Mordomia Cristã III

A Mordomia do Tempo (Efésios 5.15-16)

O tempo é mais do que segundos, minutos, horas, dias, anos, décadas, séculos e milênios. “O tempo é um milagre que não se repete”, visto que na eternidade não há medida de tempo.

Com a revolução industrial e o conceito taylorista de trabalho, a relação do homem com o tempo foi transformada. Para uma melhor compreensão da Mordomia do Tempo, precisamos entender a conexão filosófica entre tempo – trabalho – serviço.

Conceito de trabalho na Grécia Clássica:

  •   Cultura ateniense: o ideal de sabedoria que se cultivava tinha no ócio sua condição essencial. Precisavam de tempo livre para meditar e desenvolver o saber.
  •   Cultura espartana: pode ser considerada uma cultura laboral (exercícios, guerras e trabalho braçal). Dedicavam o tempo para o desenvolvimento do corpo e técnicas de atividades.
  •   Em ambas as culturas a visão era o cultivo do ser.

Conceito de trabalho taylorista:

  •   Com a revolução industrial, entendeu-se que quanto maior o volume de produção, maiores seriam os lucros.
  •   Surgiu então a padronização de serviços, especialização, mecanização e trabalho de forma intensa para redução de custos e aumento dos lucros.

ü  Taylor separa a concepção (cérebro, patrão) da execução (mãos, operário). Nega ao trabalhador qualquer manifestação criativa ou participação.

  •   Neste sistema, as pessoas produzem serviços mecanicamente, mas não cultivam qualificações em si. Usar o tempo com sabedoria passou a ter o sentido de otimizar o tempo para aumentar o volume de produção.
  •   Toda a sociedade foi afetada por esta nova mentalidade inclusive a Igreja.

Conceito bíblico de tempo (Ef 5:15 e 16)

  •   O tempo no texto é tratado como oportunidade (kairós). É o mesmo termo utilizado em Mt 16.3 (sinais dos tempos).
  •   A outra tradução para tempo no grego é chronos e haymera (horas de relógio, contagem cronométrica).
  •   Nunca nas Escrituras tempo é volume produtivo ou pior, dinheiro. Deus faz uma distinção clara entre recursos materiais e tempo. Ambas não são a mesma coisa e este é um dos grandes enganos que Satanás tem semeado no mundo.
  •   Não existe dinheiro que pare o tempo ou que reponha as oportunidades perdidas. Tempo e dinheiro andam paralelos, mas possuem caminhos diferentes.
  •   Quando falamos acerca da Mordomia do Tempo, a ênfase não está em transformar o tempo em produção para Deus (muito embora também haja produção de bens e serviços).
  •   De modo prioritário, a Mordomia do Tempo é a oportunidade para cultivar a comunhão com Deus (oração, meditação bíblica, adoração), compartilhar a fé, promover a salvação no mundo, discipular no caminho, outros. Este é o contexto de Ef 5.15-16.
  •   Na eternidade não haverá mais tempo; não haverá mais oportunidade para mudança de vida e salvação.
  •   A vida cristã por influência do modelo taylorista, possui algumas características que inconsciente muitos aplicam:

– Produzir muito ativismo;

– Dar prazos para Deus;

– Mecanizar a fé (ação articulada de ação e reação / causa e consequência).

– Ficar ansioso quando despende tempo orando, meditando e adorando nos cultos;

– O pastor vira gerente que precisa dar conta da gestão e os anciãos do conselho transformam-se em supervisores administrativos.

– O céu vai ser uma grande corporação ideal, na qual todos vão fazer o trabalho que gostam, continuamente, sem nos cansarmos e Deus será o patrão ideal que nos dará todos os maiores sonhos de consumo (habitação nobre, alimentação de primeira, boas vestes, locomoção confortável, etc).

– As pessoas produzem serviços mecanicamente, mas não cultivam qualificações em si, para Deus.

– Impressionante como inconscientemente as pessoas passam a enxergar o Reino de Deus por meio da ótica capitalista que experimentamos todos os dias!

  •   Neste modelo há uma forte tendência a produção de bens e serviços, mas sem o cultivo da vida com Deus e qualificações em si mesmo, esquecendo-se que para o Senhor se importa mais com o que somos do que com aquilo que fazemos.
  •   A solução não é fugir do paradigma tempo-produtividade, desta geração; o sistema está montado, não há como fugir. O conceito bíblico também não é o isolacionismo.
  •   Este é o nosso tempo; a nossa geração, o nosso KAIRÓS, a nossa oportunidade. Pode não ser uma oportunidade como no período da Reforma, mas é a oportunidade de edificar a Igreja que verá o retorno de Jesus!

Existem algumas considerações para fazermos bom uso do tempo:

  •   Há um tempo determinado para cada coisa (Ec 3:1 / Nem sempre é tempo para fazer tudo. Há tempos específicos para cada propósito e Deus nos mostra seus sinais).
  •   Precisamos fazer cada coisa com dedicação até o fim, pois cada tempo é uma oportunidade dada por Deus. A próxima fase é uma oportunidade assim como o momento que vivemos hoje também é uma oportunidade.
  •   Não devemos investir nosso tempo para acumular bens, mas naquilo que é útil e que produza qualidade de vida (Lc 12.16 à 21);

O rico não se lembrou de Deus;

–  Ele não considerou que Deus era dono de tudo o que estava em sua posse;

– Ele não pensou em outros somente em si mesmo;

– Ele optou por acumular e não aplicar com sabedoria;

A consequência: Deus tirou o seu tempo!

  •   Vamos fazer o bem enquanto há tempo-oportunidade ( Gl 6:10 );
  •   Não procrastinar / não adiar, não deixar para amanhã ( Is 55:6 );
  •   Ser equilibrado na distribuição do tempo.
  •   Por último, talvez o maior de todos os desafios: não gastá-lo com coisas fúteis, inúteis e não essenciais (Ef 5.16).

I Women Congress

We invite all our friends and friends of friends to attend this evening of fun, true challenges, meditation, fellowship, worship and great advices that surely will stimulate and improve your marriage relationship … Do not lost your hope: Everything will be right!

Missionary Ana

I Congresso de Mulheres

Convidamos a todas as nossas amigas e amigas de amigas para participarem desta tarde de  descontração, verdade, desafios, meditações, comunhão, adoração e grandes conselhos que com certeza irão melhorar e estimular seu  relacionamento conjugal…Não perca a esperança: Vai dar tudo certo!!!

Missionária Ana


Análise cristã do filme “A Bússola de Ouro”

Alerta! Satanismo infantil. A indústria cinematográfica e a mídia estão longe de ser um território neutro.

Antes de você assistir a “A Bússola de Ouro”, é importante saber em que tipo de terreno está pisando. E, no caso, é um terreno de lodo puro. O filme é baseado no primeiro livro da trilogia escrita pelo ateu radical Phillip Pullman. Em uma entrevista em 2001, o escritor afirmou com todas as letras: ”Meus livros são sobre matar Deus”. Crítico ferrenho do cristianismo, fã confesso da série “Harry Potter” e refratário à série cristã ”As Crônicas de Nárnia” (”uma das coisas mais feias e venenosas que já li”), Pullman definiu sua própria trilogia como ”os materiais sombrios”, escrita para ser uma influência ateia oposta a ”Nárnia” e ”O Senhor dos Anéis”. ”Tento destruir os alicerces da fé cristã”, confessou sem pudores Pullman.

O filme conta a história de uma menina, Lyra, que viaja a um mundo distante para salvar um amigo. No caminho, encontra criaturas metamorfas, bruxas e uma série de personagens de um universo fantástico. Lyra é acompanhada por um ”daemon”, sua alma em forma de um animal. Ao adaptar “A Bússola de Ouro” para as telas, o diretor Chris Weitz buscou suprimir muitas das referências ateístas e anticristãs da trama, para não perder o dinheiro do ingresso dos crentes. Ele afirmou que o filme não faria, ao contrário do livro, menção direta a Deus ou a religião; dois temas-chave do livro. Como os fãs dos livros reclamaram, Weitz confessou: ”bem, a religião está lá, mas mascarada por eufemismos”.

O filme é violento. Violento demais para menores de idade, apesar de ser promovido como uma obra voltada para o público infanto-juvenil. Lyra, a heroína da história, tenta matar a própria mãe! Muitos personagens são assassinados, há tiroteios, lutas de espada, bruxas flecham seus adversários… é uma festa sangrenta. Bruxas, aliás, são fundamentais na história, bem como demônios. E o inferno é mencionado como um lugar literal.

Sob a capa de beleza, fantasia e aventura, a produção carrega mensagens antirreligiosas, mascaradas por termos aparentemente inocentes. Não se usa, por exemplo, a palavra ”Igreja”, mas sim ”Magisterium”. ”Deus” é chamado de ”a Autoridade”. E, sim, Deus é morto no fim da trama. No mundo criado pela trilogia de Pullman, o Magisterium está ligado a experimentos cruéis com crianças, visando a descobrir a natureza do pecado, além de tentativas de acobertar fatos que prejudicariam sua legitimidade e seu poder.

Lyra, a heroína que as meninas vão querer imitar após ver o filme, não apenas tenta matar a mãe, mas é manipuladora e enganadora. Ao pôr em prática seus esquemas, ela sempre se dá bem e é aplaudida por isso.

A jornada épica de Lyra a um mundo em que agentes teocráticos sequestram e torturam crianças, é destituída de alegria e de filosofias edificantes, o que cria um abismo entre ”Crônicas de Nárnia” e ”O Senhor dos Anéis”. Apesar de ser vendido como um longa-metragem esplendoroso mantém-se em trevas, especialmente nas trevas da mentira espiritual.

 

(Fonte)          (Trailer)

Mordomia Cristã II

Mordomia Cristã II

A Mordomia do Corpo (I Co 6.19-20)

Nosso corpo é muito importante, pois, segundo as Escrituras, somente por meio dele é que obtemos a salvação. A Bíblia afirma que o nosso corpo é templo do Espírito Santo devendo ser cuidado como tal (santificação para Deus habitar e serviço por ter sido comprado).

Serviço a Deus por meio do corpo:

  •   Segundo estudos, o trabalho está diretamente relacionado à existência humana. Sem serviço não há sobrevivência. Dentre todos os tipos de trabalho existem aqueles que são de primeira ordem, ou seja, se não forem realizados comprometem a continuidade da espécie humana.
  •   Muito embora as sociedades campesinas não tenham uma noção abstrata do trabalho, elas têm por essencial o caçar, a plantar, cozinhar, educar os filhos, cuidar dos idosos e cultivar a espiritualidade (Pv 31.10-27).
  •   Caçar e plantar: em nossa sociedade existem versões modernas de caça, plantio e colheita (trabalho corporativo e aquisição de produtos);
  •   Cozinhar: aplicação na culinária. Além da economia produz qualidade de vida (Pv 31.15);
  •   Higiene do corpo, da casa e das roupas assim evitando doenças;
  •   Descanso (físico e mental); Deus formou um período de descanso para cada dia e o sono para desligar a mente, refrigerando-a;
  •   Educação: preparação da geração futura;
  •   Idosos: amor e gratidão eterna pelo que fizeram e construíram.

Cultivo da espiritualidade por meio do corpo:

  •   Conceitos de Js 1.8 (meditar, falar, praticar – A Palavra de Deus).
  •   Por inferência, o Senhor ensina a Josué alguns aspectos da mordomia;
  •   Meditar: avaliar todos os aspectos da vida pela perspectiva bíblica (ler, entender, interpretar e aplicar); (muitos não aprendem por tratar a Bíblia apenas como mais uma informação teórica, afastando-a da prática).
  •   Falar: fazer conhecido, informar, esclarecer, ensinar, discipular, exortar, reconciliar, outros;
  •   Praticar: viver a fé com prazer e alegria (uma vida divertida atrai seguidores / Teoria da Diversão).

Outros aspectos:

  •    Fugir da prostituição (I Co 6.15-20);
  •    Usar trajes santos (Ap 3.18); no texto é aplicada uma figura de linguagem comparando o despreparo com a nudez. Contudo o parâmetro do exemplo é a vergonha e desaprovação da exposição do corpo.
  •    Não fazer uso dos inimigos do corpo: fumo, álcool e drogas (Pv 23.20-21).

Cuidar do nosso corpo é um dever. Deus escolheu fazer dele o seu templo. Sendo assim, deve ser usado de acordo com a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável, sabendo que o nosso corpo não é nosso, mas de Deus.

Mordomia Cristã I

Mordomia Cristã I

Criados Para Servir (I Pedro 4.10-11)

A palavra mordomia sofreu, ao longo dos anos, uma deturpação devido ao seu mau uso. Esta palavra é usada como regalias e favores concedidos, especialmente pelos governos, a alguns funcionários públicos. Ou ainda, quando pensamos em mordomo, pensamos num romance ou filme policial em que o mordomo sempre é o criminoso.

A palavra mordomo, em português, vem do latim majordomus, que tem o mesmo significado do grego oikonomos (oikos / casa e nomos / governo). Assim mordomo é o principal servo, o que administra a casa do seu senhor. Exemplos de mordomos na Bíblia: Eliézer (Gn 24.2) e José (Gn 39.4-6).

O texto da primeira carta de Pedro nos apresenta como despenseiros da multiforme graça de Deus. A Graça de Deus se apresenta por meio dos dons distribuidos de forma pessoal e não coletiva e manifesta-se através do administrar as capacidades de Deus em nós para beneficiar o mundo em nome do Deus criador.

Deus se manifesta neste mundo por meio da Igreja, por isso esta deve agir e servir como representantes de Deus. A isto denominamos Mordomia Cristã. Mordomia então é:

  •    O reconhecimento da soberania de Deus;
  •    A aceitação do nosso cargo de depositários da vida e das possessões;
  •    E “a administração das mesmas de acordo com a vontade de Deus”.

É a expressão do reconhecimento de que Deus é dono de tudo e de todos:

  •    Dono do universo: Gn 14:22.
  •    Dono do homem: por direito de criação; Is 42:5 / por direito de preservação; At l4:l5 à l7 / por direito de redenção; I Co 6:l9 e20.

O homem é o mordomo: Gn 2:l5. Postura pertinente ao ser humano:

  •    Senso do sagrado; que tudo pertence a Deus e não a nós.
  •    Senso de responsabilidade; vamos dar conta da nossa administração.
  •    Senso de dependência; sem Ele nada podemos fazer.

Os homens não são os donos, mas mordomos. “Além disso, requerem-se nos despenseiros (ou mordomos) que se achem fiéis”.

Para seguirmos a carreira cristã precisamos aprender, não a vivermos para nós mesmos, mas a servir a Deus e ao nosso próximo com aquilo que o Senhor nos confiou.