e preciso mudar.

É triste colocar-se sobre os outros e lhes pisar o sentimento. Você também vai precisar dos outros e muitos não vão te querer por perto Saulo! Mas eu vou ter misericórdia de ti e vou colocar Ananias e Barnabé no teu caminho!

O Espírito Santo mudou a mente de Paulo!

C)-O QUE IMPORTA NA VIDA

Ser uma raça eleita (I Pe 2.9)

Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

Em Cristo não há barreiras, fronteiras. Ele é tudo em todos. Os representantes de todas as nações virão diante do Senhor e lhe prestarão honras diante do Seu altar. O importante é que eu fui escolhido, chamado das trevas para a luz, comprado pelo sangue de Cristo, santificado, e enviado para proclamar a Sua grande bondade!

Ter o nome no Livro da Vida (Ap 21.27)

E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.

Buscamos ter uma boa reputação neste mundo pelo fato de carregarmos o nome de Jesus, mas a fama não servirá para nada. O que importa não é ser conhecido por muitas pessoas, celebrado, estar em destaque. Nada disso servirá na eternidade.

Todo esforço para se obter destaque e a fama conquistada ficará aqui. De nada valerá!A única coisa que importa é se meu nome está escrito no Livro da Vida e se Deus me conhece. Ele te conhece na vida privada (sozinho na multidão, em casa, na sua oração particular). São nestes momentos que Ele te encontra! Ele vai te conhecer e registrar o teu nome no Livro da Vida!

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Ser um servo bom e fiel (Mt 25.21)

Bem está servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.

De que vale ganhar o mundo inteiro e perder a alma? Qual o valor das muitas riquezas com ansiedade (viver estrangulados e puxados em todas as direções)?

Qual o valor dos carros, das casas luxuosas, dos investimentos financeiros, da sua poupança, das roupas de marca, da boa aparência, das diversões, dos prazeres, se não usamos tudo isso como base para uma vida melhor e para servirmos a Deus?

Todas as coisas deste mundo ficarão aqui e para nada valerão senão para atestar que você foi fiel na utilização destas coisas provisórias. E se são provisórias, por que comprometermos a maioria do nosso tempo com nada?

O que importa não é nossa posição, o status, mas sim sermos reconhecidos neste mundo e no porvir como servos de Deus!

Ser manso e humilde de coração (Mt 5.2 / Mt 11.29)

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.

De que vale pensar de mim mais do que realmente sou? Eu não consigo acrescentar um passo no tempo da minha vida. O orgulho e todo comportamento periférico precede a queda! Mas os humildes acham graça diante de Deus.

Então o que importa é desenvolvermos a mansidão, a humildade, o fino trato, a simplicidade, descer do pedestal, andar em união e perdão com nossos irmãos, ajudar a quem precisa, não trair a confiança, não pisar no próximo.

Não pensar ser melhor que ninguém, tratar as pessoas de modo igual, respeitar naturalmente aqueles a quem Deus conferiu honra. Não se abalar com o que os outros dizem, mas estar sempre disposto agir com bondade, imparcialidade e generosidade de coração!

Isto é o que importa na vida!

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CONCLUSÃO

Senhor; leva-nos a avaliar nosso estilo de vida para saibamos o que não é importante e o que é realmente importante.

Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta. Hebreus 12.1

Senhor, ajuda-nos a correr a carreira que o Senhor projetou para nós com paciência. Ajuda-nos a deixar para trás todo embaraço e nos concentrarmos naquilo que realmente é importante e que vai ser útil para a vida eterna!

Pr.Luís Kendji G.Yasumura