Dia do Pastor

O CHAMADO PASTORAL

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Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. I Pedro 5.2-4

INTRODUÇÃO

No dia 10 de junho comemorou-se o Dia do Pastor. Figura polêmica dos nossos dias. Pessoa amada e respeitada por muitos, mas perseguida, satirizada e vilipendiada (desrespeitada) por não poucos. Esta é uma boa ocasião para conhecermos um pouco mais sobre este ministério que é bíblico e tão relevante para a vida da Igreja de Jesus.

ELUCIDAÇÃO

O texto fala acerca de dois grupos de pessoas; os pastores e as ovelhas. Sobre os pastores e ovelhas está aquele que assim estabeleceu tal relação e posições; o Senhor Jesus. Primeiro entendimento sobre a temática é a Biblicidade do ministério pastoral.

  • Este ministério foi ordenado por Jesus (Ef 4.11-12);
  • Tem por objetivo cuidar do rebanho de Jesus (Jo 21.17);
  • Deve ser exercido com responsabilidade, pois trata de pessoas que Jesus comprou com Seu próprio sangue (At 20.28);
  • Quem almeja o pastorado excelente obra deseja (I Tm 3.1);
  • Agrega a si uma pesada responsabilidade com cobrança (Hb 13.17);
  • Mas há uma recompensa eterna muito acima da média para aqueles que procederem com fidelidade na causa do Evangelho (Dn 12.3).

O pastor é aquele que cuida da ovelha, protege-a, alimenta-a, oferece-lhes condições para sua multiplicação e extrai delas o melhor que podem dar para o benefício da Igreja como um todo. A ovelha conhece a voz do seu pastor (Jo 10.2-4 e 11 / Jo 21.15).

As ovelhas são de Jesus, mas Ele mesmo transfere aos pastores do rebanho a responsabilidade de conduzirem as mesmas para Jesus. De igual modo as ovelhas devem ser conduzidas por seus pastores como quem obedece àquele que o próprio mestre designou em seu lugar.

No texto de João Jesus disse; as ovelhas escutam nitidamente discernindo sua voz da dos outros. Há uma linha invisível que os liga profundamente. Esta mesma linha liga o pastor às ovelhas que lhe foram confiadas. Este elo é a confirmação do chamado pastoral e ao mesmo a provisão do Senhor para que cada pessoa receba um cuidado especial.

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Analisemos quatro aspectos do chamado pastoral

1º aspecto do chamado pastoral

A)-Deve haver um chamado (I Pe 5.2 / sob seus cuidados)

Jesus delegou pastores para cuidar de Seu rebanho. O texto nos diz que as ovelhas de Jesus passaram a estar sob cuidado do pastor. Esta responsabilidade é atribuída e confirmada pelo próprio Senhor. O Senhor escolhe pessoas específicas para lhes atribuir esta responsabilidade. Este é o Chamado Para o Ministério.

  • Sem chamado a pessoa não suporta as pressões ministeriais.
  • Sem a certeza do chamado não há convicção e a qualquer instante podem desistir de tudo (não tenho certeza, acho que eu não consigo).
  • Sem a certeza do chamado não há poder para continuar com perseverança no trabalho do Reino de Deus.
  • Sem a certeza do chamado não há coragem e esforço no preparo (bíblico, em santidade e oração) para enfrentar a oposição de satanás.
  • Sem a certeza do chamado não há forças para se recuperar caso haja um deslize (preciso me recuperar, pois sei o que Deus quer de mim).

A atitude de uma pessoa chamada para o ministério pastoral é como a de Davi; veio a ursa ele matou, veio o leão ele o enfrentou, veio Golias ele partiu para cima. Objetivo de vida, coragem, convicção, força em Deus!

Este chamado se processou com Pedro; durante três anos ele andou com Jesus, mas um dia, após a ressurreição, Jesus foi claro; Pedro, se você me ama, cuida das minhas ovelhas para mim! Com convicção, sua resposta verbal foi positiva; Tu sabes de todas as coisas e sabes que eu te amo!

Contudo, sua atitude falou mais alto; ele morreu cuidando do rebanho do Senhor, pregando o Evangelho do Reino e lutando pela causa do mestre! Isto só é possível se houver convicção do chamado.

2º aspecto do chamado pastoral

O perímetro indica uma comunidade (igreja local / Sl 92.12-15)

Existe um perímetro de ação (I Pe 5.2 / sob seus cuidados). As ovelhas são chamadas para estarem dentro de um rebanho; estabelecidas em uma igreja e não vagueando por várias, pelos montes. A condição para ser abençoado e próspero (DENTRO DA VONTADE DE DEUS) é estar plantado na Casa do Senhor. Estar plantado em uma igreja trás inúmeros benefícios:

  • Florescer como a palmeira; forte, resistente, resiliente no soprar do vento.
  • Ser como o cedro; uma madeira nobre, macia, maleável, fácil de ser modelada e quando assume uma forma preserva o que lhe foi esculpido. Muito utilizada no acabamento do Templo, valiosa, bela a vista e muito cheirosa.
  • Florescer nos átrios; cresce no meio do povo de Deus, entre àqueles que vêm oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus.
  • Mesmo em idade avançada não deixarão de ser produtivos e transparecer lucidez e vigor espiritual no anunciar as boas novas e ensinar a Sua justiça com sabedoria e maturidade.

O perímetro indica um pastoreio (sob uma autoridade pastoral). Debaixo da autoridade de um pastoreio. Exemplo: o irmão viúvo que quis casar-se no Paraguai com outra irmã viúva para a mesma não perder o benefício da aposentadoria do falecido marido. O seu pastor não aprovou, mas um pastor de outra igreja consentiu e até prontificou-se a realizar a cerimônia religiosa. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos (II Tm 4.3-4).

Estamos vivendo um período na história da Igreja que mais do que nunca as pessoas têm buscado alternativas à sã doutrina que se adaptam aos próprios desejos, trazendo desordem para a comunidade do povo de Deus.

Por isso Paulo ensina a Tito; A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí (Tt 1.5).

A necessidade de um pastoreio (uma só direção) é a manutenção da ordem. Um dos maiores problemas enfrentados na educação dos filhos de pais divorciados é exatamente a contradição de informações, conceitos e meios disciplinares aplicados sem concordância. Os filhos manipulam os pais, buscando obedecer somente àquele que lhe oferece as melhores condições. Instaura-se uma confusão mental nestes jovens que perdura por toda a vida. Somente Jesus pode libertá-los.

De igual modo, quando uma ovelha não se conforma com um pastoreio (uma direção), instaura-se a desordem em sua vida pessoal. E esta é a preocupação do pastor: a saúde das ovelhas de Cristo.

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3º aspecto do chamado pastoral

Deve haver desejo (I Pe 5.2-3 / boa vontade)

O desejo, a ludicidade (sensação de diversão no exercício de alguma atividade) e o prazer dispensam recompensas. Quando alguém nos pede um favor em uma área que gostamos de trabalhar, recusamos recompensas e ainda dizemos: Foi um prazer!

Quem deseja e tem prazer no ministério pastoral dificilmente trabalhará por obrigação, consequentemente não será ganancioso e não agirá com mão de ferro (dominador), mas com amor! A alegria de servir a Deus já é sua recompensa. Esta é uma das primeiras lições do discípulo e do candidato ao ministério; servir com alegria sem almejar recompensas terrenas.

Primeiro vem a fé com contentamento, o espírito voluntário, a entrega pessoal e conseqüentemente o Senhor supre as necessidades. Como disse Paulo a Timóteo: A fé com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (I Tm 6.6-8).

Desejo e boa vontade estão intimamente ligados à satisfação. Este sentimento é fundamental para qualquer área de nossa vida.

Satisfação é o estado de não precisar de mais nada para se sentir completo. Uma pessoa satisfeita está automaticamente liberta da ganância, e esta é a chave para um ministério equilibrado e bem sucedido diante de Deus!

4º aspecto do chamado pastoral

Deve haver exemplo (I Pe 5.2-3)

A palavra exemplo no texto original significa cunha de modelagem, ou, forma. Isto significa um modelo a ser utilizado para reprodução. É como uma forma de bolo; saindo todos com o mesmo formato.

  • Exemplo de boas obras (moralidade): ações corretas em conformidade com a Santa Lei de nosso Senhor Jesus Cristo.
  • Exemplo de consagração (entrega, esforço, santidade).
  • Exemplo de fé (conquistando na oração e não na força humana): não conquistando tudo o que quer, mas colocando todas as necessidades diante do Senhor em oração e lentamente obtendo vitórias duradouras.
  • Exemplo de estabilidade, uma âncora (um referencial e segurança de cuidado e abrigo): os ventos sopram, as estações mudam, mas permanecendo firmes fazendo a obra do Senhor.

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CONCLUSÃO

Paulo ensinou sobre o reconhecimento do esforço no exercício do ministério pastoral (II Co 11.23-30); E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra(I Ts 5.12-13). O autor da carta aos Hebreus também diz: Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória (I Pe 5.4).

Quanto ao reconhecimento pelo esforço com fidelidade Pedro complementa: Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus…(Hb 13.7).

Quanto ao esforço em benefício do povo de Deus, Paulo também nos dá seu testemunho: “…em trabalhos…; em açoites…; em prisões…; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza(II Co 11.23-30).

No atual contexto de grande turbulência espiritual, o mundo precisa de referenciais de fidelidade e estabilidade.

De igual modo, os pastores precisam da proteção do alto e grandes livramentos para não sucumbirem diante dos cruéis ataques do inimigo, pois estão na linha de frente.

Que a igreja possa se lembrar de seus obreiros e suas famílias todos os dias, ajudando-os em oração!

Pr.Luís Kendji G.Yasumura

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