Dia das Mães

Dia das Mães

Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável.

Salmo 139.13 e 14 (NVI)

Assim como toda data comemorativa, o dia das mães tem aplicações múltiplas. A mais enfatizada é sua função comercial com movimentação do mercado de consumo. Contudo, para nós o maior valor é a perpetração da lembrança de uma pessoa com valor inestimável. As mamães!

Pela observação do comportamento, encontramos algumas diferenças entre pais e mães:

A mãe possui uma ligação mais profunda com os filhos por trazê-los ao mundo e têm um forte instinto de proteção;

A mãe é por natureza mais afetiva e voltada para as necessidades emocionais (bem-estar, felicidade, qualidade de vida); o pai é mais voltado para a sobrevivência.

A mãe é mais condescendente (que cede de boa vontade aos pedidos de seus filhos); os pais possuem um foco maior na disciplina.

A mãe tem seus olhos voltados para hoje, nas experiências enriquecedoras do momento; os pais olham mais para o futuro, o legado, realizações em longo prazo.

Elas são singulares em sua natureza, estilo de vida e influência sobre seus filhos. Este nome é sinônimo de receptividade, amor, compreensão, misericórdia, perdão, proteção, entre tantos outros sentimentos que desperta. São pessoas dotadas de grande força e capacidade de superação.

São verdadeiras feras no que cerne ao cuidado dos seus, mas ao mesmo tempo são mais doces que qualquer outro neste mundo no cuidado destes! É um perfeito contraste combinado. Uma obra prima do Senhor!

A elas o Senhor deu o privilégio de trazer ao mundo todos os seres humanos. Elas são também alvo de inúmeras promessas da parte de Deus. O Senhor as guarda e honra seu chamado maior; ser mãe!

A mãe é o primeiro exemplo de vida e uma influência determinante na formação das crianças e conseqüentemente, de toda sociedade.

As mães são um instrumento de vida nas mãos do Senhor

Vejamos nas Escrituras três mães que exerceram forte influência salvífica na vida de seus filhos

A)-Joquebede, mãe de Moisés (Exemplo da Provisão de Deus / Ex 2.1-10)

Joquebede (Nm 26.59), mãe de Moisés é um dos maiores exemplos coragem e fé que temos na Bíblia. Ela assumiu a maternidade mesmo em tempo de grandes dificuldades. Ela não desistiu e não tentou deixar de ser mãe.

Os egípcios agiram com astúcia (Ex1.10), havia um sistema sócio-econômico opressor (1.11), uma agonia social profunda (1.14), sistema manipulador da vida (1.15,16,22).

Mas Deus é o dono e o Senhor de todas as circunstâncias e Ele estava à frente daquela história. Ele se importa com a família, com o nascimento de uma criança.

Deus resolveu quatro problemas para ela viver a maternidade.

Em primeiro lugar, o problema sentimental. O filho seria criado pela própria mãe. Deu-lhe todo o afeto. Num tempo de terrível perseguição Joquebede pode criar e cuidar do seu filho abertamente sem sentir-se ameaçada.

Em segundo lugar, o problema econômico. Joquebede foi paga regiamente para cuidar do seu próprio filho, e isso, pela filha do homem que tinha tentado matá-lo.

Em terceiro lugar, o problema da educação religiosa. Os poucos anos que Moisés passou junto de sua mãe ajudaram-no a determinar o seu futuro. Deixaram marcas indeléveis em sua mente. Hebreus 11.24-27 revela que a educação recebida na infância não se desfez com anos de estudos na Universidade do Egito.

Em quarto lugar, o problema da formação cultural e científica. Moisés como filho de uma família escrava está agora estudando nas melhores universidades do Egito, como filho do rei, tendo uma educação como príncipe.

Os anos que ela passou com Moisés foram suficientes para plantar no coração dele as prioridades de Deus. Joquebede foi uma mãe bem-sucedida.

Ela teve três filhos: Arão, Miriam e Moisés. Todos os três foram influentes. Todos os três foram grandes diante do povo. Todos os três foram líderes que conduziram o povo.

Sua fé promoveu toda provisão necessária para a formação de seus filhos, a despeito de todas as adversidades. Eles aprenderam a crer na provisão de Deus por meio da fé aplicada de sua mãe.

Certamente Moisés pode crer que o mar se abriria, que o maná desceria, e que o povo entraria na Terra Prometida, pois havia visto milagres semelhantes na vida de sua mãe.

B)-Eunice, mãe de Timóteo (Exemplo de Vida / II Tm 1.5)

Eunice compreendeu que o ser vem antes do ensinar (vs.5)

ŸEunice aprendeu com sua mãe Lóide e agora passa ao seu filho Timóteo. Primeiro ela é, depois ela faz. Primeiro ela demonstra, depois ela ensina. Primeiro ela testemunha, depois ela transmite o ensino.

ŸA fé sincera que habitou em Timóteo, primeiro habitou em sua mãe. A educação cristã começa no lar.

Deuteronômio 6.1-9 nos revela que os pais primeiro amam a Deus e depois transmitem aos seus filhos.

Provérbios 22.6 revela que precisamos ensinar não o caminho que a criança quer andar, nem o caminho que a criança deve andar, mas no caminho.

O exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz. As mães são como espelho para os filhos. O espelho não grita, ele revela. Há quatro marcas do espelho:

Primeiro, o espelho é mudo. Ela não fala, demonstra. Ele não grita aos ouvidos, apela aos olhos.

Segundo, o espelho deve ser limpo. Um espelho sujo embaça a visão. É como o reflexo da lua nua poça de águas turvas.

Terceiro, o espelho deve ser plano. Um espelho côncavo ou convexo distorce a imagem. As mães precisam ter vida irrepreensível se querem ensinar com eficácia.

Quarto, o espelho deve ter luz. Sem luz podemos ter olhos, mas não enxergamos. Sem a luz da Palavra, não podemos ensinar os nossos filhos.

Eunice ensinava Timóteo desde a meninice (II Tm 3.14-15)

O mundo está ensinando nossos filhos, a televisão está ensinando nossos filhos, a Internet está ensinando nossos filhos, a escola está ensinando nossos filhos. Eles estão expostos a muitos mestres e muitas influências.

Estudos apontam que o período crítico na formação de uma pessoa situa-se entre o nascimento e os 12 anos. É justamente o período mais congestionado de atividades para os pais e que por vezes desviam o olhar da formação.

Existe também a questão do mentoriamento; a criança sempre escolhe alguém fora do circulo familiar como fonte de conselho e instrução. Uma pessoa com a qual tenha afinidade e receptividade. Contudo, quanto mais positiva e receptiva for a influência da mãe, menos intensa será a influência negativa do mentoriamento externo.

As mães são instrumentos de Deus para lançar as bases de uma vida bem sucedida em seus filhos. As mães precisam trabalhar com muita consciência para instilar no coração dos filhos as sagradas letras.

Eunice ensinou Timóteo para a salvação (vs.15)

Eunice entendeu que seu filho precisava de salvação. Ela não queria apenas transmitir conhecimento. Ela sabia que seu filho precisava de vida.

ŸNossos filhos podem ter casa, roupa, comida, escola, mas se nós não os levarmos a Cristo, estarão perdidos com educação e tudo.

A maior necessidade dos nossos filhos não é o sucesso; é a salvação. Hoje o sonho dos pais para os filhos é que eles sejam grandes, ricos, famosos, bem sucedidos profissionalmente.

Esse pode ser um sonho legítimo, mas a maior necessidade dos filhos é serem filhos de Deus, é terem vida eterna, é serem servos do Deus Altíssimo.

Eunice acreditava na eficácia da Palavra de Deus para levar seu filho à conversão (vs.14,15)

Eunice ensinava as sagradas letras. Ela confiava na eficácia da Palavra de Deus para levar seu filho à conversão. Hoje estamos vendo uma geração analfabeta da Bíblia. Pessoas que confiam mais em teorias do comportamento, técnicas terapêuticas e psicológicas (claro que estas possuem sua validade, mas não prioridade), que na sabedoria do ensino escriturístico.

Os filhos estudam nas melhores escolas, mas são analfabetos da Bíblia. Não tem mais ambiente nem espaço na maioria dos lares para estudar a Bíblia com os filhos.

Contudo, um dos papeis fundamentais da mãe é levar seus filhos e terem um encontro vívido e significativo com a Palavra de Deus, a exemplo de Eunice.

Como em Deuteronômio 6.7-8, ensine andando pelo caminho, ao levantar e ao deitar, atando por sinal nas mãos e como frontais nos olhos.

Eunice ensina seu filho a ter uma fé salvadora centrada na Pessoa de Cristo (vs. 15)

Eunice sabia claramente que a salvação não é uma questão de mérito, de obras, de virtudes granjeadas. Ela sabia que a salvação vem pela fé em Cristo Jesus.

Precisamos levar nossos filhos a Cristo. Precisamos dar a eles não apenas o pão que perece, mas o Pão da Vida. Nossos filhos precisam mais de Jesus do que de roupa nova, roupa de grife, ir ao cinema, estudar nas melhores escolas.

Podemos dar tudo para os filhos, se não os levarmos a Jesus, teremos fracasso como pais.

Eunice foi bem-sucedida em seus ensinamentos. Timóteo se tornou um dos maiores cooperadores do ministério de Paulo. O resultado do esforço de sua mãe foi traduzido em uma infância tranqüila, uma adolescência no caminho do Senhor sem desviar-se da verdade, e uma conversão genuína ainda jovem.

C)-Ana, mãe de Samuel (Exemplo de Fé e Oração / I Sm 1.8-11)

Ana é amada, mas é estéril (5-6)

Ana tem um sonho legítimo, mas está sendo adiado. Ela quer ser mãe, mas não pode. Ela é amada pelo marido, mas anseia por um filho.

Ela pede a Deus, a resposta demora. Ana agarra-se ao seu sonho, enquanto todos tentam demovê-la de esperar um milagre.

Sua rival Penina a irritava, fazendo-a chorar. O sacerdote Eli, enquanto ela orava no templo, a julgou mal. Seu marido, Elcana, instou-a a desistir do seu sonho de ser mãe, dizendo que ele era melhor do que dez filhos para ela.

Ana foi vítima da hostilidade de Penina, do engano de Eli e da racionalização de Elcana. Mas ela não desiste de orar e esperar em Deus até que o milagre aconteceu na sua vida.

Ana é estéril, mas ora pelo filho antes dele nascer (vs.11)

Ana orou por Samuel antes mesmo de ela conceber. Antes de Samuel ser gerado no seu ventre, ele foi gerado no seu coração.

Ana é estéril, mas ora; é estéril, mas espera um milagre; é estéril, mas crê na Palavra e é curada emocional e fisicamente.

Hoje temos mães modernas, mães talentosas, mães intelectuais, mães ocupadas, mas poucas mães de oração. Um das coisas mais importantes que uma mãe pode fazer pelo seu filho é orar por ele.

Ana recebeu de Deus um filho, e o consagrou de volta (vs.11)

Ana não apresentou o seu filho como um troféu de sua vaidade pessoal. Ela sabia que Samuel veio de Deus, era de Deus e devia ser consagrado de volta para Deus. Ela o prometeu a Deus e o devolveu a Deus.

Samuel não foi apenas um grande filho, mas um grande homem, o maior da sua geração. Ele foi o maior profeta, o maior sacerdote e o maior juiz da sua geração.

Ana entendeu o Salmo 127. Os filhos são flechas nas mãos do guerreiro: eles são carregados e depois lançados para longe, para o alvo.

Ana não criou seu filho para si mesma ou para ele mesmo, mas o preparou para servir aos propósitos de Deus.

Precisamos de mães como Ana, que ousem consagrar os seus filhos para Deus. Precisamos de mães que abram mão de seus filhos para estes realizarem os grandes projetos de Deus nesta geração que antecede o Retorno de Jesus!

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